Suicidas

Publicado por 6.1.20


Sinopse: Alê e seus colegas, jovens da elite carioca encontrados mortos no porão do sítio de um deles em condições misteriosas que indicam que os nove amigos participaram de um perigoso e fatídico jogo de roleta russa. Aos que ficaram, resta tentar descobrir o que teria levado aqueles adolescentes, aparentemente felizes e privilegiados, a tirar a própria vida. 
Autor(a): Raphael Montes | Editora: Cia das Letras | Páginas: 342 | Ano: 2017


Mesmo com uma última leitura maravilhosa, não conseguiria ficar sem leitura alguma até 2020 (mesmo essa resenha sendo lançada já neste ano), ainda mais quando se trata de uma “saidinha da zona de conforto”. Nada melhor para terminar 2019, né? Quando se trata de leitura e desafios, estou dentro! 

Sendo meu primeiro livro de terror do ano, foi um livro que gostei de me aventurar por alguns motivos.  O livro é narrado por Alessandro e se passa em três espaços de tempo, sendo intercalados perfeitamente entre os capítulos, onde conseguimos ter uma visão ampla da história e muito bem apresentada, por sinal, me sentia lendo roteiro da ‘novela das 21h’.

Passado um ano do trágico evento, que terminou de forma violenta e bizarramente misteriosa, uma nova pista ilumina o nebuloso caso. Sob o comando da delegada Diana Guimarães, as mães desses jovens são reunidas para tentar entender o que realmente aconteceu, e os motivos que levaram seus filhos a cometerem suicídio.

Por meio da leitura das anotações feitas por um dos suicidas durante o episódio, as mães são submersas no turbilhão de momentos que culminaram na morte de seus filhos. A reunião se dá em clima de tensão absoluta, verdades são ditas sem a falsa piedade das máscaras sociais e algo maior começa a se revelar.

Sabe quando estamos assistindo aquela novela e não queremos perder um capítulo? Deixamos até mesmo de sair para que nenhum detalhe escape? É exatamente assim em “Suicidas”. A história é muito bem narrada e amarrada, fazendo com que você fique preso e querendo saber de mais detalhes para chegar a grande resposta de quem é o autor de tal episódio chocante.

Podemos dizer que Suicidas possui um leque de protagonismo, desde o padrão até o personagem que possui síndrome de down (esse é o momento que você fica com uma interrogação em cima de sua cabeça). Gostei muito dessa representatividade num livro de terror, que é muito difícil ser visto, sempre os personagens são mais do mesmo, aqueles que são vistos como padrão pela sociedade.

Raphael me usou de todas as formas com essa narrativa, eu estava sendo totalmente levado pela sua escrita, que é incrível! Me fez confiar, sentir muita raiva e, até mesmo, querer matar alguns, ou seja, a forma que o autor nos conduz na leitura é incrível e faz com que nos sintamos realizados por chegar ao final e vermos que é realmente um ‘livrão’.


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