O papel de parede amarelo

Publicado por 28.3.16


Sinopse: A narradora é uma mulher, cujo marido - um médico - confinou-a em um quarto que ele alugou durante o verão. Ela é proibida de trabalhar e se vê obrigada a esconder seu diário dele, para que ela possa se recuperar do que ele diagnosticou como uma "temporária depressão nervosa - uma leve tendência histérica", um caso comum nas mulheres dessa época. As janelas do quarto possuem grades e há um portão no topa das escadas, permitindo a seu marido controlar seu acesso ao restante da casa. O conto ilustra o efeito do confinamento na saúde mental da narradora, e seu propensão à psicose. Não tendo nada para estimulá-la, ela se torna obsessiva pela textura e cor do papel de parede do quarto.
Autor(a): Charlotte Perkins Gilman | Editora: José Olympio | Compre aqui: Saraiva

Ao ver um livro tão pequeno, com poucas páginas e letras grandes, logo imaginei que seria uma leitura rápida e simples. Acertei no quesito rapidez, já que a narrativa é ágil e envolvente, porém não há nada de simples nesta história.

Uma mulher com a saúde mental abalada, casada com um médico importante e que acaba sendo convencida de que tem apenas uma "depressão temporária" e que seu tratamento é o confinamento em uma casa estranha, com grades nas janelas e com um horrível papel de parede no quarto.

O leitor se prende à protagonista. Seus medos parecem tão reais, a angustia de sua própria narrativa torna toda sua história com um toque de veracidade assustador. A tensão é constante, afinal estamos falando de um conto onde a personagem principal é mantida trancada em uma casa devido a sua "condição de saúde".

No decorrer da história o leitor verá a mudança da protagonista e sua obsessão pelo papel de parede. Muitos de seus medos partem da parede horrorosa que ela insiste em observar.

É uma história chocante, triste e ao mesmo tempo revoltante. Meus sentimentos se misturaram durante a leitura desta curta e forte obra. Fui desde a mais sincera compaixão ao mais profundo medo pelo que aconteceria.

Este é um daqueles livros que não agradará a todos, mas com certeza deixará marcas em quem ler.
 





8 comentários

Comentários
8 Comentários
  1. Tenho muito interesse em ler este livro.
    Gosto de enredos assim, que nos marcam.
    Ótima resenha!

    Beijinhoss...
    http://estantedalullys.blogspot.com.br/

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  2. Oioi!
    Eu recebi o livro O papel de parede amarelo e ainda nao li, mas ao saber que se trata de um clássico da literatura feminista eu fiquei bem interessada e achei a capa linda e diferente.
    Não sabia que era uma história chocante, triste e ao mesmo tempo revoltante, vou ter que ler logo para saber tudo.
    Beijos.

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  3. Olá :)
    Fiquei bem curioso para ler esse livro, principalmente pelos sentimentos que a protagonista consegue passar para o leitor. QUERO !
    Abraço
    http://interessantedeler.blogspot.com.br/

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  4. Olá Alessandra,

    fique muito curioso, intrigado e com vontade de ler esse livro que deve ser de fato muito triste e chocante como você disse. Eu já sabia que Papel de Parede é um clássico da literatura feminista, esperando agora surgir uma oportunidade para ler essa obra e ficar diante dos sentimentos e dificuldades que a protagonista enfrenta. www.sagaliteraria.com.br

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  5. Eu fiquei bem interessada na proposta, acredito que seja um daqueles livros difíceis de dirigir, cheio de pequenas criticas. Estou curiosa com ele, muito!

    Bjus
    Blog Fundo Falso

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  6. Adoro livros e histórias que desafiam o leitor! Fiquei muito interessado e vai direto pra wishlist. Recentemente li junto com meus amigos do clube que leitura que temos "Rosa, vegetal de sangue". Lembra vagamente essa obra da resenha. Depois quando puder dê uma pesquisada, ou me visite que falarei dele um poquinho...
    Adorei a resenha, indicação...tudo!
    Abraço;

    http://estantelivrainos.blogspot.com.br

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  7. Oiee,
    Acho que nesse flop que eu estou nas leituras esse seria uma otima ideia, acho que eu conseguiria ler bem rápido.

    Abraços!
    http://lendocomobiel.blogspot.com.br/

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  8. Alessandra, tenho ouvido falar muito dessa obra ultimamente e apesar de ser pequena ela parece trazer um grande ensinamento.
    Estou muito curiosa para saber o que acontece com esse envolvimento da mulher com a parede horrenda.

    Lisossomos

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