Sinopse: Verdadeiro clássico moderno, concebido por um dos mais influentes escritores do século 20, "A Revolução dos Bichos" é uma fábula sobre o poder. Narra a insurreição dos animais de uma granja contra seus donos. Progressivamente, porém, a revolução degenera numa tirania ainda mais opressiva que a dos humanos. Escrita em plena Segunda Guerra Mundial e publicada em 1945 depois de ter sido rejeitada por várias editoras, essa pequena narrativa causou desconforto ao satirizar ferozmente a ditadura stalinista numa época em que os soviéticos ainda eram aliados do Ocidente na luta contra o eixo nazifascista.

Autor(a): George Orwell | Editora: Companhia das letras | Páginas: 152 | Ano de lançamento: 2007


Na Granja do Solar os animais trabalham como escravos sem ter nenhuma recompensa além de uma alimentação, por vezes escassa. Enquanto o proprietário do local utilizava toda a produção dos animais a seu favor, seja para manter o sustento da família e de seus vícios ou somente para se alimentar. Um cenário comum aos olhos dos leitores, mas que estava prestes a sofrer grandes mudanças.

Os porcos, que eram reconhecidos como os mais inteligentes entre os animais da granja, reuniram os demais e propuseram uma revolução, que resultaria em algo parecido com o socialismo que conhecemos, onde não mais trabalhariam para satisfazer o seu dono, mas sim a si próprio, vivendo em harmonia e compartilhando os frutos do trabalho.



O homem é a única criatura que consome sem produzir. Não dá leite, não põe ovos, é fraco demais para puxar o arado, não corre o suficiente para alcançar uma lebre. Mesmo assim, é o senhor de todos os animais. Põe-nos a trabalhar, dá-nos de volta o mínimo para evitar a inanição e fica com o restante. Nosso trabalho amanha o solo, nosso estrume o fertiliza e, no entanto, nenhum de nós possui mais do que a própria pele.

Unidos eles conseguem expulsar Jones, o dono da granja, e tudo parecia se encaminhar para uma vida melhor aos animais, com direito a aposentadoria para os que se tornassem velhos para o trabalho. 


Em toda organização é necessária a existência de um líder, alguém que tenha a capacidade de comandar a grande massa, senão há tumulto. Na granja o poder ficou sob posse dos porcos, que instituíram "leis" que deveriam ser obedecida por todos.
1. Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo.
2. Qualquer coisa que ande sobre quatro pernas, ou tenha asas, é amigo.
3. Nenhum animal usará roupas.
4. Nenhum animal dormirá em cama.
5. Nenhum animal beberá álcool.
6. Nenhum animal matará outro animal.
7. Todos os animais são iguais.

A cada passagem fica ainda mais clara a semelhança com a realidade. A criação de leis para por ordem mesmo tendo animais que não as entendiam, mas acatavam por acreditar que se o "líder" dizia ele deveria estar certo e nada era contestado. A disputa de poder entre os porcos foi digna de aplausos, visto que assim que o outro porco, Napoleão, tomou posse da granja começou a denegrir a imagem do antigo líder, o culpando por tudo de ruim que por ventura acontecesse à eles.

Sempre que Napoleão demonstrava abuso de poder, de alguma forma eu acabava o comparando aos grandes líderes que causaram guerras. O tão sonhado socialismo ficou bonito apenas no papel, já que os animais passaram a trabalhar para sustentar os desejos do líder, que passou a alterar as leis da forma que melhor lhe convinha. Acho que agora você também está fazendo ligações da obra fictícia com muito do que vê nos jornais ou estudou nas aulas de história na escola.

4. Nenhum animal dormirá em cama com lençóis.
5. Nenhum animal beberá álcool em excesso.
6. Nenhum animal matará outro animal sem motivo.
7. Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros.

Este livro me fez refletir bastante e foi impossível não desenvolver comparações com o mundo em que vivemos. A evolução e interação dos personagens, que seriam apenas animais aos olhos humanos, é rica em críticas à nossa sociedade, reforçando a ideia de que o povo esquece, se acomoda e aceita por não se achar em condições de brigar.

Lógico que não contarei o final, mas se você já conseguiu acompanhar meu raciocínio, e fez as ligações necessárias, já deve estar imaginando alguns finais possíveis. Indico este livro a todos, pois retrata a realidade de uma forma simples e direta, o que muitas vezes nós, que não somos os cavalos ou ovelhas da granja, deixamos passar batido.

As criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já era impossível distinguir quem era homem, quem era porco.




Sinopse: Ela é atriz, blogueira, bagunceira e está sempre na TV. Dona de um carisma sem igual, Estopinha Rossi é a vira-lata mais querida do Brasil!Com quase 3 milhões de seguidores no Facebook, é porta-voz dos cachorros e tem como missão ensinar aos adultos o que os cãezinhos querem de verdade: um lar quentinho, petiscos gostosos e, principalmente, o amor dos humanos.
E ela conseguiu tudo isso! Recolhida das ruas, foi adotada, devolvida por mau comportamento até encontrar uma família que a ama do jeito que ela é.
Com Alexandre Rossi, adestrador e especialista em comportamento animal, Estopinha ganhou voz e hoje dedica-se a mostrar ao mundo a importância da adoção animal e a felicidade que é ter um bichinho na família.
Conheça a história da It Dog Estopinha e todos os seus segredos, do tufinho ao rabico! Você certamente vai se apaixonar por essa vira-lata.
Autor(a): Alexandre Rossi | Editora: Planeta do Brasil | Páginas: 160 | Ano de lançamento: 2017

Talvez você já tenha visto a Estopinha em algum programa de TV acompanhado seu papai, Alexandre Rossi. Mas caso não lembre de tê-la visto antes, relaxe, esta é a oportunidade de conhecer essa tombinha linda.

O livro conta a história da Estopinha de uma forma leve, descontraída e com uma linguagem fácil, afinal, quem narra tudo é a própria cachorrinha com seu jeitinho divertido e amável.

Sua trajetória é inspiradora e comovente. Sabe aquele cachorrinho abandonado na rua, passando frio e fome? Ele pode lhe dar muito amor, pode ser seu companheiro fiel, seu amigo para todas as horas e lhe dar muitas alegrias, assim como faz a protagonista deste livro.


Conhecer melhor sua história, de sua família e o envolvimento deles com a causa dos animais, me deixou encantada e emocionada. É nítida a felicidade que eles compartilham. Mesmo quando a Estopinha apronta, seus pais humanos a repreendem, mas entendem sua motivação. Sabe por que? Porque eles a enxergam como um membro da família, que precisa de carinho, atenção, amor e disciplina, mas que nem por isso ela vai andar sempre na linha. Eles entendem que não é falta de amor é apenas uma dose de rebeldia e instinto, mas que para tudo tem jeito.


O livro conta com diversas imagens que ilustram muito bem todas as passagens, os ensinamentos, toda a simpatia que a Estopinha exala e alguns momentos de rebeldia natural de filha mais velha. Além de contar com dicas muito úteis e importantes aos papais de cachorrinhos.

Espero que você, que gosta de animais, leia esse livro e se apaixone tanto quanto eu. A narrativa desta cachorrinha me fez rir em diversos momentos e me ajudou a compreender algumas atitudes do meu pequeno Marvin terrorista.







Sinopse: Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus. Também não faz ideia que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e a mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e para além dela centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com frio na barriga. Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. 
Autor(a): John Boyne | Editora: Seguinte | Páginas: 320 | Ano de lançamento: 2017

Esta é a terceira vez que leio esta história e posso dizer, sem dúvida alguma, que a emoção que estas páginas carregam ainda me envolvem como se fosse a primeira leitura. John Boyne construiu uma história tão rica, com personagens tão puros que não consigo me aproximar de Bruno e Shmuel sem deixar que uma lágrima caia.

Para quem não conhece ainda, esta é uma história sobre o holocausto contada de uma forma mais infantil, para não dizer pura. Não espere encontrar homens lutando até a morte, ou corpos jogados pelo chão, mas sim duas crianças em lados opostos que nada entendem sobre o que está acontecendo.
Temos que procurar fazer o melhor de uma situação ruim.
Bruno tem nove anos, é curioso e sonha em ser explorador. Obrigado a deixar seus amigos para trás e se mudar para uma casa que detesta, por causa do trabalho de seu pai para o exército, ele busca meios de se divertir em um lugar onde não existem crianças, apenas adultos e os soldados de seu pai.
Nossa casa não é uma construção, ou uma rua, ou uma cidade, ou coisa alguma tão artificial quanto os tijolos e a argamassa. O lar é onde mora a família de alguém, não é mesmo?
Do outro lado da cerca existe Shmuel, um menino da mesma idade de Bruno, mas com seu futuro traçado e seu uniforme listrado sujo. Em meio a muitas pessoas com o mesmo destino, o menino não entende o motivo de estar preso com todos aqueles outros, mas aprende da pior forma como o ser humano pode ser cruel.
Bruno, às vezes há coisas na vida que temos de fazer e não temos escolha a respeito delas.
Em meio às explorações de Bruno este acaba conhecendo Shmuel. A amizade que une os dois é tão bonita, sem rivalidade e sem a imposição de raça pura que os adultos criaram. Apenas uma amizade sincera. Cada um de um lado, criando laços mesmo com uma cerca entre eles. Uma lição para quem desiste diante de obstáculos.
Não torne as coisas piores, pensando que dói mais do que você realmente está sentindo.

Esta nova edição em capa dura e repleta de ilustrações magníficas, deram um ar ainda mais emocionante à obra. Visualizar os meninos, o centro de concentração e os soldados com fisionomia cruel deram à esta história ainda mais veracidade. Não posso deixar de imaginar nos vários Bruno e Shmuel que existiram naquele período, quantas crianças tiveram suas inocências roubadas e seu futuro traçado por pessoas desconhecidas?

Sem dúvida alguma é uma obra que nos faz refletir e nos mostra que nossas ações possuem consequências, podendo cair sobre quem mais amamos.

Leia esta bela história de amizade, apaixone-se, envolva-se e deixe a emoção tomar conta.




Autor(a): Irmãos Grimm | Editora: Planeta | Páginas: 272 | Ano de lançamento: 2014


Sinopse: Três palavrinhas que, depois de mais de dois séculos, ainda conseguem transportar os leitores para cenários de mistérios, intrigas e traição, vida e morte, amor e abandono. Em seu esforço para preservar a cultura popular, sem querer os Irmãos Grimm criaram um marco atemporal e eterno da literatura ocidental. Com este livro de contos de fadas, lindamente ilustrado por Kevin Tong, você poderá reencontrar as histórias e os personagens que aprendeu a amar.
Um livro repleto de contos, nem todos são tão belos quanto suas adaptações feitas pelas Disney, mas nem por isso perdem o encanto. Confesso que muitos eu não conhecia, falha da minha mãe que não os contou para mim, mas fiquei encantada em lê-los e poder relembrar um pouco a sensação gostosa de fantasia que envolvia minha infância.

Once upon a time é daquele tipo de livro onde os contos são independentes e não precisam ser lidos em sequência, ótimo para ler um pouquinho em cada dia, seja para próprio deleite ou para apresentar estas histórias às crianças que estejam por perto. 

Mas cuidado, nem todo final é totalmente feliz, alguns momentos das histórias originais podem conter um pouco de sofrimento, dor e até mesmo morte.  Estas histórias não são uma reprodução de um mundo encantado e repleto de perfeição, longe disse, diversas narrativas podem apresentar o lado ruim do ser humano, a competitividade, o desejo de ter sempre mais, em ser o melhor sem se preocupar com o bem estar do próximo. Alguns contos irão proporcionar uma leve reflexão, deixando aquela boa e velha "moral da história", em compensação outros servirão apenas para distração por sua simplicidade.


Uma coletânea que promete transportar o leitor ao mundo mágico dos contos de fadas, o envolvendo rapidamente pela simplicidade dos personagens e pela narrativa ágil e descomplicada. Não espere encontrar algo profundo, tão pouco que tenha uma ligação direta com a série de TV, senão você irá se decepcionar. Esteja pronto para algo mais despretensioso, que realmente quer apenas lhe entreter e fazê-lo recordar de algumas histórias.

Os contos que estão nesta coletânea:
*João e Maria
*Seis atravessam o mundo inteiro
*A parceria entre o gato e o rato
*Cinderela
*As três fiandeiras
*O ganso de ouro
*João Fiel
*A cobra branca
*A bela adormecida
*O alfaiate valente
*O rei barba de Melro
*Os músicos da cidade Bremen
*João felizardo
*Rumpelstilsequim
*O velho sultão
*O lobo e os sete cabritinhos
*A guardadora de gansos
*Rapunzel
*O pequeno polegar
*A mesa mágica, o asno que cospe ouro e o porreto dentro do saco
*Os doze irmãos
*O pescador e sua esposa
*Chapeuzinho vermelho
*A amoreira
*João Prudente
*Os elfos
*Branca de neve
*Os seis cisnes
*Gretel, a esperta
*O príncipe sapo




Sinopse: De onde viemos? Para onde vamos?
Robert Langdon, o famoso professor de Simbologia de Harvard, chega ao ultramoderno Museu Guggenheim de Bilbao para assistir a uma apresentação sobre uma grande descoberta que promete "mudar para sempre o papel da ciência".
O anfitrião da noite é o futurólogo bilionário Edmond Kirsch, de 40 anos, que se tornou conhecido mundialmente por suas previsões audaciosas e invenções de alta tecnologia. Um dos primeiros alunos de Langdon em Harvard, há 20 anos, agora ele está prestes a revelar uma incrível revolução no conhecimento... algo que vai responder a duas perguntas fundamentais da existência humana.
Numa jornada marcada por obras de arte moderna e símbolos enigmáticos, os dois encontram pistas que vão deixá-los cara a cara com a chocante revelação de Kirsch... e com a verdade espantosa que ignoramos durante tanto tempo.

Autor(a): Dan Brown | Editora: Arqueiro | Páginas: 432 | Ano de lançamento: 2017

Chegamos ao quinto livro que conta com a participação do famoso personagem de Dan Brown, Robert Langdon. O professor que já passou por diversos momentos de risco em busca da verdade ou simplesmente para tentar escapar de uma cena de crime, ressurge em mais uma trama que bate de frente com alguns preceitos religiosos, mesclando realidade com ficção ao ponto de deixar o leitor em dúvida. Até que ponto o que está sendo narrado poderia ser verdade?

Langdon é convidado de honra na apresentação de seu ex-aluno que promete revolucionar o mundo, abalar as religiões e proporcionar uma nova visão sobre "de onde viemos" e "para onde vamos", colocando à prova tudo o que se ouve sobre Deus e a criação.
Nós nos consideramos indivíduos racionais e modernos, no entanto a religião mais disseminada de nossa espécia inclui toda uma quantidade de afirmações mágicas, seres humanos ressuscitando inexplicavelmente, virgens dando à luz por milagre, deuses vingativos que mandam pestes e inundações, promessas místicas de uma outra vida num céu sobre as nuvens ou de infernos em chamas.
Como é de se esperar, nada será revelado de forma fácil e direta, caso contrário não estaríamos falando de uma obra de Dan Brown. 

Edmond Kirsch preparou o evento do ano, repleto de pessoas importantes e que a todo instante atraía novos espectadores por uma plataforma online. Todos estavam curiosos para estar diante de tal revelação, que acabou sendo impedida com o assassinato do cientista em meio ao seu discurso. Quem teria motivações para matá-lo? Haveria envolvimento de alguma religião? Essas são as primeiras perguntas que permeiam a jornada de Robert Langdon após a morte de seu grande amigo.

Determinadas situações podem ser vistas como previsíveis, ainda mais se o leitor já teve contato com outras histórias de Langdon. Há uma fórmula pronta, mas que nem por isso deixa de ser intrigante e reveladora.
Robert continua diante de situações perigosas, acompanhado de uma mulher importante (neste caso a noiva do príncipe da Espanha), lidando com pessoas que não conhece, fugindo de criminosos que nunca viu e decifrando enigmas envolvendo arte, símbolos e religião. Tudo isso pode ser visto em outras obras, porém o desenvolvimento é único, assim como nos livros anteriores. 
Às vezes só é preciso mudar a perspectiva para enxergar a verdade de outra pessoa.
Nesta obra o leitor observará a relação do professor com a tecnologia, precisando ampliar seu olhar para compreender os mistérios escondidos. A presença de um computador que é capaz de se passar por um ser humano, tendo pensamentos próprios, é algo interessante e realista. Quem nunca pensou que logo as máquinas teriam vida própria? Este livro mostra que essa realidade pode estar se aproximando.
O senhor preferiria viver num mundo sem tecnologia... ou em um mundo sem religião? Preferiria viver sem medicina, eletricidade, transporte e antibióticos... ou sem fanáticos travando guerras por causa de narrativas ficcionais e espíritos imaginários?
Admito que me vi presa nesta história até descobrir quem havia comandado o ataque que vitimou Edmond Kirsch e o impediu de revelar sua descoberta, assim como ansiei por conhecer o resultado de seus estudos. A escrita do autor permanece ágil, envolvente, mas com um pouco mais de detalhes que o habitual, talvez isso deixe a narrativa lenta em alguns pequenos momentos. 

O final é surpreendente! Por mais eu tivesse cogitado algumas hipóteses, não consegui chegar tão perto da resolução dos mistérios. Apesar ter esperado algo mais chocante, confesso que gostei da conclusão.




Sinopse: Após uma juventude de rebeldia e bebedeira, John Tyree decidiu dar início a um novo capítulo em sua vida e se alistou no Exército. Um ano depois, agora um novo homem, ele retorna a Carolina do Norte para passar um tempo com o pai. Uma tarde, ele conhece a garota de seus sonhos. Além de ser linda, Savannah é amigável, de sorriso fácil, um exemplo de boa conduta e altruísmo. Um sentimento arrebatador nasce entre os dois.No entanto, John precisa voltar para a Alemanha a fim de concluir o serviço militar. Savannah decide esperar por ele, enquanto o jovem soldado promete que, após esse período, vai ficar para sempre ao lado da mulher que conquistou seu coração. O que nenhum dos dois poderia esperar eram os eventos do 11 de Setembro. Enquanto John entra em combate no Iraque, Savannah precisa reunir forças para superar a dor da distância. Nesse cenário de saudade e incertezas, uma simplescarta pode mudar a vida dos dois para sempre.
Autor(a): Nicholas Sparks | Editora: Arqueiro | Páginas: 256 | Ano de lançamento: 2017

As histórias escritas por Nicholas Sparks costumam me proporcionar sentimentos distintos em um simples virar de páginas, mesmo que em alguns momentos eu consiga prever o que está por vir, ainda assim o autor tem o dom de me envolver e me apaixonar por seus romances.

John é um jovem com uma vida comum, sem grandes perspectivas e que conta apenas com seu pai como família. A relação entre estes dois merece um destaque nesta resenha, já que inicialmente me incomodou um pouco a forma como John regia às diferenças que seu pai apresentava dos demais, mas aos poucos, conforme ele foi compreendendo que o homem ao seu lado era único e especial dentro de suas particularidades, o jovem subiu muito no meu conceito.
No entanto, eu me importava com meu pai. Compreendi que ele era afetado por uma condição e tinha formado um conjunto de regras que o ajudava a se encaixar no mundo. E, mesmo com essa dificuldade ele encontrara um caminho para que eu pudesse me tornar o homem que eu era. Para mim, isso era mais do que suficiente. Ele era meu pai e tinha feito o melhor que podia
Em um dia como qualquer outro, John e Savannah acabam sendo unidos pelo destino, graças a um pequeno incidente com a bolsa da moça. A partir de então os dois começam a se aproximar, dando início ao que aparentaria ser apenas mais um romance de verão, arrebatador, apaixonante, intenso, mas com data marcada para terminar.

O romance dos dois precisará enfrentar alguns obstáculos pelo caminho, mas sem dúvida alguma o maior deles será a separação que a guerra causará entre eles. John se juntou ao exército e defenderá seu país e entre um retorno e outro há a promessa da troca de cartas entre eles. A distância não parece ser forte o bastante para diminuir um sentimento tão puro e forte que os aproximou.
Você é um herói e um cavalheiro, é gentil e honesto; porém, mais do que isso, é o primeiro homem que amei. E não importa o que o futuro trará, você sempre será, e sei que minha vida será melhor por causa disso.
A história é narrada pelo nosso jovem protagonista, sua visão sobre os fatos mostram como ele foi amadurecendo com o passar o tempo e como a guerra modifica as pessoas. Essa proximidade com John através de sua escrita me tornaram sua cúmplice, sentia a todo instante como se fosse um ombro amigo ouvindo sua complicada e intensa trajetória.

Graças a essa nossa amizade fictícia, acabei desenvolvendo algumas implicâncias com a Savannah. Não posso dizer quais foram, mas acho justo dividir com vocês o fato de ela ter me decepcionado por causa de determinadas decisões.

O autor continua construindo personagens marcantes que sofrem como qualquer outra pessoa real, o romance é tão conturbado quanto os que vivemos, mas claro que ele acrescenta alguns toques de drama para partir nosso coração ao concluir a leitura.




Sinopse: Para os noivos é o dia mais importante de suas vidas. Meses atrás, os amigos diriam que o namoro de Plínio e Diana tinha prazo de validade. Eles se conheceram de um jeito bizarro, pensam completamente diferente e nenhuma das famílias aprova o relacionamento. O casal está pronto para o sim. A noiva se prepara para caminhar pelo tapete vermelho. Até que alguém diz: não saia do carro! Só quando veem as paredes lavadas com sangue é que os convidados se rendem ao desespero. Começa uma confusão para interromper a marcha nupcial e chamar a polícia. 
Autor(a): Victor Bonini | Editora: Faro | Páginas: 368 | Ano de lançamento: 2017

Plínio e Diana se conheceram em uma noite incomum. Enquanto a jovem, ainda em período de faculdade, aguardava alguém em um bar acaba sendo surpreendida por Plínio que surge para assediá-la. Sim, o futuro noivo não é lá uma pessoa muito doce e confiável, o que me deixou surpresa ao descobrir que após quase dois anos deste primeiro encontro eles casariam.

O que deveria ser um dia de ótimas recordações, choros de emoção e alegria, se mostrou como um dia que ficaria na memória de todos por causa de um assassinato que ocorreu instantes antes do início da cerimônia.

Conrado Bardelli, também conhecido por Lyra, é um amigo antigo da família da noiva e estava presente na festa, mas com segundas intenções. O detetive havia sido contrato por Ricardo Gurgel, outro amigo da família de Diana, para descobrir quem era a pessoa que o estava chantageando. Gurgel se envolveu com a pessoa errada, esconde um segredo de sua família e está com medo de ter que pagar por isso. Porém toda investigação sobre as chantagens passam a se mesclar com o misterioso assassinato que ocorreu próximo ao altar (não vou contar quem morreu).

Lyra se vê preso aos acontecimentos, nutrindo uma necessidade imediata de descobrir o que estava acontecendo. Quem era o assassino? Por que mataria justamente aquela pessoa? Estaria pronto para matar outras? Haveria alguma ligação com a chantagem que Gurgel estava vivendo? Estaria ele em risco também? Estas são apenas algumas perguntas que o leitor acaba criando junto com o detetive.

O autor desenvolveu uma trama intensa, repleta de mistérios, conflitos e algumas mortes. A todo instante novas pistas vão sendo expostas, permitindo que o leitor crie diversas teorias sobre os crimes enquanto tenta descobrir o que possuem em comum. 

Eu confesso que pensei em diversas identidades para o assassino, cheguei a pensar que eram vários, pois não encontrava peças que se encaixassem para incriminar uma pessoa só. Sempre faltava algum detalhe para transformar minha suspeita em certeza.

Não vou falar sobre a resolução dos mistérios, mas posso dizer que não consegui me convencer. Não que tenha deixado pontas soltas, mas eu tinha tantas teorias na minha cabeça que não consegui acreditar que era AQUELA PESSOA, senti como se a última peça não se encaixasse direito, como se tivesse sido um pouco forçada para se prender às demais.

Calma, o final não é ruim. Relaxe seu coração! Apenas me vi presa de uma forma tão forte às minhas próprias teorias que fiquei esperando que a última peça fizesse um pouco mais de sentido dentro da minha investigação. Mas sem dúvida alguma a conclusão é surpreendente.



Sinopse: Antes de se tornar a Mulher-Maravilha, ela era apenas Diana.
Filha da deusa Hipólita, Diana deseja apenas se provar entre suas irmãs guerreiras. Mas quando a oportunidade finalmente chega, ela joga fora sua chance de glória ao quebrar uma lei das amazonas e salvar Alia Keralis, uma simples mortal.
No entanto, Alia está longe de ser uma garota comum. Ela é uma semente da guerra, descendente da infame Helena de Troia, destinada a trazer uma era de derramamento de sangue e miséria. Agora cabe a Diana salvar todos e dar seu primeiro passo como a maior heroína que o mundo já conheceu.
Autor(a): Leigh Bardugo | Editora: Arqueiro | Páginas: 400 | Ano de lançamento: 2017

Não sou grande fã do universo construído pela DC, sou mais time Marvel, mas confesso que venho nutrindo uma certa admiração pela Mulher-Maravilha. Ainda não tive a oportunidade de ler suas histórias em quadrinhos, mas é uma das metas para o próximo ano, então não espere encontrar algum tipo de comparação entre este livro e as HQs neste momento.

Neste livro o leitor é apresentado à Diana, uma jovem determinada a mostrar seu potencial, já que muitas de suas irmãs não a veem como uma igual, mas sim como a filha sem grande serventia de sua rainha.

Hipólita também não é uma mãezona que pega no colo e protege, ela nasceu para a guerra e para comandar as mulheres mais fortes e guerreiras que já existiram, então o mínimo que ela pode esperar é que sua tão desejada filha seja tão promissora quanto as demais amazonas na ilha. O amor por Diana é evidente, mas isso não a amolece.

É em meio a esta realidade que a história se desenrola. Se você já conhece Diana como uma amazona repleta de poderes, volte uns passo e abra sua mente para vê-la mais jovem, mais fraca, mas nem por isso menos intensa. Diana vai em busca de seus ideais, mesmo que isso possa significar seu exílio de Temiscira e a decepção eterna de sua mãe.

A princesa amazona possui uma curiosidade sobre os humanos, apesar de já ter estudado basicamente tudo sobre eles, sua existência e função na Terra ainda a surpreendem e ao se deparar com a jovem Alia correndo risco, esta não pensa duas vezes e a leva para a ilha. O que poderia ser apenas um ato de bondade, pode colocar todos em Temiscira em risco, afinal, a presença desta humana perturba tudo o que há vida, até mesmo a própria ilha começa a se defender.
Por dez anos a Guerra de Troia perdurou. Nenhum deus foi poupado. Nenhum herói. Nenhuma amazona. Assim será se Alia tiver permissão de viver. Ela é haptandra. Onde for, haverá conflito. A cada respiração, ela nos aproxima do Armagedom.
Mas quem seria Alia? Por que sua presença faz com que tudo ao seu redor seja imerso em uma tensão?  

Herdeira de uma família rica de cientistas, Alia é muito mais do que apenas a caçula da família, ela também possui em seu corpo o sangue de Helena de Troia e isso a torna uma semente da guerra. Já conseguiu imaginar como a existência dessa adolescente pode impactar na vida das pessoas? Ou como o simples fato de existir influencia e potencializa as guerras? 

Diana colocará tudo em risco para salvar Alia de seu destino de destruição. Irá em uma jornada conturbada, repleta de intrigas, monstros mitológicos e traições. Não será fácil, mas a determinação das duas fará com que não desistam diante dos obstáculos.
Irmã de batalha, sou seu escudo e sua lâmina. Enquanto respiro, seus inimigos não têm refúgio. Enquanto vivo, sua causa é a minha causa.
Esta é uma história intensa, com momentos em que o leitor pode se perguntar de qual lado deve ficar e pode acabar se surpreendendo com os personagens, já que até os mais bobos se mostram prontos para a luta.

Uma narrativa leve, envolvente, com bons momentos de ação, descrição na medida certa e com referências à mitologia grega. Sem dúvida alguma é uma ótima opção para os que gostam de histórias movimentadas e com um toque juvenil, já que os personagens são jovens e passam por alguns momentos de confusão, mas relaxe, pois eles não foram infantilizados.




Sinopse: Angela Clark é apaixonada por New York – e parece que finalmente a cidade está começando a corresponder. Tudo está entrando nos eixos: o novo emprego é superinteressante, o noivo – noivo! – terminou de gravar o novo álbum e finalmente terá tempo para planejar o casamento, mas... uma passagem para Londres está à espera dela, cortesia dos pais para o aniversário de 60 anos da mãe. Não é que Angela deteste voltar para casa. Mas ela não quer voltar para dias chuvosos, cerveja quente e más lembranças quando finalmente está ganhando o título de “nova-iorquina”. Sem falar que essa viagem é como voltar no tempo! Angela poderá reencontrar Mark, o ex-noivo de quem estava fugindo quando foi para NY, e terá que aturar tanto Louisa, antiga melhor amiga e mãe de primeira viagem, quanto a própria mãe, que está determinada a tratar Angela como se ela tivesse 15 anos. Acrescente um casamento a essa receita e o prato final vai ser uma confusão daquelas! Afinal, todos lembram como Angela se comportou na última vez em que foi a um casamento... 
Autor(a): Lindsey Kelk | Editora: Fundamento | Páginas: 304 | Ano de lançamento: 2017

Este é o quinto livro de uma série pela qual sou apaixonada. Sabe aquela sensação boa ao ver que o personagem que lhe cativou evolui a cada novo volume de uma série? Me sinto empolgada a cada novo livro, e também me vejo sempre repleta de expectativas.

Em Eu amo Londres, Angela está passando por uma fase boa na sua vida. Depois de tantos momentos conturbados, tantas confusões, términos e recomeços, estava na hora desta protagonista vislumbrar um momento de tranquilidade e sucesso. Não vou me aprofundar para não contar spoilers dos livros anteriores, então controlem a ansiedade aí.

Nossa atrapalhada protagonista voltará ao seu ponto de partida. Há um certo tempo ela descobriu que estava sendo traída durante o casamento de sua melhor amiga, fugiu sem olhar para trás e foi parar em outro continente disposta a iniciar do zero, porém não é possível fugir o tempo todo, uma hora é necessário voltar e este retorno será inevitável, afinal é o aniversário da mãe nada doce de Angela.

As únicas pessoas do mundo que ligavam no telefone fixo eram a minha mãe, porque tinha medo de que o Skype lhe roubasse a alma, e operadores de telemarketing, porque não têm alma nenhuma. Eu não estava a fim de ouvir nenhum dos dois.

Angela me encanta a cada sequência de sua história. Aquela menina ingênua e confusa que conheci em Eu amo New York se transformou aos poucos em uma mulher de fibra, determinada, inteligente e encantadora que volta e meia se mete em alguma confusão. 

Eu amo Londres pode não ser o mais engraçado da série, mas sem dúvida alguma é tão envolvente quanto os anteriores. A realidade da protagonista é divertida ao ponto de até mesmo sua rotina despertar olhares curiosos por parte dos leitores. Nada é tão comum quanto possa parecer e, sem perceber, ela tem a tendência a escolher o caminho mais longo, atrapalhado e engraçado.

Os personagens continuam sendo um ponto muito importante, bem construído e com uma bela evolução. As amizades de Angela não são as mais comuns e pacatas. Jenny continua maluca e querendo mandar em tudo, a doce e delicada Louise mostra seu lado ciumento e ao mesmo tempo dedicado, os pais da protagonista estarão mais presentes e isso não significa necessariamente algo bom. Até o traidor do seu ex-noivo marcará presença em seu retorno à Londres.

É muito difícil falar sobre o quinto livro de uma série sem soltar spoilers sobre os anteriores, mas espero que você, que ainda não conhecia a história de Angela, tenha percebido como a autora desenvolve seus personagens e suas trajetórias de forma tão completa e descontraída ao ponto de encantar seus leitores. 

Aos que já acompanham a série, torço para que compreendam minha opção de não me aprofundar nos fatos que permeiam este livro, mas desejo que tenham captado minha empolgação e notado que meu encantamento com a série vem aumentando a cada evolução da protagonista.






Sinopse: O livro acompanha o dia a dia da universitária Madison Ashford, que cursa Design Gráfico na Universidade Van Tassel, em Boston. Ela está no segundo ano e divide um pequeno apartamento com sua melhor amiga, Lucy. Madison namora Derek, atleta da instituição, mas, quando o misterioso e atraente Michael Darmoon inicia seu curso em sua classe, ela se sente estranhamente atraída por ele. Na mesma época em que Michael e suas exóticas primas, todos nascidos em Salem (a terra das bruxas), se mudam para Boston, situações bizarras começam a ocorrer no campus e Madison acaba sendo alvo de alguns desses acontecimentos. E este romance da best-seller argentina Tiffany Calligaris vai agradar a fãs de Harry Potter e Crepúsculo.
Autor(a): Tiffany Calligaris | Editora: Planeta | Páginas: 320 | Ano de lançamento: 2017

Sou fã de histórias que tenham como base a fantasia, principalmente quando se trata de personagens que lidam com bruxaria, acredito que por este motivo me vi imersa em expectativas e ansiava por conhecer mais a fundo esta história, afinal a autora é apontada como "rainha argentina do gênero fantástico".

Madison é uma jovem universitária típica americana. Sabe aquelas dos filmes que tem os melhores amigos, o namorado perfeito e atleta e tem uma vida feliz? Esta é a nossa protagonista, porém tudo poderá mudar neste segundo ano da faculdade ao conhecer o sedutor e misterioso Michael.

A atração entre os dois é evidente. Não há como controlar ou esconder a ligação que os dois possuem desde seu primeiro encontro. O envolvimento destes personagens é tão intenso e repentino, que muda a vida de Madison completamente.
"Cada dia que passava eu perdida um pouco mais da minha determinação, enquanto a minha atração por ele se tornava cada vez mais forte."
Quando houve esse encontro chocante eu estava pronta para encarar a magia por trás de tudo, ansiando por momentos onde a fantasia tomaria conta, afinal não seria coincidência que os dois simplesmente se cruzassem no corredor e em seguida começassem a se esbarrar por outros lugares. Já compreendi desde o início que a ligação deles era mais profunda do que qualquer outro romance.

A relação entre Mads e Michael é bem explorada neste livro, ouso dizer que foi até um pouco exagerada. Não me convenci pela paixão repentina, nem encontrei motivos concretos para estarem juntos, mesmo que em um certo momento fosse explicado o que aconteceu entre eles. Talvez eu tenha esperado tanto por fantasia que acabei me desanimando ao encontrar romance.
Era como um veneno que ia tomando conta da minha cabeça, tornando impossível pensar em outra coisa que não fosse ele.
Os personagens foram criados de forma a se mostrarem úteis, até mesmo o namorado abandonado possui um papel nesta trama. Não posso dizer como cada um se encaixa no decorrer do livro, tão pouco expor minha opinião sobre eles, caso contrário acabaria contando mais do que deveria, mas posso dizer que se você busca uma história mais romântica e com pequenas doses de magia e referências à Salem, esta provavelmente será uma boa leitura.

Confesso que me decepcionei um pouco, mas ponho toda a culpa na expectativa que tende a me correr. Como este é o primeiro livro da série, acredito que seja apenas uma introdução e que os próximos explorem melhor o quesito fantasia. Vou ter que esperar os próximos para ver se encontro as temidas bruxas.