Sinopse: Nós é um romance distópico escrito entre 1920 e 1921 pelo escritor russo Ievguêni Zamiátin. A história narra as impressões de um cientista sobre o mundo em que vive, uma sociedade aparentemente perfeita mas opressora, e seus conflitos ao perceber as imperfeições dele, ao travar contato com um grupo opositor que luta contra o "Benfeitor", regente supremo da nação. O livro só adentrou legalmente a pátria-mãe do autor em 1988, com as políticas de abertura do regime soviético, devido à censura imperante no país.
Autor(a): Ievguêni Zamiátin | Editora: Aleph | Páginas: 344 | Ano de Lançamento: 2017

Passada a guerra dos 200 anos a ordem foi estabelecida e não há mais do que reclamar. Não há mais sofrimento de nenhuma forma, nem mesmo aquela antiga bobagem chamada amor. Sonhos então, nem pensar! Tudo é muito concreto, científico e realista ao extremo. Não se perde mais tempo com "bobagens", já que tudo passou a ser organizado com o intuito de promover uma sociedade onde todos colaborem com o que possuem de mais útil.

Nesta realidade nomes já não são tão importantes, pois todos são meros números. Cada número possui sua função na sociedade e a desempenha com muito cuidado, atenção e interesse, pois não há outra coisa a fazer além daquela a qual foi designado.
Está claro: já não há motivos para a inveja, o denominador da fração felicidade foi reduzido a zero, a fração converte-se em magnífico infinito. E o que para os antigos era fonte de inumeráveis e tolar tragédias em nossa sociedade foi convertido em harmoniosas, agradáveis e úteis funções do organismo, assim como o sono, o trabalho físico, a ingestão de alimentos, a defecção etc. 
Também não espere encontrar casais andando pela rua, correndo atrás de seus lindos filhos ou se preocupando em como pagar as contas do mês. Estou falando de um mundo realmente tido como perfeito, sem qualquer preocupação, mas também sem sentimentos. 

Não há liberdade e esta não é questionada. O Benfeitor é o detentor de todo e qualquer poder que possa existir, até mesmo o de ser reeleito sem eleições. Isso mesmo, não há a necessidade do suspense de uma votação se ele sempre será o escolhido por ser o melhor para a nação.

Espero que neste momento você já tenha compreendido a leve crítica aos regimes totalitários e ditatoriais, a comparação durante a leitura se torna inevitável. Por mais que se trate de uma ficção onde diversos momentos se apresentam como apenas uma história, é impossível não encontrar elementos reais e críticos.

Esta história é narrada pelo protagonista, D-503, um homem satisfeito com sua vida e sua função. Não questiona, não reclama e a qualquer sinal de expressão de sentimentos ele pensa estar doente. Por mais que pareça ingênuo e alienado, o personagem é carismático e leva o leitor a querer conhecer mais do seu cotidiano e suas descobertas. Porém este homem tão certinho encontrará em seu caminho pessoas "desajustadas" e com desejos que fogem do estabelecido pelo Estado Único.
Mas não é sua culpa, vocês estão doentes. O nome dessa doença é: IMAGINAÇÃO.
Demorei um pouco para concluir esta leitura, mais por motivos pessoais e acadêmicos do que por causa da narrativa, que por sinal é ágil e de fácil compreensão, fugindo daquela ideia de clássicos com escrita complica e cheia de frescura. 

O autor desenvolveu bem seus personagens e a evolução dos acontecimentos vai se mostrando interessante, porém não me senti tão envolvida quanto esperava. O protagonista me cansou um pouco, talvez na verdade sua ingenuidade tenha me cansado, infelizmente eu esperava mais dele e de suas atitudes e este é o único motivo que me impediu de dar as cinco estrelas para obra, mas saibam que apesar deste detalhe a leitura vale muito a pena.





Sinopse: Um romance inconfundível de Kurniawan, combinando folclore, sátira e a formação da Indonésia. A vida da prostituta mais procurada da fictícia Halimunda, Dewi Ayu, e das quatro filhas é marcada por estupros, incestos, assassinatos e fantasmas – muitas vezes vingativos. Astuta, destemida e engenhosa, Dewi levanta-se do túmulo após 21 anos para contar a própria história e desvendar alguns mistérios. Mas talvez a principal razão para o forte desejo de voltar à vida seja visitar sua quarta filha, a quem ela deu à luz antes de morrer. Seu nome é Beleza, mas foi abençoada com a feiura que Dewi tanto desejou para afastar a família da maldição da beleza. 
Autor(a): Eka Kurniawan | Editora: José Olympio | Páginas: 447 | Ano de lançamento: 2017

Se ao ler a sinopse a cima você imagina que esta história possa ser, em algum momento, engraçada devido ao fato de se tratar de uma sátira, preciso lhe dar um aviso logo no início desta resenha. A beleza é uma ferida passa longe de ser uma narrativa com momentos engraçados e descontraídos, mas isso não a torna decepcionante.

O autor não mede palavras e descrições para apresentar ao leitor a vida dura de Dewi Ayu, a prostituta mais conhecida e desejada da região. Engana-se se por acaso você imagina que encontrará uma narrativa pautada nos bordeis, luxuria ou alguma outra coisa do gênero, o lado contado desta história é outro, é o do impacto que a guerra causou na vida de todos, incluindo o sofrimento das belas mulheres, assim como as consequências de atos de pessoas no passado podem se fazer presente por diversas gerações. 
Os bebês começaram a morrer e, depois, os velhos. A doença também matou jovens mães, crianças, mocinhas - qualquer um podia morrer a qualquer momento. O terreno atrás das celas foi transformado em cemitério.
Dewi era linda, uma menina com um futuro tão lindo quanto sua aparência, porém nem tudo são flores, principalmente se você vive em um momento de guerra e seu país está sendo invadido. É preciso abrir mão de muitas coisas para se manter viva e a protagonista deste livro sabe muito bem disso.

Não há lamentos que comovam nesta história, mas há uma realidade dura e forte que fará com que o leitor anseie por boas notícias. Mesmo se por acaso não se apegar aos personagens, ainda assim terá elementos suficientes para se sentir compadecido com a dor do próximo.

Dewy teve três lindas filhas, uma mais bela e sedutora que a outra, mas estavam fadadas à infelicidade, perdas, sofrimento e até mesmo ao estupro, afinal, eram estonteantemente maravilhosas e isso era o suficiente para despertar o desejo dos homens, desde os mais doces até os mais cruéis. Por mais que elas trilhassem seus caminhos, ainda assim o futuro talvez não fosse tão perfeito como sonhavam.

Não há maior maldição do que dar à luz fêmeas bonitas, num mundo de homens perversos como cães no cio.
Mas então surge uma quarta filha, Beleza, que ao contrário das irmãs nasceu muito feia, horrível ao ponto de assustar quem a visse na rua, porém era do jeitinho que sua mãe queria. Cansada de por no mundo mulheres lindas e sofredoras, Dewi, que não conseguiu se livrar da quarta gravidez, decidiu que então rezaria para que a caçula nascesse muito feia e se livrasse da maldição da família.

Talvez você esteja imaginando que as personagens exalam tristeza e que será impossível controlar as lágrimas, mas não foi isso que o autor trouxe para esta obra. Dewy é cheia de vida, até depois de morta, suas filhas não abaixam a cabeça diante das dificuldades e sofrimentos, tão pouco os demais personagens que surgem nesta história se mostram ansiosos por piedade.
- Casar com alguém que não se ama é muito pior do que viver como puta - dizia ela à filha menor.
Eu posso ficar aqui por horas escrevendo sobre cada um dos personagens, suas próprias histórias, medos, sucessos, derrotas, etc, mas acabaria entregando toda a intensidade e detalhes desta história, que apesar de cruel, é muito envolvente, pois o autor construiu seus personagens com maestria e nenhum foi deixado de lado, afinal, por trás de cada ser humano há uma trajetória e história a ser conhecida.

Mas mesmo me limitando não posso deixar de contar que existe um fator sobrenatural nesta história. Os fantasmas do passado não abandonam os personagens, há muito o que se desvendar para compreender o impacto que cada ação do passado causou na família de Dewi.

Sem dúvida alguma é uma narrativa muito bem escrita, bem amarrada, com personagens complexos e que se conectam ao decorrer dos capítulos.

É verdade que talvez o leitor acabe sentindo o peso das passagens mais tensas e fortes, então se você costuma ficar impressionado demais com histórias que não medem palavras, tão pouco floreiam o sofrimento ou que não romantizam relacionamentos, talvez este não seja o livro certo para você. Agora, se choques de realidade, personagens humanos e histórias que poderiam ser reais em diversos momentos lhe agradam, só posso sugerir para que leia logo A beleza é uma ferida.





Sinopse: Em Holt, no Colorado, Addie Moore faz uma visita inesperada a seu vizinho, Louis Waters. Viúvos e septuagenários, os dois lidam diariamente com noites solitárias em suas grandes casas vazias. Addie propõe a Louis que ele passe a fazer companhia a ela ao cair da tarde para ter alguém com quem conversar antes de dormir. Embora surpreso com a iniciativa, Louis aceita o convite. Os vizinhos, no entanto, estranham a movimentação da rua, e não demoram a surgir boatos maldosos pela cidade. Aos poucos, os dois percebem que manter essa relação peculiar talvez não seja tão simples quanto parecia. Neste aclamado romance, Kent Haruf retrata com ternura e delicadeza o envelhecimento, as segundas chances e a emoção de redescobrir os pequenos prazeres da vida que pode surpreender e ganhar um novo sentido mesmo quando parece ser tarde demais.
Autor(a): Kent Haruf | Editora: Companhia das Letras | Páginas: 160 | Ano de lançamento: 2017 

Addie e Louis são carismáticos, amorosos, conquistam facilmente a atenção  do leitor e despertam bons sentimentos logo nas primeiras páginas. Ambos possuem mais semelhanças do que poderiam imaginar, afinal os vizinhos são viúvos e vivem sozinhos há um certo tempo, tiveram que reorganizar suas vidas após a morte de seus companheiros e agora passam por uma rotina que consideram satisfatória, mas isso não significa que a adaptação tenha trazido consigo a felicidade.

Addie, uma senhora doce e que esbanja alegria por onde passa decide fazer uma proposta a seu vizinho, nada indecente, apenas anseia por ter alguém com quem passar as noites. Limpe sua mente, Addie quer apenas alguém que não deixe mais sua cama e sua vida vazias, um bom amigo que lhe proporcione a sensação de segurança e de saber que sempre haverá alguém ao seu lado, nem que seja apenas para esquentar os seus pés nas noites frias.


Sou uma pessoa melhor do que era antes de nós ficarmos juntos. Isso é sua obra.

Mas claro que nem tudo são flores e que a felicidade pode incomodar. Apesar de Louis e Addie serem livres, lúcidos e bem resolvidos, a aproximação dos dois causa um burburinho no bairro. Só se fala nos dois idosos que agora dividem a mesma cama todas as noites e claro que a fofoca iria direto para seus respectivos filhos.

O que poderia ser a oportunidade de mostrar a todos que a felicidade pode fazer parte da vida de quem souber buscá-la, se torna uma situação desagradável devido às interferências que surgem pelo caminho.

Não vou me estender muito sobre o que acontece com esses protagonistas encantadores, afinal, espero que você leia esta história e envolva-se pela vida, esperança, felicidade e redescobertas que os personagens estão prontos para lhe mostrar. É muito mais do que um romance entre pessoas com uma idade mais avançada, é uma lição sobre envelhecimento e vida!



A escrita de Kent Haruf é rápida, descomplicada e com descrições na medida certa. Através de capítulos curtos o autor desenvolve perfeitamente sua história, que por vezes se mostra tão envolvente que senti como se conhecesse os personagens há anos, como se eu fosse uma das vizinhas que acompanharam as diversas décadas que os dois já viveram.

Apenas uma coisa me incomodou e por este motivo o livro não ganhará avaliação máxima nesta resenha. O final me deixou um pouco desapontada, com a sensação de "quero mais". Acredito que me apaixonei tanto pelos protagonistas que não estava pronta para encarar um final como aquele, eu realmente precisava de mais.





Sinopse: Natasha: Sou uma garota que acredita na ciência e nos fatos. Não acredito na sorte. Nem no destino. Muito menos em sonhos que nunca se tornarão realidade. Não sou o tipo de garota que se apaixona perdidamente por um garoto bonito que encontra numa rua movimentada de Nova York. Não quando minha família está a 12 horas de ser deportada para a Jamaica. Apaixonar-me por ele não pode ser a minha história.Daniel: Sou um bom filho e um bom aluno. Sempre estive à altura das grandes expectativas dos meus pais. Nunca me permiti ser o poeta. Nem o sonhador. Mas, quando a vi, esqueci de tudo isso. Há alguma coisa em Natasha que me faz pensar que o destino tem algo extraordinário reservado para nós dois.O Universo: Cada momento de nossas vidas nos trouxe a este instante único. Há um milhão de futuros diante de nós. Qual deles se tornará realidade?
Autor(a): Nicola Yoon | Editora: Arqueiro | Páginas: 288 | Ano de lançamento: 2017 | Compre aqui:  Saraiva

Estou aqui, parada há alguns minutos, me perguntando como falar de um livro que proporciona uma leitura rápida, mas que ao mesmo tempo se apresenta com momentos cansativos e arrastados.

Natasha e Daniel não poderiam ser mais diferentes. Enquanto ela constrói seus pensamentos e argumentos pautados na ciência, se recusando a qualquer tipo de romantização de fatos que não possuem comprovação científica, ele sonha em ser poeta, acredita em destino e em muitas outras coisas sem a exigência da comprovação.

O amor não é uma religião. Ele existe, quer você acredite ou não.

Mas o improvável os une. Por mais que Natasha recuse qualquer envolvimento do destino, ela e Daniel acabam se encontrando por acaso. O dia não poderia ser mais tenso, afinal, Daniel precisa ir ao encontro de um entrevistador para entrar em uma Universidade que ele não quer e Natasha precisa correr contra o tempo, já que ela e sua família serão deportados em menos de 24 horas.

Tudo acontece em um dia, pode parecer rápido, mas conforme a história vai se desenrolando o leitor percebe que este tempo é o suficiente para desenvolver um envolvimento entre eles, que por mais surpreendente que possa ser a aproximação dos dois jovens, ainda assim tudo é possível, principalmente para quem acredita em destino.


A narrativa de O sol também é uma estrela não segue um padrão. Ora vemos a história através do ponto de vista dos personagens, ora nos deparamos com uma escrita em terceira pessoa que mostram o que acontece ao redor, as consequências dos atos e como os fatos se interligam. No início isso me incomodou, mas aos poucos fui me acostumando com essa forma de ver a história, mesmo que isso tenha atrapalhado um pouco a minha conexão com os personagens.

Acredito que este foi o principal motivo por eu ter encontrado momentos lentos nesta história. Não consegui me encantar pelos personagens, não me conectei com seus dramas e sonhos, não consegui sequer desejar que tudo desse certo no final. 

Apesar deste detalhe, não posso ignorar que a leitura é fácil e fluida, se não fosse pela minha falta de empatia pelos protagonistas provavelmente teria concluído a leitura em um dia.

Caso você já tenha lido este livro, por favor, me conte sua opinião sobre ele. Se ainda não leu, lhe convido a fazer a leitura e compartilhar comigo esta experiência.







Hoje é um dia de comemoração para todos os amantes do mundo geek e nerd, caso você não tenha percebido ainda hoje é dia 25, também conhecido como O dia da toalha (ou Dia do orgulho nerd para outros). Então nada mais empolgante que compartilhar com vocês minha lista de itens desejados, amados e geeks/nerds.

Estão prontos? Então pegue sua toalha e prepare-se para conhecer meus artigos preferidos da Geek 10.






Esses foram os modelos que eu mais gostei e que eu acho que combinam melhor com a minha estante. Apaixonados por livros sabem como uma aparador de livros é importante, então a gente une o útil ao belo!


Almofada de pescoço




Outro item que eu AMO são almofadas, principalmente estas de pescoço. Quem passa o dia sentado lendo ou assistindo séries sabe como essas belezinhas fazem a diferença no quesito conforto.


Carteiras




Para os fãs de quadrinhos/filmes da DC a loja traz uma variedade muito bacana de itens, incluindo carteiras para todos os gostos e com modelos diferentes. Eu estou doida para comprar essas duas da Mulher Maravilha.


Copos / Taças



Sou do tipo de pessoa que vai no cinema só para comprar os copos de brindes, mesmo se já tiver assistido a todos os filmes em cartaz, então é claro que eu estou aqui apaixonada por todos os copos da loja, mas selecionei alguns para mostrar os diferentes modelos que você encontrar por lá.


Blocos de anotações




Como uma boa apaixonada por papelaria não poderia encerrar esse post sem falar em blocos de anotações, ainda mais quando eles representam coisas que eu gosto. Vontade de comprar todos e montar uma coleção.

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Gostou desta pequena prévia sobre a Geek10? Então aproveite para ver tudo o que tem por lá visitando o site: www.geek10.com.br
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Sinopse: Olive Corbett não é louca.Ela já foi bonita, divertida e a melhor amiga de Katie, a garota mais popular da escola. Agora, Olive não se reconhece mais… Depois do “incidente”, o que ela mais quer é ficar sozinha e evitar problemas.
E tudo vai bem até a chegada da estranha e misteriosa Miranda Vaile. 
Há algo muito perigoso no ar e, para descobrir o que é, Olive tem que ir realmente fundo nessa história. Mas como fazer isso se ela mesma é uma vítima? Como proteger quem ela ama?

Autor(a): Em Bailey | Editora: Onyria | Páginas: 292 | Ano de lançamento: 2017 | Compre aqui: Loja da editora

Olive é uma adolescente que passou por situações complicadas em sua vida, desde que seu pai se foi muita coisa mudou. Tais mudanças a obrigaram a se posicionar em relação a algumas escolhas e desta forma optou por mudar radicalmente sua forma de agir e interagir com os demais. Antes ela era amiga de Katie, a menina mais popular da escola, se vestia bem, era vista como extrovertida e engraçada, agora ela se isola e conversa apenas com Ami, sua única amiga.

Vivendo uma realidade confortável, sem se expor a situações que a colocassem em evidência, Olive vai seguindo sua vida da forma como encara ser a certa. Após um "incidente" a protagonista assumiu uma nova personalidade que a protege.

Inicialmente eu não levei muita fé na história, confesso que estava achando uma narrativa adolescente demais para mim. A impressão que eu tive era de que se tratava apenas de mais um livro que relata as diferenças entre as garotas populares e as excluídas, já que eram constantes os momentos em que Olive e sua antiga melhor amiga se encontravam e não se davam bem, além das provocações e críticas ao modo de agir de cada uma.


Estava tudo calmo, na medida do possível, até que Miranda surgiu para movimentar a história, com um ar misterioso a aluna nova passa a se aproximar de Katie, porém a protagonista desta história passa a reparar que a nova aluna não é tão boa como parece. Mesmo não acreditando nos boatos sobre Miranda ter alguma relação com a morte de seus próprios pais, Olive a observa com atenção e curiosidade, mas ela não imagina que  esse interesse pela novata possa lhe causar momentos de grande risco.

Através de passagens interessantes e bem escritas a autora vai mostrando ao leitor quem é Miranda, quem é essa jovem bonita e misteriosa que a própria família não quer por perto. Se há algo de errado com ela, ou se é apenas mais uma vítima de problemas familiares o leitor poderá descobrir aos poucos junto com Olive.

Mas até que ponto é real e onde passa a ser fantasia? Bom, aí você precisará ler Shift e decidir se confiará nos julgamentos da jovem Olive, ou se passará a acreditar que ela está delirando e com inveja da garota que surgiu para ocupar seu lugar na vida de sua antiga melhor amiga.

Ao se encaminhar para o final a trama passa a se tornar impactante, com momentos breves de crueldade cujo intuito é de destabilizar psicologicamente alguns personagens, ou seja, aquela história que inicialmente me parecia ser apenas mais uma narrativa sobre disputa entre adolescentes rivais, se mostra mais complexa e séria do que eu poderia imaginar que se tornaria.



Sinopse: Com uma carreira bem-sucedida, uma linda esposa e uma adorável filha de 6 anos, Russell Green tem uma vida de dar inveja. Ele está tão certo de que essa paz reinará para sempre que não percebe quando a situação começa a sair dos trilhos.
Em questão de meses, Russ perde o emprego e a confiança da esposa, que se afasta dele e se vê obrigada a voltar a trabalhar. Precisando lutar para se adaptar a uma nova realidade, ele se desdobra para cuidar da filhinha, London, e começa a reinventar a vida profissional e afetiva – e a se abrir para antigas e novas emoções.
Autor(a): Nicholas Sparks | Editora: Arqueiro | Páginas: 512 | Ano de lançamento: 2017 | Compre aqui: Saraiva, Americanas, Submarino

Não é segredo algum minha paixão pelos livros do Nicholas Sparks, este autor possui o dom de me envolver por suas histórias, me emocionar a cada leitura e me prender a cada nova página. Talvez por eu sempre esperar o máximo das obras do autor passe a cultivar expectativas enormes e isso pode ser um risco.

Em Dois a Dois o autor nos apresenta Russell, um homem com um trabalho que não o deixa feliz, mas que paga suas contas e permite que sua mulher e filha vivam com um certo conforto. Vivian, sua esposa, também possuía uma ótima carreira, mas abriu mão de tudo para criar sua pequena e doce filha, London.

Até então esta é uma história comum e se mostra como a realidade de muitas pessoas, porém nem tudo precisa se manter estável se isso significa que alguém não está feliz e é pensando nisso que Russ decide se demitir e criar sua própria agência de publicidade, deixando sua esposa nervosa, insegura e a cada dia mais irritante. O futuro financeiro da família já não é mais algo concreto e estável e é aí que as relações começam a enfraquecer.


Admito que me incomodei muito com determinadas atitudes da esposa do protagonista, que em diversos momentos pensava apenas em si e no seu conforto, mas aos poucos fui percebendo que ela agia de acordo com seus sentimentos reprimidos, então acabei relevando ao final de tudo.

Todos os personagens desta história são encantadores, desde a chatinha da Vivian até a mãe do melhor amigo de London. Cada um possui sua história, medos e sonhos, e desta forma se tornam importantes para o desenvolvimento desta trama.

Tudo se encaixa, todas as situações foram criadas por algum motivo, mas apesar de encontrar neste livro uma boa escrita característica do Sparks, ainda assim senti que faltava algo, não consegui sentir que estava realmente lendo algo de um dos meus autores preferidos.

A história é muito bem desenvolvida, em relação a isso eu realmente não tenho o que questionar, tão pouco sobre o carisma dos personagens que contagiam o leitor, porém não me emocionei. Cheguei a me sentir cansada em alguns capítulos, como se estivesse presa em algumas páginas que não desenrolavam o assunto e se aprofundavam em passagens repetitivas e óbvias.

Não digo que seja um livro ruim, apenas não atendeu a todas as minhas expectativas, então caso ainda não tenha lido, por favor, não desanime por minha causa, principalmente se histórias com toque de realidade são as que você busca. Leia e me conte a sua opinião sobre esta história!




Sinopse: Bem-vindo a Walls of Waters, um lugar onde o aroma das flores envolve o ar e os pássaros parecem ter algo a dizer. Essa é a cidade onde vive Willa Jackson, uma jovem descendente de uma família falida que luta para esquecer a imagem da garota inconsequente que já foi um dia. Quando sua ex-companheira de colégio e socialite perfeita Paxton Osgood a convida para a festa de 75 anos do Clube Social Feminino, ela fica receosa em comparecer por sentir que não faz parte daquele mundo... No entanto, a ocasião acabará se revelando uma excelente oportunidade para Willa desenterrar fatos surpreendentes que reverberam até hoje em sua própria história. Qual é o segredo que une famílias Jackson e Osgood? Será que a verdadeira amizade consegue transpor as barreiras do tempo? Deixe-se inebriar por esse romance que une realismo e magia de forma envolvente, e descubra quão delicado e importante é o papel dos amigos em nossa vida.
Autor(a): Sarah Addison Allen | Editora: Planeta de Livros | Páginas: 256 | Ano de lançamento: 2013 | Compre aqui: Saraiva, Submarino, Americanas

Este é um daqueles livros onde a capa não mente, mesmo que ela não represente fielmente a história a sua delicadeza combina perfeitamente com os sentimentos que a escrita de Sarah proporciona ao leitor.

Uma narrativa gostosa de ser lida e pronta para revelar aos poucos o que há por trás da história que uniu e separou a família de Willa e Paxton enquanto suas avós ainda eram jovens. As duas são muito diferentes, enquanto Willa era a rebelde da escola e hoje possui uma vida pacata, mas satisfatória, Paxton sempre foi a popular e nada mudou em relação a isso, sempre envolvida em eventos da alta sociedade, porém está longe de se considerar uma mulher feliz. A diferença entre elas é fundamental para compreender o que pode as aproximar.

Paxton, como atual presidente do Clube Social Feminino - criado por sua avó e de Willa - organiza um evento grandioso com o intuito de comemorar o 75º aniversário de fundação do Clube,  o lugar escolhido não poderia ser outro se não a Blue Ridge Madam, um lugar lindo, mas com histórias não tão bonitas. O Madam possui histórico de lendas envolvendo espíritos e não há um morador na cidade que não tenha ouvido falar delas, mas não são as lendas que irão nortear essa história e sim o que há de verdade que nunca foi dito. 

O motivo para elas terem fundado o clube tinha a ver com o Madam. Era só uma questão de tempo até que tudo viesse à tona.

No decorrer da história há a inserção de momentos mágicos, principalmente envolvendo a história da Blue Ridge Madam, mas tudo muito superficial e leve, admito que eu esperava algo mais grandioso, mas ao concluir a leitura entendi que na verdade a magia presente em O pessegueiro foi dosada na medida certa para não ofuscar outros momentos mais importantes.

As superstições são a forma de o homem tentar controlar coisas de que não tem controle algum.
Willa terá a oportunidade de encontrar a resposta para algumas de suas perguntas sobre sua origem, sobre o passado de sua família que foi muito rica, mas que perdeu tudo logo que sua avó engravidou. Paxton caminhará em busca de respostas para suas perguntas pessoais, sobre sua própria vida e se o caminho que está seguindo é o melhor. Mas o centro real desta história são as avós, aquelas que conhecem a verdadeira história da Madam.

Quando você fica sabendo o segredo de alguém, seus próprios segredos já não estão mais seguros. Ao desencavar um, todos vêm à tona.

Sem dúvida alguma esta é uma história que encanta através de sua simplicidade e que envolve pelos bons sentimentos presentes a cada novo capítulo. Não se deixe enganar, este não é mais um livro de amor ou de superação, é um livro de amizade, de companheirismo e de fidelidade. Finalizei a leitura com um sentimento tão bom que nem percebi que tinha passado a noite inteira lendo.

A felicidade é um risco. Se você não sentir um pouquinho de medo, não está fazendo a coisa certa.