Sinopse: Era uma vez uma pequena livraria em Londres, onde Posy Morland passou a vida perdida entre as páginas de seus romances favoritos. Assim, quando Lavinia, a excêntrica dona da Bookends, morre e deixa a loja para Posy, ela se vê obrigada a colocar os livros de lado e encarar o mundo real. Porque Posy não herdou apenas um negócio quase falido, mas também a atenção indesejada do neto de Lavinia, Sebastian, conhecido como o homem mais grosseiro de Londres. Posy tem um plano astucioso e seis meses para transformar a Bookends na livraria dos seus sonhos — isso se Sebastian deixá-la em paz para trabalhar. Enquanto Posy e os amigos lutam para salvar sua amada livraria, ela se envolve em uma batalha com Sebastian, com quem começou a ter fantasias um tanto ardentes. Resta saber se, como as heroínas de seus romances favoritos, Posy vai conseguir o seu “felizes para sempre”. O primeiro livro da série A Livraria dos Corações Solitários!
Autor(a): Annie Darling | Editora: Verus | Páginas: 308 | Ano de lançamento: 2017 | Compre aqui: Amazon
Antes de qualquer coisa preciso revelar que só li este livro por causa da capa. Sim, isso mesmo. Fiquei encantada com a delicadeza do trabalho gráfico que acabei nem procurando sinopse ou outras opiniões sobre a história. Logo, iniciei a leitura sem uma prévia do que poderia encontrar nestas páginas.

Bookends é uma livraria que já foi muito reconhecida, mas com o passar do tempo foi perdendo o encanto e dinheiro. Foi neste lugar que Posy e seu irmão cresceram, e é ali que ela precisará aprender muito sobre como gerenciar uma loja e sua própria vida.

Então, adeus, minha querida menina. Seja corajosa, seja forte, seja um sucesso. Lembre-se sempre de seguir o seu coração e você não se arrependerá.
Com a morte de Lavínia, dona da livraria, Posy passa a ser a proprietária e encontra o desafio de mantê-la aberta, já que o lucro não é mais algo presente há muito tempo. Porém junto com este desafio, a protagonista precisará lidar com Sebastian, o chato e mimado neto de Lavínia.

Tenho receio de me aprofundar na história e começar a disparar spoilers, pois o livro é repleto de clichês. Logo no início o leitor já consegue imaginar quais serão os próximos passos dos personagens e quais relacionamentos irão brotar.

Apesar da delicadeza e doçura da capa, a trama caminha para algo leve e morno. Não há um romance arrebatador, nem mesmo uma protagonista interessante e determinada, pois por diversos momentos Posy se apresenta como bobinha. Admito que gostei mais do mala do Sebastian, que às vezes me fazia revirar os olhos de tão sem noção que era, mas ainda assim conseguia ser divertido.

Para quem busca apenas um passatempo, talvez este livro lhe agrade, pois a narrativa é simples, rápida, com personagens rasos e com uma dose bonitinha de romance. Eu com certeza o indicaria para ler entre uma ou outra leitura mais tensa, afim de aliviar o peso de leituras anteriores.







Sinopse: Segundo as Belas e Precisas Profecias de Agnes Nutter, o mundo vai acabar num sábado. No próximo sábado, e ainda por cima antes do jantar. O que é um grande problema para Crowley, o demônio mais acessível do Inferno e ex-serpente, e sua contraparte e velho amigo Aziraphale, anjo genuíno e dono de livraria em Londres. Eles gostam daqui de baixo, ou, no caso de Crowley, daqui de cima. Portanto, eles não têm outra alternativa senão encontrar e matar o Anticristo, a mais poderosa criatura do planeta. O problema é que o Anticristo é um garoto de 11 anos e, ao contrário de tudo o que você já possa ter visto em algum filme, é um garoto que adora seu cachorro, se preocupa com o meio ambiente e é o filho que qualquer pai gostaria de ter. Além, claro, de ser indestrutível. E, como se ainda não fosse o bastante, eles ainda têm de lidar com o domingo...

Autor(a): Neil Gaiman e Terry Pratchett | Editora: Bertrand Brasil | Páginas: 350 | Compre aqui: Amazon


A única certeza que se tem é de que o mundo vai acabar e que céu e inferno estão trabalhando juntos para isso. Isso mesmo, há um trabalho em conjunto para que tudo saia como planejado, mas até mesmo os anjos e demônios podem acabar dando uma escorregada na garantia da destruição.

Crowley é um demônio e poderia ser terrível, assustador, mas é retratado como um ser sarcástico e até mesmo divertido. Para ilustra-lo melhor posso lhe descrever como o personagem homônimo da série Supernatural, aquela dos irmãos Winchester.  Aziraphale é um anjo, dono de um sebo onde não deixa ninguém comprar nada, afinal, aquele é apenas um disfarce para poder manter sua coleção de livros.

Agora imagine estes dois seres unidos para garantir que o anticristo seja criado pela família certa, apresentado ao cão do inferno na idade correta e tudo mais o que envolve a profecia. Claro que não seria tão fácil e simples como imaginavam, algumas coisas saem do planejado, inclusive o fato do menino ser bonzinho, e eles precisam dar um jeito para corrigir essas falhas.

Admito que esperava uma narrativa com um toque mais sombrio, mas me vi surpreendida com a forma que a história foi sendo desenvolvida, com os toques de sarcasmo e ironia que pairavam no ar e com os personagens, que foram muito bem construídos. 

Sem dúvida alguma é uma leitura divertida, rápida e envolvente onde tudo pode dar errado a qualquer momento e o leitor precisa ir até as últimas páginas para descobrir o que realmente vai acontecer. Apesar dos erros de revisão que encontrei, acredito que a história é tão interessante que compensa as falhas.





Sinopse: Natasha Zelenka é apaixonada por filmes antigos, livros clássicos e pelo escritor russo Liev Tolstói. Tanto que Famílias Infelizes, a websérie que a garota produz no YouTube com Jack, sua melhor amiga, é uma adaptação moderna de Anna Kariênina. Quando o canal viraliza da noite para o dia, a súbita fama rende milhares de seguidores e, para surpresa de todos, uma indicação à Tuba Dourada, o Oscar das webséries. Esse evento é a grande chance de Tash conhecer pessoalmente Thom, um youtuber de quem sempre foi a fim. Agora, só falta criar coragem para contar a ele que é uma assexual romântica ou seja, ela se interessa romanticamente por garotos, mas não sente atração sexual por eles. O que Tash mais gostaria de saber é- o que Tolstói faria?
Autor(a): kathryn Ormsbee | Editora: Seguinte | Páginas: 376 | Ano de lançamento: 2017  | Compre aqui: Amazon

Tash é uma adolescente de 17 anos que não esconde sua paixão por Liev Tolstói, tanto que é uma das responsáveis pela adaptação de um dos maiores títulos da literatura russa para a internet.

Junto com seus amigos mais próximos e sua irmã mais velha, a protagonista desta história produz uma websérie para o youtube, recontando a história de Anna Kariênina de uma forma mais leve e adolescente, não sendo fiel à obra original. Porém o que inicialmente começou sem grandes pretensões acaba alcançando um público que os jovens jamais imaginaram que seriam capazes de alcançar.


Do dia para a noite a websérie viralizou, colocando os envolvidos em evidência e proporcionando mudanças na vida de todos. Conflitos internos se evidenciam nos bastidores das gravações, assim como problemas pessoais e familiares não passam despercebidos.

Graças à fama, Tash se vê em meio a um turbilhão de emoções, mesclando a alegria de uma conquista, e de passar a se relacionar com pessoas que lhe deixam extasiada, com a tristeza aos receber os comentários negativos e maldosos. Claramente esta obra traz à tona a realidade de quem produz conteúdo para internet, desde a parte mais divertida e empolgante, até aquela que faz a pessoa pensar se tudo vale a pena para se manter em alta na mídia.
Então aí vai um toque meu para vocês: da próxima vez que for postar alguma coisa totalmente negativa, pense na pessoa do outro lado. A maior parte de nós é como você.
Não posso dizer que fiquei encantada com a história, pois em diversos momentos me senti presa em dramas adolescentes com toques clichês, mas não considero isto um problema, afinal, aos poucos pude perceber que eu simplesmente não era o público certo para este livro.

Aos que buscam uma narrativa leve, sem grandes floreios, mas com momentos interessantes que retratam a vida de um grupo de adolescentes que precisa amadurecer e enfrentar diversos desafios pelo caminho, então aconselho que leiam esta obra e conheçam Natasha e seus amigos. 




Sinopse: Um dos livros mais assustadores do ano, vencedor do prêmio Bram Stoker Award. A vida dos Barrett é virada do avesso quando Marjorie, de 14 anos, começa a demonstrar sinais de esquizofrenia aguda. Depois que os médicos se mostram incapazes de deter os acessos bizarros e o declínio de sua sanidade, o lar se transforma em um circo de horrores, e a família se vê recorrendo a um padre da região. Acreditando que seja um caso de possessão demoníaca, o padre Wanderly sugere um exorcismo e entra em contato com uma produtora que está ávida para documentar tudo. Com o pai de Marjorie desempregado e as dívidas se acumulando, a família hesitantemente aceita, sem imaginar que A Possessão se tornaria um sucesso imediato. Quinze anos depois, uma autora best-seller entrevista Merry, a irmã mais nova de Marjorie. Ao se recordar dos acontecimentos de sua infância, uma narrativa alucinante de terror psicológico é desencadeada, levantando questões sobre memória e realidade, ciência e religião... e sobre a real natureza do mal.
Autor(a): Paul Tremblay | Editora: Bertrand Brasil | Páginas: 266 | Ano de lançamento: 2017 | Compre aqui: Amazon

Quando iniciei a leitura deste livro estava pronta para incessantes momentos de terror, suspense e medo, mas o que encontrei nestas páginas foi muito além do que eu poderia prever. 

Merry era apenas uma criança quando tudo aconteceu. Uma menininha alegre, curiosa e muito apegada à irmã mais velha que lhe contava lindas histórias, até que um dia as coisas começam a ficar diferentes. As histórias que Marjorie lhe conta começam a carregar um toque sombrio, com fortes dose de mistério e mortes. Seria este o início da demonstração de uma presença demoníaca na família?

Tudo será contado pela própria Merry, já adulta, à uma autora renomada que deseja recontar a história vivida pela família Barret. Momentos de tensão, medo e insegurança foram tão presentes na vida destas pessoas que um canal de televisão se interessou em mostrar os acontecimentos estranhos que aconteciam naquela casa. O que inicialmente era um lar feliz, se torna uma casa cheia de mistério.
Para ser sincera, e deixando de lado todas as influências externas, existem algumas partes das quais me lembro com tantos detalhes horríveis que temo me perder no labirinto das lembranças. Há outras que permanecem confusas e misteriosas como se fossem a mente de outra pessoa e temo que, em minha cabeça, eu tenha provavelmente misturado e comprimido as linhas do tempo e os acontecimentos.
A narrativa é intercalada entre Merry contando suas memórias à autora e postagens em um blog, onde cada momento da série de tv é minuciosamente comentado, unindo assim duas perspectivas da mesma história. De um lado as memórias de uma garotinha, de outro o que ficou eternizado nas filmagens.

No decorrer da narrativa o leitor encontrará embasamento suficiente para perceber que nem tudo é tão simples, nada é entregue pronto apenas para apreciação. Há a possibilidade de criar teoria sobre o que está realmente acontecendo, atiçando o interesse do leitor em buscar respostas por conta própria, em analisar cada diálogo e ação.
Eu sou... sou Marjorie, uma garota de quatorze anos, com medo de tudo, que não sabe o motivo de ouvir vozes que lhe dizem coisas confusas. E tento ser boa. Tento não ouvi-las.
Não posso contar a você o que acontece no final, tão pouco a verdade por trás de cada relato de Merry. Mas se você tem interesse em descobrir o que aconteceu com os Berrett, pegue a pipoca e prepare-se para uma jornada em busca de respostas. Esteja pronto para ver até que ponto os pais desta família estão dispostos a se impor para que tudo fique bem.






Sinopse: As mulheres Barringtons formam uma família atípica: a famosa escritora Florence Flowers é uma viúva cheia de vida que está namorando em segredo um homem 24 anos mais novo que ela. Jane, sua filha mais velha, é uma das maiores produtoras de Hollywood e vive há dez anos com sua companheira, com quem planeja ter um filho. A caçula, Coco, é a ovelha negra da família – trocou a faculdade de direito e o glamour de Los Angeles por uma vida simples numa pequena cidade no litoral norte da Califórnia, onde ganha a vida trabalhando como passeadora de cães. 

Autor(a): Danielle Steel | Editora: Record | Páginas: 294 | Ano de lançamento: 2017 | Compre aqui: Amazon 

Este foi o primeiro contato que tive com a escrita da autora e ainda bem que não me deixei influenciar pela avaliação deste livro no skoob, senão provavelmente teria perdido uma experiência muito bacana de leitura.

Nesta obra a autora nos apresenta três mulheres totalmente diferentes, mas que estão unidas pelos laços sanguíneos. Florence, a matriarca da família, é uma escritora bem sucedida, famosa, com uma vida financeira muito boa e que impressiona a todos por sua beleza. Jane é a filha mais velha, determinada, com personalidade forte, bem sucedida como uma das maiores produtoras e às vezes meio grossa com a irmã caçula, Coco, que por sua vez optou por se distanciar de todo glamour que rodeia sua família famosa, trabalhando como passeadora de cães e morando em uma casa humilde, chamada de barraco por sua mãe.

As três mulheres da família Barrigntons são fortes à sua maneira, não são do tipo que levam desaforo para casa, mas também sabem pedir desculpas quando é preciso. Gostei de conhecer estas personagens e de me aproximar de suas histórias. Apesar de achar que algumas vezes a Coco sofria um pouco com a forma dura como as demais a tratavam, fiquei empolgada ao perceber que ela não faria o papel de mocinha frágil.


A caçula me surpreendeu com sua personalidade e força de vontade, principalmente após se apaixonar pelo ator mais conhecido no mundo todo. Leslie, o ator e nova paixão de Coco, foge um pouco do perfil que galãs que encontro nos livros de romance. Ele é lindo sim, bem sucedido e famoso, mas em nenhum momento pareceu ser aquele estilo riquinho esnobe que se acha o melhor do mundo, pelo contrário, senti humildade neste personagem, que por diversas vezes agiu como um homem normal, sem ostentar a posição que possuía. 

O romance dos dois é algo óbvio, logo no início o leitor já consegue prever que isto acontecerá, muito comum para o gênero. Porém a forma como os dois relacionam, a intensidade, respeito entre eles me fez sentir que estava lendo algo diferente. Não encontrei aquela frescura de mocinha sofredora, nem do bonitão que exalta suas qualidades, mas sim algo mais maduro e interessante. Os obstáculos que Coco precisa enfrentar se quiser ficar com Leslie não é nada absurdo, mas a deixará em dúvida.

A história mantem alguns clichês básicos do gênero, mas nem por isso perde seu encanto. Fui positivamente surpreendida com este livro, me envolvi mais do que esperava e a leitura acabou fluindo de forma rápida e leve. 

Sinopse: Romance, ação e mistério em uma narrativa exemplar de Nora Roberts. Quando Lila Emerson testemunha um assassinato/suicídio do apartamento onde trabalha, a vida muda de maneira drástica. O artista Ashton Archer sabe que seu irmão seria incapaz de praticar tamanha violência — por isso, recruta Lila, a única testemunha ocular, para ajudá-lo a descobrir o que realmente aconteceu. Atribuindo a intensa atração que sentem um pelo outro ao calor do momento, Lila concorda em ajudar Ash a tentar descobrir quem matou seu irmão e por quê. Desde os alpendres de Manhattan até as grandes casas de campo italianas, sua investigação os atrai para um círculo seleto, onde valiosas antiguidades são compradas, vendidas, apostadas e roubadas; onde você é aquilo que possui; e onde o que você deseja se torna uma obsessão mortal...
Autor(a): Nora Roberts | Editora: Bertrand Brasil | Páginas: 462 | Ano de lançamento: 2017 | Compre aqui: Amazon

Lila é uma mulher que se divide entre dois trabalhos que adora, o de ser escritora e o de cuidar de casas, esse segundo trabalho consome tanto seu tempo que ela já nem tem mais casa, vive pulando de cliente para cliente, viajando para vários lugares e observando tudo ao ser redor.

O que poderia ser apenas mais um trabalho em um apartamento confortável por algumas semanas, se mostrou como uma mudança drástica na vida da protagonista. Seu costume de observar os vizinhos, criar histórias e apelidos para eles a colocou em uma posição de risco, já que foi a única pessoa que viu a mulher bonita e alta ser jogada de seu apartamento.

Ao ligar para a polícia e relatar tudo o que havia visto, ela passa a ser observada também e se aproxima de Ash, irmão do homem encontrado sem vida no apartamento da vizinha que Lila observava. Por mais que ela acredite que não há o que temer, aos poucos a narrativa vai caminhando para mostrar a ela e ao leitor que é preciso ter cuidado.

Uma história repleta de ação e mistério que a todo momento apresenta algo novo, proporcionando ao leitor a possibilidade de criar suas próprias teorias sobre os assassinatos e sobre quem está por trás de tudo.


Os personagens deste livro são carismáticos, divertidos e completos. Quando digo que são completos me refiro ao fato de eles serem puro e simplesmente humanos, daqueles com suas qualidades e defeitos, que se deixam levar pela adrenalina, mas não tentam ser super heróis. Gostei bastante da protagonista, do seu envolvimento com Ash, há um sentimento entre os dois, mas o romance que pode surgir entre eles não apaga todo o mistério e a tensão da história.

Inicialmente a narrativa parece parada e sem grandes possibilidades de prender atenção do leitor, porém a partir do momento que a ação começa ela não para mais. Pelo menos eu, que nunca havia lido algo da autora até então, me vi presa em sua escrita e ansiando pelo desfecho, que não foi brilhante e único, mas que satisfez minha vontade.

Eu tive um pouco de dificuldade para ler este livro, mas não por causa da narrativa e sim pelas páginas serem brancas. Pode parecer frescura, eu sei, mas eu tenho um probleminha com livros que não têm as páginas amarelas, não consigo ler por muito tempo que meus olhos pedem descanso. Não fosse esse detalhe, com certeza teria concluído a leitura muito mais rápido.




Sinopse: Tudo envolve riscos. Não fazer nada também é arriscado. A decisão é sua.A doença que eu tenho é rara e famosa. Basicamente, sou alérgica ao mundo. Não saio de casa. Não saí uma vez sequer em 17 anos. As únicas pessoas que eu vejo são minha mãe e minha enfermeira, Carla.Então, um dia, um caminhão de mudança para na frente da casa ao lado. Eu olho pela janela e o vejo. Ele é alto, magro e está todo de preto: blusa, calça jeans, tênis e um gorro que cobre o cabelo. Ele percebe que eu estou olhando e me encara. Seu nome é Olly.Talvez não seja possível prever tudo, mas algumas coisas, sim. Por exemplo, vou me apaixonar por Olly. Isso é certo. E é quase certo que isso vai provocar uma catástrofe.
Autor(a): Nicola Yoon | Editora: Arqueiro | Páginas: 280 | Ano de lançamento: 2017 | Compre aqui: Amazon

Minhas expectativas estavam nas alturas após saber do lançamento do filme inspirado nesta obra. Sou atraída pela possibilidade da história ser tão incrível que mereça ir para as telas do cinema.

Eu esperava algo arrebatador, envolvente e emocionante, afinal, a protagonista tem uma doença rara que a mantém presa em sua casa desde muito nova. Madeline é alérgica a tudo e um simples aperto de mão pode causar sérios problemas a sua saúde, porém apesar de ter apenas 17 anos e estar em uma fase da vida onde muitos adolescentes seriam rebeldes, a protagonista parece conformada com sua condição. Esse conformismo me decepcionou um pouco, talvez se ela tivesse demonstrado que queria conhecer o mundo lá fora, tentasse escapar em alguns momentos, o resto da história teria parecido mais convincente.

Porém a vida de Maddy muda com a chegada dos novos vizinhos, principalmente por causa de Olly, que desperta seu interesse logo de imediato. Ao vigiar os hábitos da família ao lado, a protagonista começa a iniciar contato com o garoto misterioso, que acaba sendo o primeiro amigo que ela tem, além de sua mãe e enfermeira.
Talvez eu não possa prever o futuro, mas posso prever algumas coisas. Por exemplo, estou certa de que vou me apaixonar por Olly. E é quase certo que será um desastre.
É a partir deste momento, da aproximação de Madeline com alguém de fora da casa, que a faz querer mesmo conhecer o mundo, independente do risco que isso possa lhe trazer. Porém como a mudança, pelo menos para mim, pareceu forçada e rápida, não consegui torcer para que desse tudo certo nessa nova jornada.
Às vezes você faz as coisas pelos motivos certos e outras pelos errados. Há ainda aquelas vezes em que é impossível saber a diferença.
Me decepcionei no quesito romance, esperava algo mais forte para justificar as decisões da protagonista, também não fiquei com aquele sentimento de pena pela doença da Maddy, afinal, ela mesma aparentava estar tranquila.

Em suma, é um livro com muita cara de sessão da tarde, um pouco morno, mas legal. O desenrolar da história até se mostra interessante, mas não foi o suficiente para atingir as minhas expectativas.

Se você busca uma leitura mais leve, com capítulos curtos e narrativa ágil, talvez Tudo e todas as coisas seja uma boa opção. 







Sinopse: Um livro espetacularmente esquisito, cheio de magia, humor astuto e personagens melancólicos e bizarros.
Clod é um Iremonger. Ele vive nos Cúmulos, um vasto mar de itens perdidos e descartados coletados em Londres. No centro dos Cúmulos está Heap House, um quebra-cabeça de casas, castelos, cômodos e mistérios recuperados da cidade e transformados em um labirinto vivo de escadas e criaturas rastejantes. Uma tempestade está se formando sobre Heap House. Os Iremonger estão inquietos, e os objetos falantes estão gritando cada vez mais alto. Os segredos que mantêm a casa em pé começam a vir à tona para revelar uma verdade sombria capaz de destruir o mundo de Clod. Tudo, porém, começa a mudar quando ele encontra Lucy Pennant, uma órfã rebelde recém-chegada da cidade.
Autor(a): Edward Carey | Editora: Bertrand Brasil | Páginas: 384 | Ano de lançamento: 2017 | Compre aqui: Amazon

Todo Iremonger ao nascer recebe um objeto que deverá cuidar para sempre e se este for perdido ou danificado influenciará diretamente na vida de seu dono, e acredite, você não gostaria de ser um Iremonger sem seu objeto.

Através de uma narrativa simples, mas repleta de personagens diferentes e estranhos, a história caminha lentamente para a revelação de segredos importantes que sustentam as várias gerações desta família, mas antes de chegar ao ponto alto do livro, o leitor terá a possibilidade de conhecer um pouco de cada morador da casa e suas particularidades.
Sem dúvida, aquele era um lugar peculiar, cheio de comportamentos peculiares, mas pouco importa, pensei: as pessoas são peculiares.
Levei mais tempo do que esperava para concluir a leitura, pois senti uma dificuldade para reconhecer cada personagem, já que a narrativa é feita em primeira pessoa intercalando os narradores, logo, eu estava vendo cada Iremonger através do olhar de outras pessoas e acabava me confundindo, porém as ilustrações serviram como auxílio para que eu pudesse aos poucos me adaptar.


Aos poucos fui me aproximando desta família, mas não o suficiente para me sentir parte da história ou ansiosa por cada descoberta do jovem Clod, que tem o dom de ouvir os objetos de nascença. Claro que ao perceber que alguns segredos estavam prestes a serem descobertos, senti uma leve empolgação com a possibilidade de compreender diversas atitudes e costumes dos Iremonger, mas nada que me deixasse com a boca aberta e sem ar.
Tudo começou com a maçaneta, talvez terminasse com ela também.
A movimentação na história começa exatamente a partir do momento em um objeto de nascença é perdido. Lembra que falei que você não gostaria de ser um Iremonger sem seu objeto, então, a pessoa que perdeu o seu está sentindo na pele os efeitos de seu descuido, causando tumulto na casa e abrindo possibilidade para mistérios serem desvendados.

Posso dizer que este é um daqueles livros que transitam facilmente pela fantasia, drama, suspense e com breves toques humor, logo ele poderá agradar a um público mais amplo. 




Sinopse: Slappy, um dos vilões MAIS PROCURADOS das histórias da Goosebumps, está de volta! E desta vez ele não está sozinho. Tenha muito cuidado para não se tornar um escravo de suas maldades! Jackson Stander é um bom garoto. Ele é voluntário em um centro de juventude, faz a lição de casa e não se mete em confusões. Nunca. Seus professores o adoram, seus pais confiam nele e sua irmã, Rachel, o odeia por isso. Mas sua vida perfeitinha se transforma num verdadeiro filme de terror depois que ele retorna das férias na casa mal-assombrada de seu avô, um homem que coleciona objetos macabros, como forcas e brinquedos esquisitos. 
Autor(a): R.L. Stine | Editora: Fundamento | Páginas: 104 | Ano de lançamento: 2015 | Compre aqui: Loja da editora

Comecei a ler Goosebumps recentemente, para quem ainda não viu publiquei uma resenha do primeiro livro da subsérie "os mais procurados" aqui

Neste segundo livro o leitor conhecerá Jackson, o garoto perfeito, bom filho, ótimo aluno e preocupado com o bem estar do próximo. Sabe aquele menino tão certinho que é usado pelas mães dos amigos como referência? Este ótimo exemplo é o protagonista desta história e graças a toda esta perfeição, Rachel, a irmã, nutre uma raiva constante sobre tudo que se relacione com Jackson, afinal, ninguém pode ser tão certinho o tempo todo.
Eu tenho apenas fazer o melhor possível. Acredito realmente que é mais fácil ser bom do que ser mau.
Porém nem tudo é perfeito, principalmente quando Slappy aparece pelo caminho. O que era para ser apenas uma visita ao seu avô, se torna em um encontro com a réplica de boneco de ventríloquo que possui uma história macabra. Mas relaxe, são apenas lendas que vão sendo aumentadas conforme passam de pessoa para pessoa e este boneco nem é o original, pelo menos era isso que o vovô dizia.

Ao voltar de viagem, coisas estranhas começam a acontecer, como por exemplo Slappy ter aparecido na mala de Jackson sem que tivesse sido colocado lá. Ao se dar conta de que algo estranho estava acontecendo, o garoto começa a acreditar que a história sobre o boneco é verdadeira, principalmente depois que ele começa a ouvir vozes de comando dentro de sua cabeça.

O que poderia ser pior do que ter um boneco de ventríloquo com vida própria e com uma mente maligna? Existe algo bem pior, mas eu não vou lhe contar, pois não quero estragar a sua surpresa ao conhecer a história do menino perfeito com o boneco do mal.

Esta é mais uma história rápida de ser lida, sem enrolações e que possui um suspense muito bom. Não espere encontrar grandes sustos, mas abra sua mente para a narrativa bem construída e que pode servir como introdução a novos leitores que buscam este gênero.

Continuo achando que as histórias de R.L. Stine tem uma relação muito próxima com a série de terror/suspense para adolescentes que eu assistia quando era mais nova. Vou deixar a abertura da série logo abaixo, se você é da minha "época" poderá relembrar como eram as histórias.






Sinopse: Além de enfrentar anos de bullying na escola, Charlotte Davis perde o pai e a melhor amiga, precisando então lidar com essa dor e com as consequências do Transtorno do Controle do Impulso - um distúrbio que leva as pessoas a se automutilarem. "Viver não é fácil". Quando o plano de saúde de sua mãe suspende seu tratamento numa clínica psiquiátrica - para onde foi após se cortar até quase ficar sem vida -, Charlotte Davis troca a gelada Minneapolis pela ensolarada Tucson, no Arizona (EUA), na tentativa de superar seus medos e decepções. Apesar do esforço em acertar, nessa nova fase da vida ela acaba se envolvendo com uma série de tipos não muito inspiradores.
Autor(a): Kathleen Glasgow | Editora: Planeta | Páginas: 384 | Ano de Lançamento: 2017 | Compre aqui: Amazon

Antes de qualquer coisa preciso deixar um aviso, este livro possui uma história forte, porém muito real, que pode não ser a melhor opção para algumas pessoas. O leitor encontrará momentos de dor e sofrimento nestas páginas, então caso você seja do tipo que se abala com situações reais e duras como automutilação, suicídio e uso constante de drogas, talvez esta não seja uma boa opção de leitura.

Para os que se sentem preparados, deixo um outro aviso. Vocês não irão se arrepender, pois todo o sofrimento dos personagens, em especial o da protagonista, são descritos de forma clara, sem exageros ou romantização, ao ponto de que tudo pareça ser real e que todos sejam muito humanos.


Charlotte é uma jovem que enfrentou alguns problemas na vida, perdeu seu pai, sua melhor amiga e sua mãe não parece conseguir cuidar dela, o que a faz morar na rua e passar por situações complicadas e duras, que mostram para a adolescente de apenas 17 anos que a vida é mais complexa do que se pode imaginar.

Ao passar por uma experiência de quase morte, Charlie vai para uma clínica psiquiátrica e lá conhece algumas pessoas que marcarão sua existência. Tida como tímida e calada, a jovem aos poucos precisa aprender a se defender e se proteger sem contar com ajuda dos outros, já que seu período de tratamento é interrompido pela falta de dinheiro para mantê-la na instituição.

Sozinha novamente, sem apoio psiquiátrico e sem família, Charlotte viaja para outro estado, já que o único no mundo disposto a ajudá-la é um amigo que não vê há um bom tempo. Esse recomeço será marcado por dificuldades, não há um conto de fadas, nem mesmo a falsa ideia de que tudo será perfeito e que um príncipe encantado surgirá para salvar a princesa. Pelo contrário, há um romance conturbado, beirando um relacionamento abusivo, onde nem mesmo o lado bom é suficiente para suprir os maus momentos.
Ela não é um biscoito, nem um livro, nem um disco em uma prateleira. Você não pode brincar com ela e depois colocar de volta ao lugar.
De forma sincera e delicada, a autora desenvolveu uma história rica demais, daquelas que nos deixam com o coração apertado, com desejos de que tudo melhore e com sorriso no rosto a cada conquista, por menor que seja, da protagonista e de seus amigos. 

Me aproximei demais de Charlie e ouso dizer que me senti sua amiga, que queria dar conselhos, segurar sua mão em alguns momentos que lhe causariam recaída e lhe dando abrigo quando parecia que não teria um teto.

Enfim, o livro é magnífico, delicado na medida certa, mas ao mesmo tempo intenso e forte. Não há cenas desnecessárias e exageradas com o intuito de chocar o leitor, mas sim situações na medida certa ao ponto de tornar tudo muito concreto e real.

A autora se preocupou tanto em criar uma obra completa, que ao final há uma nota da mesma contando que sua história é muito parecida com a de sua protagonista. Na última página há também orientações de onde procurar ajuda.
A história de Charlie Davis é a história de mais de dois milhões de jovens mulheres nos Estados Unidos. E essas jovens vão crescer, como eu cresci, carregando a verdade do nosso passado no nosso próprio corpo.
Permita-se acompanhar Charlie, deseje sua vitória e a abrace quando for preciso, mas não deixe de se aproximar de sua história!