Sinopse: O livro acompanha o dia a dia da universitária Madison Ashford, que cursa Design Gráfico na Universidade Van Tassel, em Boston. Ela está no segundo ano e divide um pequeno apartamento com sua melhor amiga, Lucy. Madison namora Derek, atleta da instituição, mas, quando o misterioso e atraente Michael Darmoon inicia seu curso em sua classe, ela se sente estranhamente atraída por ele. Na mesma época em que Michael e suas exóticas primas, todos nascidos em Salem (a terra das bruxas), se mudam para Boston, situações bizarras começam a ocorrer no campus e Madison acaba sendo alvo de alguns desses acontecimentos. E este romance da best-seller argentina Tiffany Calligaris vai agradar a fãs de Harry Potter e Crepúsculo.
Autor(a): Tiffany Calligaris | Editora: Planeta | Páginas: 320 | Ano de lançamento: 2017

Sou fã de histórias que tenham como base a fantasia, principalmente quando se trata de personagens que lidam com bruxaria, acredito que por este motivo me vi imersa em expectativas e ansiava por conhecer mais a fundo esta história, afinal a autora é apontada como "rainha argentina do gênero fantástico".

Madison é uma jovem universitária típica americana. Sabe aquelas dos filmes que tem os melhores amigos, o namorado perfeito e atleta e tem uma vida feliz? Esta é a nossa protagonista, porém tudo poderá mudar neste segundo ano da faculdade ao conhecer o sedutor e misterioso Michael.

A atração entre os dois é evidente. Não há como controlar ou esconder a ligação que os dois possuem desde seu primeiro encontro. O envolvimento destes personagens é tão intenso e repentino, que muda a vida de Madison completamente.
"Cada dia que passava eu perdida um pouco mais da minha determinação, enquanto a minha atração por ele se tornava cada vez mais forte."
Quando houve esse encontro chocante eu estava pronta para encarar a magia por trás de tudo, ansiando por momentos onde a fantasia tomaria conta, afinal não seria coincidência que os dois simplesmente se cruzassem no corredor e em seguida começassem a se esbarrar por outros lugares. Já compreendi desde o início que a ligação deles era mais profunda do que qualquer outro romance.

A relação entre Mads e Michael é bem explorada neste livro, ouso dizer que foi até um pouco exagerada. Não me convenci pela paixão repentina, nem encontrei motivos concretos para estarem juntos, mesmo que em um certo momento fosse explicado o que aconteceu entre eles. Talvez eu tenha esperado tanto por fantasia que acabei me desanimando ao encontrar romance.
Era como um veneno que ia tomando conta da minha cabeça, tornando impossível pensar em outra coisa que não fosse ele.
Os personagens foram criados de forma a se mostrarem úteis, até mesmo o namorado abandonado possui um papel nesta trama. Não posso dizer como cada um se encaixa no decorrer do livro, tão pouco expor minha opinião sobre eles, caso contrário acabaria contando mais do que deveria, mas posso dizer que se você busca uma história mais romântica e com pequenas doses de magia e referências à Salem, esta provavelmente será uma boa leitura.

Confesso que me decepcionei um pouco, mas ponho toda a culpa na expectativa que tende a me correr. Como este é o primeiro livro da série, acredito que seja apenas uma introdução e que os próximos explorem melhor o quesito fantasia. Vou ter que esperar os próximos para ver se encontro as temidas bruxas.




Sinopse: Aos 17 anos, Liliana Young tem uma vida aparentemente invejável. Ela mora em um luxuoso hotel de Nova York com os pais ricos e bem-sucedidos, só usa roupas de grife, recebe uma generosa mesada e tem liberdade para explorar a cidade.Mas para isso ela precisa seguir algumas regras: só tirar notas altas no colégio, apresentar-se adequadamente nas festas com os pais e fazer amizade apenas com quem eles aprovarem.Um dia, na seção egípcia do Metropolitan Museum of Art, Lily está pensando numa maneira de convencer os pais a deixá-la escolher a própria carreira, quando uma figura espantosa cruza o seu caminho: uma múmia — na verdade, um príncipe egípcio com poderes divinos que acaba de despertar de um sono de mil anos.

Autor(a): Colleen Houck | Editora: Arqueiro | Páginas: 384 | Ano de lançamento: 2015

Este foi o primeiro contato que tive com a escrita da autora, mesmo sabendo de seu sucesso ao escrever A maldição do tigre, ainda não havia sentido uma curiosidade sobre seu trabalho, até conhecer esta série repleta de mitologia egípcia.

Em O despertar do príncipe, o leitor conhecerá Lily, uma jovem de família rica, mas que não gosta muito das futilidades que sua posição social podem lhe oferecer. O museu é um de seus lugares preferidos e é lá que ela será surpreendida por Amon, um sujeito estranho que sequer consegue se comunicar direito. O que inicialmente parecia ser o encontro de uma menina rica com um pobre perdido no mundo, se mostrou como o princípio de uma relação estreita e repleta de cumplicidade.

Amon é um dos príncipes do Egito que estava adormecido, leia mumificado. Seu despertar ocorre sempre com o intuito de impedir que o Deus Seth use seu poder do mal sobre a humanidade. Mesmo sem que você saiba, existem múmias por aí nos salvando de todo mal, então se cruzar com alguma no caminho, a ajude!

Lily será fundamental para que o príncipe consiga iniciar sua jornada de salvação, afinal, Nova York é bem longe do Egito e ele precisará de um grande auxílio para sobreviver e encontrar seus irmãos. A viagem será longa e reservará muitos momentos de ação, mas você precisará ir adiante mesmo se em algumas passagens nada de grandioso acontecer.

Com uma escrita descomplicada e com um toque juvenil, a autora desenvolveu uma história bem estruturada e que evolui gradativamente. Há momentos em que o leitor poderá se questionar se houve necessidade em determinados trechos/descrições, mas nada que afete gravemente a leitura, pelo menos comigo não houve problema.

A protagonista que a todo instante se mostra forte, deixa transparecer sua idade em algumas passagens, então não espere encontrar uma heroína sem fragilidades ou incondicionalmente madura. Lily é apenas uma garota que estava no lugar errado, na hora errada e abrirá mão de toda sua vida de princesa para ajudar um desconhecido, esperar que ela não tenha momentos de imaturidade é querer demais desta protagonista.

O início desta jornada é narrado de forma leve e envolvente neste primeiro livro, apesar de ser uma base introdutória para a trama, confesso que me empolguei com todos os momentos de ação, a sintonia entre os personagens e o desenvolvimento da história, que mesmo se tratando de apenas o começo, teve uma conclusão interessante o bastante para responder diversas questões e abrir outras perguntas que me deixaram ansiosa para ler a sequência.

Sinopse: O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.
Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?
Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe - e Mare contra seu próprio coração.
Autor(a): Victoria Aveyard | Editora: Seguinte | Páginas: 422 | Ano de lançamento: 2015

Uma realidade onde a cor do sangue determina sua posição social, o local onde vive e o seu destino. Os vermelhos são os mais comuns, sem nenhum poder excepcional e são úteis para os trabalhos que nenhum prateado gostaria de executar. Todo jovem vermelho ao atingir 18 anos precisa ir para a guerra, a não ser que se mostre útil e encontre um trabalho. Enquanto isso os prateados ostentam seu dinheiro e poderes para mostrar a todos sua superioridade.
Não tenho formação profissional nem emprego, de modo que acabarei na guerra com os outros desocupados. Não é de estranhar a falta de trabalho: todo homem, mulher e criança faz de tudo para ficar longe do Exército.
Mare é vermelha e tem muito orgulho disso, seus irmãos mais velhos já foram para a guerra e ela será a próxima.  Por não possuir dons que lhe garantam um emprego, a protagonista ajuda sua família com pequenos furtos. Seus pais não gostam da escolha da filha, porém não conseguem mudar sua opinião e desejo de ajudar de alguma forma, contudo tudo muda ao ser recrutada para trabalhar para a família real prateada.

Um tanto quanto atrapalhada, Mare acaba mostrando mais do que deveria para a família real. Em meio ao processo de escolha para nova princesa, a nova empregada vermelha se torna evidente ao exalar seu poder descontrolado e até então desconhecido. O que fazer com uma criada com poderes elétricos que deveriam ser apenas existentes em prateados? Qual será o segredo que envolve Mare? Como a família real irá contornar a situação sem colocar o trono em perigo? 

Estas e outras perguntas envolverão o leitor no decorrer da leitura, o prendendo a fim de desvendar os mistérios e se encantar pela intensidade dos personagens. Confesso que torci para um casalzinho, que não vou dizer qual é, e que me deixou chocada com seu desfecho. Mas não se engane, o foco não está no romance e sim na luta pela sobrevivência e pela divisão de poder. Os vermelhos ficaram calados por muito tempo, está na hora de agirem!

-Vocês se consideram os donos do mundo, reis, deuses. Mas seu império está no fim. Enquanto não nos reconhecerem como humanos, como iguais, a guerra baterá à porta de suas casas. Não nos campos de batalha, mas nas suas cidades. Nas suas ruas. Onde vocês moram. Vocês não nos veem, e por isso já estamos em todo lugar.

Uma história repleta de ação, personagens carismáticos e outros que dão vontade de espancar, mas tudo muito equilibrado. A mistura de poderes com a realidade da divisão social dão um toque leve e ao mesmo tempo interessante à leitura.

Este é o primeiro livro da série, mas acredite quando eu digo que a autora o finalizou tão bem que deixou gancho para continuação, porém também construiu um final capaz de satisfazer o leitor enquanto não lê o segundo livro.




Sinopse: Jule West Williams é uma garota capaz de se adaptar a qualquer lugar ou situação. Imogen Sokoloff é uma herdeira milionária fugindo de suas responsabilidades. Além do fato de serem órfãs, as duas garotas têm pouco em comum, mas isso não as impede de desenvolver uma amizade intensa quando se reencontram anos depois de terem se conhecido no colégio. Elas passam os dias em meio a luxo e privilégios, até que uma série de eventos estranhos começa a tomar curso, culminando no trágico suicídio de Imogen e forçando Jule a descobrir como viver sem sua melhor amiga. Mas, talvez, as histórias das duas garotas tenham se unido de maneira inexorável — e seja tarde demais para voltar atrás.
Autor(a): E. Lockhart | Editora: Seguinte | Páginas: 280 | Ano de lançamento: 2017


A história começa a ser contada pelo fim, ou seja, não espere nutrir curiosidade sobre como tudo termina, mas esteja preparado para caminhar por uma jornada um pouco confusa, onde o leitor é desafiado a compreender quem realmente é determinado personagem. Pareceu estranho? Então abra sua mente, pois a autora desenvolveu uma narrativa que tem o objetivo de confundir um pouco e que não entrega tudo de mãos beijadas.

Imogen é rica, linda, tem tudo o que deseja e decidiu tirar um tempo para aproveitar a vida. Jule é mais comum, mais pobre e não pode se dar ao luxo de jogar tudo pro alto para curtir bons momentos de ostentação. Apesar de tão diferentes as duas desenvolvem uma amizade intensa, forte, inseparável e sem segredos. 

Tudo estava perfeito e saindo conforme o planejado, porém todos são pegos de surpresa após Imogen cometer suicídio. O que poderia ter acontecido com a menina rica perfeita? Como Jule seguirá sua vida sem sua fiel companheira, a única pessoa no mundo que se preocupava com ela? 

Há mais segredos do que o leitor pode imaginar. Algumas revelações são fáceis de prever, outras são um pouco inacreditáveis, mas tudo se encaixa perfeitamente sem deixar pontas soltas. 
Se pelo menos pudesse voltar no tempo, poderia ser uma pessoa melhor. Ou uma pessoa diferente. Seria mais ela mesma. Ou menos. Não sabia o que, porque não tinha mais certeza de qual era a forma do seu verdadeiro eu.
A protagonista desta história é complexa, difícil de decifrar e desafia constantemente o leitor a acompanhar seus pensamentos e atitudes. Fiquei surpresa a encontrar neste livro uma personagem tão bem construída e misteriosa ao ponto de me deixar em dúvida em diversos momentos sobre sua própria vida.

Apesar de ter me envolvido por Jule e toda sua trajetória, não consegui me prender à trama em si. Senti que em diversos momentos a narrativa se arrastava até chegar a algum momento marcante, ou a algum fato que fosse me revelar algo. Inicialmente demorei para compreender o que estava acontecendo, mas conforme fui dando sequência à leitura, algumas coisas começaram a se tornar claras, porém não intensas o suficiente para suprir minhas expectativas.



Sinopse: A casa da família Edevane está pronta para a aguardada festa do solstício de 1933. Alice, uma jovem e promissora escritora, tem ainda mais motivos para comemorar: ela não só criou um desfecho surpreendente para seu primeiro livro como está secretamente apaixonada. Porém, à meia-noite, enquanto os fogos de artifício iluminam o céu, os Edevanes sofrem uma perda devastadora que os leva a deixar a mansão para sempre. Setenta anos depois, após um caso problemático, a detetive Sadie Sparrow é obrigada a tirar uma licença e se retira para o chalé do avô na Cornualha. Certo dia, ela se depara com uma casa abandonada rodeada por um bosque e descobre a história de um bebê que desapareceu sem deixar rastros.
Autor(a): Kate Morton | Editora: Arqueiro | Páginas: 464 | Ano de lançamento: 2017

Ao olhar a capa talvez o leitor pense se tratar de algum livro de romance, com uma personagem delicada e romântica, porém este é um grande erro. Em a casa do lago, a autora desenvolveu um suspense onde fatos do passado se misturam com os do presente e tudo pode acontecer.

Há muitos anos uma família vivia feliz em sua casa do lago, todos seguiam sua vida normalmente e estavam envolvidos com a preparação de uma grande e conhecida festa, porém algo inesperado acontece e o pequeno Theo desapareceu. Não há sinal de rapto, mas o menino não poderia ter fugido, afinal, ele ainda estava aprendendo a caminhar. Uma grande perda acompanhada de um grande mistério que não vou desvendado na época.

Muitos anos depois Sadie, uma detetive que precisou de afastar do trabalho, decide passar um tempo na casa do avô e durante uma caminhada acaba chegando à casa do lago. Isso mesmo, décadas se passaram e a família Edevane volta a ter sua história comentada e revirada. O que teria feito com que os pais desistissem da procura pelo filho e abandonassem a casa? 


Sem dúvida alguma esta história poderia ser incrível, envolvente e repleta de surpresas, porém me senti imersa em uma narrativa cansativa e por vezes entediante. A autora se utilizou de muitos detalhes para caracterizar tudo, quando digo tudo não estou exagerando, até o material do potinho do cachorro é informado. Talvez essa descrição em excesso não incomode alguns leitores, mas eu sou do time que dispensa detalhes que não interferem na história.

Outro fator que poderia ser melhor explorado foi o suspense que rodeia estas páginas. O desaparecimento do menino poderia ser algo grandioso, surpreendente e arrebatador, mas conforme as peças começam a se encaixar a realidade que envolve este mistério se mostra simples e fácil de prever. 

Mas tem algo que eu não posso negar, os personagens são ricamente construídos e se destacam e meio a tantas descrições, se mostrando fortes, independentes e com segredos muito bem escondidos. Com o passar dos anos é possível compreender que a jovem Alice, sonhadora e apaixonada, não desistiu de seus objetivos, mesmo após algumas decepções que a vida colocou em seu caminho. Aos poucos também se torna interessante conhecer melhor a mãe desta família, que inicialmente parecia sem graça, mas que tem muito a revelar.

Enfim, talvez por eu ter criado expectativas e ter me cansado com os detalhes, acabei não me envolvendo na medida certa e por isso o final não me agradou, pelo menos não ao ponto de eu ficar satisfeita com a conclusão. Isso não significa que o livro seja ruim, afinal, vi diversas resenhas positivas sobre ele, é mais questão de ter o perfil de leitura adequado. Se eu soubesse que ele era rico em detalhes provavelmente não o teria lido, porém sei que muitas pessoas preferem narrativas repletas de informações.



Sinopse: Piotr é um menino polonês quando os nazistas invadem seu país e matam seus pais. Seu destino parece traçado: viver num orfanato, sendo depois oferecido para trabalho escravo. Mas seus olhos azuis, seu cabelo loiro e sua pele clara fazem dele um exemplo da raça pura, um modelo para a Juventude Hitlerista. Então, os alemães o entregam a uma família nazista. Só que Piotr, que nunca deixa de se sentir estrangeiro junto a sua nova família, começa a formar seus próprios conceitos sobre o que vê e o que lhe é dito. Ele não quer ser um nazista. E então assume um risco – o mais perigoso que poderia escolher na Berlim de 1942. Vencedor de seis prêmios e finalista de outros dezesseis, este romance de Paul Dowswell parte de uma pesquisa meticulosa para uma narrativa cheia de reviravoltas, trazendo à tona um ângulo diferente dos horrores da Alemanha nazista.
Autor(a): Paul Dowswell | Editora: Planeta | Páginas: 272 | Ano de lançamento: 2016

Piotr é uma das milhares de crianças que se viram órfãos por causa do nazismo, que não tiveram tempo de se despedir de seus pais, que nem ao menos souberam o que realmente havia lhes acontecido. Apesar de ter se tornando um menino sem família de forma tão cruel, o protagonista desta história se mostra maduro e sem sinais de rebeldia, pelo contrário, logo criança ele já sabia que precisaria seguir normas caso desejasse se manter vivo e seguro.
Imagine um mundo sem doenças ou fraquezas. Um mundo sem miséria e infelicidade. É isso que podemos criar agora que os nazistas estão no poder.
Ao serem feitas buscas entre os órfãos com o intuito de encontrar crianças puras, com o intuito de recolocá-las em famílias que lhe ensinariam como ser um bom cidadão alemão, Piotr acabou sendo recrutado, pois seus traços faziam com que ele fosse visto como um ótimo exemplar da espécime.
-Meu nome é Doktor Fisher... tenho algo muito especial a lhes dizer... Vocês, meninos, foram escolhidos como candidatos... à honra de serem recuperados pela comunidade nacional alemã... Serão submetidos a mais exames... para determinar seu valor racial... e se são ou não dignos de tal honra...
Após ser adotado por uma família de respeito, onde o patriarca era largamente conhecido entre os nazistas por seus experimentos médicos, Piotr passa a ser doutrinado de forma a se tornar um exemplo a todos. Sem questionar, o jovem cresce em meio à realidade alemã que acredita em uma raça pura, porém suas origens o marcarão para sempre.

Neste livro o leitor acompanhará a trajetória desta criança, que se tornou um órfão graças a Hitler, mas que caminha para servir o Führer de acordo com o ensinado por sua nova família. Mas não se engane, Piotr é mais esperto que os demais seguidores do nazismo que o cercam, e esta jornada em busca da verdade e da liberdade pode ser mais séria e longa do que aquele menininho poderia imaginar logo que saiu do orfanato. Agora, já mais velho, Piotr caminhará por zonas perigosas, arriscará sua vida em defesa de seus ideais e descobrirá que nem mesmo sua família adotiva o protegerá.
Esterilizem os judeus! Assim o sangue saudável e o imundo não vão mais se misturar.
Os personagens são interessantes, cada qual com suas motivações e anseios, porém não me senti tão próxima do protagonista quanto eu desejava. Sua força de vontade, determinação e inteligência são louváveis, porém não há aquela emoção característica de livros que se passam durante este período.

Esta é uma história bem desenvolvida, com início, meio e fim. O leitor não se verá diante de enigmas ou peças que não se encaixem, mas poderá acompanhar a vida e a realidade das crianças, jovens e adultos daquela época. A crueldade se faz presente, mas de forma um pouco mais sutil, não há descrições fortes, apenas se sabe que coisas ruins são feitas, mas os detalhes mais profundos não são descritos de forma aprofundada.






Sinopse: Ally e Charlotte poderiam ter sido grandes amigas se David nunca tivesse entrado em suas vidas. Mas ele entrou e, depois de ser o primeiro grande amor (e também a primeira grande desilusão) de Ally, casou-se com Charlotte.
Oito anos depois do último encontro, o que Ally menos deseja é rever o ex e sua bela esposa. Porém, o destino tem planos diferentes e, ao longo de uma noite decisiva, as duas mulheres se reencontram na sala de espera de um hospital, temendo pela vida de seus maridos. Diante de incertezas que achavam ter vencido, elas precisarão repensar antigas decisões e superar o passado para salvar aqueles que amam.
Com a delicadeza tão presente em seus livros, Dani Atkins mais uma vez nos traz uma história de emoções à flor da pele, um drama familiar comovente que não deixará nenhum leitor indiferente.
Autor(a): Dani Atkins | Editora: Arqueiro | Páginas: 368 | Ano de lançamento: 2017

Depois de passar por algumas leituras tensas, repletas de assassinatos e intrigas, senti a necessidade de me envolver em uma leitura um pouco mais leve, mas não menos intensa e surpreendente. E acredito que fiz a escolha certa ao optar por ler Nossa música.

Neste livro o leitor será apresentado a dois casais que não possuem nada em comum, exceto o fato da esposa de um ter sido a ex namorada do outro, mas essas coisas são normais na vida real, não é mesmo? Mas então o que há de diferente nesta história? Bom, há quem acredite em coincidências, há quem acredite em destino, mas minha única certeza é de que por mais inacreditável que possa parecer, os caminhos dos casais seguiram a mesma direção.


Joe, marido de Ally é um homem doce, responsável e sempre disposto a ajudar quem quer que seja, porém seu lado altruísta o colocou em uma situação arriscada, onde sua vida seria posta em jogo. Após garantir a segurança de crianças desconhecidas e do cão que haviam se exposto ao risco em um lago parcialmente congelado, Joe será encaminhado à UTI de um hospital, já que acabou se afogando.

David, marido de Charlotte e ex namorado de Ally, não parece ser tão doce quanto Joe, mas nem por isso deixa de transparecer ser uma pessoa legal. Enquanto ele planeja uma surpresa à sua esposa, o inesperado acontece e seu coração lhe prega uma peça e acaba sendo encaminhado para onde? Isso mesmo que você imaginou, para a UTI onde o marido de Ally está.

Ally se verá obrigada a recordar momentos de sua vida que sempre tentou esquecer, seu relacionamento com David foi de o melhor do mundo para o pior pesadelo. Ela reorganizou sua vida, casou com um homem que a ama independente de qualquer circunstância, teve um lindo filho e vive feliz, porém não será fácil ver seu primeiro grande amor prestes a morrer e seu amado marido em uma situação tão complicada que talvez lhe custe a vida.
Eu tinha me apaixonado por David de forma rápida e dramática, como se o chão desmoronasse sob os meus pés, lançando-me em queda livre num abismo. Com Joe, fora muito mais gradual, e eu deslizara centímetro a centímetro em sua direção, de forma tão sutil a princípio que nem mesmo percebera o que vinha acontecendo, até que era tarde demais para interromper a viagem. Não que eu quisesse.
A narrativa transcorre de forma descomplicada, intercalando o tempo atual no hospital com as recordações de Ally e Charlotte, que infelizmente se reencontraram. Ao acompanhar a trajetória de vida das duas, suas conquistas e perdas, o leitor consegue desenvolver uma relação de amizade com elas, que apesar de serem tão distintas, possuem um carisma único.

Não posso dizer como esta história termina, mas posso lhe pedir para que vá até o final. Se em algum momento, por um segundo sequer, você desanimar com a leitura, continue, pois acredito que a conclusão desta trama poderá mexer com suas emoções.


Meus olhos suaram ao final do livro e cada vez que recordo como tudo acabou, me dá um aperto no coração e só consigo pensar "foi melhor assim". Me apeguei aos personagens, suas histórias e seus dramas, queria dar um abraço nos dois casais e no pequeno Jake que se mostrou tão maduro e encantador.





Sinopse: Atormentado por achar que não faz o suficiente para tornar o mundo um lugar melhor, William, um respeitável psicólogo infantil, tem a chance de realizar um estudo que pode ajudar a entender o desenvolvimento da maldade humana. Porém, a proposta feita pelo misterioso David coloca o psicólogo diante de um complexo dilema moral. Para saber se é uma pessoa má por ter presenciado o brutal assassinato dos seus pais quando tinha apenas oito anos, David planeja repetir com outras famílias o mesmo que aconteceu com a dele, dando a William a chance de acompanhar o crescimento das crianças órfãs e descobrir a influência desse trauma na vida delas.
Até onde ele será capaz de ir? É possível justificar o mal quando há a intenção de fazer o bem?
Autor(a): Gustavo Ávila | Editora: Verus | Páginas: 266 | Ano de lançamento: 2017


Este não é um livro qualquer sobre serial killer, esteja preparado para conhecer o lado mais sombrio do ser humano, o lado que escolhe colocar seu desejo acima de tudo e todos, onde a curiosidade ganha espaço e força sobre a vida das pessoas.

O livro inicia em um momento tenso, onde uma família está amarrada em suas respectivas cadeiras. Um pai, uma mãe e um filho de oito anos, todos reféns de uma pessoa que acredita ter o poder de tirar a vida dos outros. Uma cena digna de filme de terror, descrita na medida certa para surpreender o leitor e deixá-lo querendo justiça. Imagine como seria ver seus pais serem mortos na sua frente e saber que você foi poupado, mas que carregará essa lembrança para sempre.
Quem realmente não faz tudo que pode não tem o direito de se sentir frustrado.
Esta é a realidade de algumas crianças neste livro, pois o que começou há décadas com o assassinato de um casal, se repete de forma aleatória e sem explicações. A sinopse do livro já entrega quem é o assassino e o motivo dele cometer tal crueldade, porém não se deixe enganar, a história é muito maior do que é possível prever.

O envolvimento da polícia nesta trama é muito interessante, principalmente quando eles tentam encaixar peças que não se conectam. A jornada em busca por respostas dos detetives não deixa de ser empolgante, por mais que o assassino já tenha sido revelado ao leitor, há muito a ser descoberto e a identidade do serial killer é o menor dos mistérios.
Então eu comecei a me questionar: por que eu me tornei o que sou? Se aquele homem não tivesse matados os meus pais, será que eu seria o que sou hoje mesmo assim? Ou será que eu estaria no seu lugar, sr William?
Admito que fiquei um pouco incomodada com a participação do psicólogo nesta perturbação toda, sua motivação não me parecia concreta o bastante para permitir que o plano fosse adiante. Entendo que a ideia era realmente abalar o leitor e mostrar o lado obscuro que existe em qualquer pessoa, mas fiquei chocada o bastante para começar a supor que isso possa ser real, não apenas com os profissionais desta área, mas das demais que lidam com pessoas.
Sabedoria não tem nada a ver com idade, David. Tem a ver com o que o mundo te dá e o que você com isso.
Sem enrolações, o autor  desenvolveu uma história intensa e bem construída, sem pontas soltas e com personagens marcantes, que complementam perfeitamente a trama, cada qual com sua participação fundamental para o desenrolar dos acontecimentos. É uma leitura que desafia o leitor, o colocando de frente com a crueldade e a ganância, mas que lhe fará refletir sobre seu posicionamento diante de alguns experimentos.


Sinopse: Com sua língua afiada e seu temperamento rebelde, Sage Fowler está longe de ser considerada uma dama — e não dá a mínima para isso. Depois de ser julgada inapta para o casamento, Sage acaba se tornando aprendiz de casamenteira e logo recebe uma tarefa importante: acompanhar a comitiva de jovens damas da nobreza a caminho do Concordium, um evento na capital do reino, onde uniões entre grandes famílias são firmadas. Para formar bons pares, Sage anota em um livro tudo o que consegue descobrir sobre as garotas e seus pretendentes — inclusive os oficiais de alta patente encarregados de proteger o grupo durante essa longa jornada. Conforme a escolta militar percebe uma conspiração se formando, Sage é recrutada por um belo soldado para conseguir informações. Quanto mais descobre em sua espionagem, mais ela se envolve numa teia de disfarces, intrigas e identidades secretas. E, com o destino do reino em jogo, a última coisa que esperava era viver um romance de tirar o fôlego.
Autor(a): Erin Beaty | Editora: Seguinte | Páginas: 440 | Ano de lançamento: 2017

Sage, a jovem protagonista desta história, é uma menina a frente de seu tempo. Enquanto todas as moças sonham com o príncipe encantado e aceitam os casamentos arranjados por uma casamenteira, ela quer subir em árvores, dar aulas e nada de casamento, ela não precisa de um homem ao seu lado para lhe dizer como deve se comportar, tão pouco para servir a ele.

É por causa destas características distintas e marcantes, que Sage acaba mostrando à casamenteira, e aos seus tios, que ela nunca irá casar, afinal não é tão bela quanto as demais e tão pouco aceitaria que alguém decidisse as coisas no lugar dela.


Mas calma, este não é apenas mais um romance de época com a mocinha rebelde e o príncipe garanhão encantado. Nesta trama os acontecimentos caminham para outro lado, o da espionagem. Como Sage não vai casar, ao menos conseguiu um emprego com a casamenteira, já que a sua perspicácia e capacidade de observar tudo ao seu redor seria útil para descobrir os segredos que envolvem os pretendentes das mocinhas.

Espera, ainda parece que estou falando de um romance bobo com meninas apaixonadas? E se eu lhe disser que no meio da organização desses casamentos há alguém traindo a confiança do rei, soldados armando emboscadas, pessoas em perigo e que Sage pode ser a ajudante perfeita para solucionar os problemas de guerra?
Nem todas as batalhas são combatidas o campo, milady. O duque D'Amiran é um homem ambicioso, e as pessoas falam mais na companhia de vinho e belas damas.
O livro foi apresentado como sendo uma união de Jane Austen com espionagem, acredito que ele conseguiu cumprir seu papel, apesar não ter sido tão envolvente quanto eu esperava. Em alguns momentos a leitura começa a ficar um pouco arrastada e lenta, como se não fosse chegar a lugar algum, digo isso especialmente pelo começo, mas aos poucos (e lentamente) a narrativa parece ganhar vida e movimento ao introduzir ação às páginas.
Representamos vários papéis ao longo da vida... isso não significa que todos sejam mentira.
A autora construiu uma trama bem amarrada e que mesmo se tratando do primeiro livro de uma série, possui um fim, encerrando os pontos principais, mas deixando abertura para uma continuação.

Caso você busque uma protagonista determinada, Sage pode ser uma ótima opção, mas tenha em mente que ela poderá ser um pouco azeda em alguns momentos, principalmente ao se mostrar superior às mocinhas doces que sonham com o príncipe encantado. Mas não se engane, por mais dura que ela possa parecer, ainda possui um coração que pode ser preenchido com muito amor.



Sinopse: Você já se sentiu desafiado a fazer algo que, mesmo sabendo que pode se arrepender depois, acaba levando em frente? A heroína deste livro também. Vee cansou de ser só mais uma garota no colégio, e quer deixar os bastidores da vida para assumir seu merecido posto sob os holofotes. E o jogo online Nerve, febre nacional transmitida ao vivo, pode ser o início dessa trajetória de sucesso. Basta que ela clique no botão “Jogador” em vez de “Espectador” para entrar na disputa, que propõe, a cada etapa, um desafio novo.
A adolescente acaba formando uma dupla imbatível com Ian, um garoto desconhecido com quem trava contato ao se inscrever em Nerve. Juntos, vão galgando posições no jogo. Mas, conforme os dois avançam na disputa, os desafios ficam cada vez mais complexos... e perigosos.
Autor(a): Jeanne Ryan | Editora: Planeta | Páginas: 304 | Ano de publicação: 2016


Tenho o costume de não assistir a um filme baseado em um livro se não tiver lido a história antes, porém neste caso foi um pouco difícil fazer isso, afinal, eu não sabia de onde havia surgido a inspiração para o longa. Sim, eu saio vendo o que a Netflix lista sem fazer pesquisas antes. Ah, falei um pouco sobre o filme AQUI.

A comparação é inevitável, porém me envolvi tanto com a escrita da Jeanne Ryan que por vezes acabei esquecendo qualquer relação com o filme. Claro que ao ler determinados trechos e ao ser apresentada a alguns personagens, acabei lembrando detalhes do filme e unindo as experiências.


A base da história é a mesma. O leitor será apresentado à Vee, jovem protagonista que após se decepcionar com alguns amigos e se sentir cansada de sua rotina, acaba se cadastrando em um jogo, NERVE, onde são propostos desafios e recompensas. Neste quesito posso dizer que tanto o filme, quanto o livro, caminham juntos, proporcionando reflexão sobre os riscos que circulam a vida das pessoas que buscam atenção, sucesso e fama, porém em proporções diferentes.

Os desafios propostos pela NERVE variam entre o cômico e o desnecessário, alguns podem colocar os competidores em risco, mas nada tão perigoso ao ponto de deixar o leitor sem fôlego durante a execução das tarefas. 
Pessoas que gostam de vencer sempre vão jogar
A trama em si é bem construída, os personagens se relacionam sem exageros, não existe um romance forçado, nem mesmo aquelas constantes brigas e disputas adolescentes cansativas, porém senti falta de algo mais impactante, algo que me fizesse refletir ao final da leitura. A mensagem que o livro passa é mais superficial que a do filme, é possível compreender o que há por trás da motivação para que os jovens participassem da NERVE, mas não encontrei argumentos para me fazer pensar em como isso poderia ser real. O foco maior está na diversão e não tanto nas consequências.

A leitura correu de forma rápida, em poucas horas, sendo agradável, divertida e descontraída que animou meu final de semana.