Sinopse: Este é um livro sobre feminismo através do olhar amoroso, da acolhida generosa, do entendimento de que este é um assunto de todas, todos, todxs nós. Não pretende ser uma bíblia do feminismo, mas sim, uma conversa, um abraço, um ponto de apoio, um boas-vindas pra quem acaba de chegar, um que bom que você está aqui pra quem já anda cansada de lutar. Escrito em tom de conversa, traz referências, sugere reflexões e desfaz o medo. 
Autor(a): Manuela D'Ávila | Editora: Planeta | Páginas: 160 | Ano: 2019

O feminismo vem ganhando cada vez mais espaço nas rodas de conversa, infelizmente ainda vejo muitas informações erradas sendo disseminadas. Ah como eu queria que estivéssemos em um momento mais calmo, onde fosse possível conversar, debater e compreender as diversas visões que as pessoas têm do mundo sem que houvesse necessidade de tomar cuidado. Cuidado para não causar mágoas, rancor, agressões, perseguições, etc.


"O machismo, afinal, é como uma piscina. Todas as pessoas estão se molhando. Algumas, apenas a sola dos pés, outras quase morrendo afogadas."

O livro "Por que lutamos?" chega em um momento conturbado da sociedade e se mostra como um diálogo sincero e sem rodeios, não se propondo a ser um manual que deve ser seguido, mas mostra através da escrita leve de uma mulher que assim como qualquer outra não nasceu sabendo de tudo.

Manuela D'Ávila é conhecida por seu posicionamento político, pelos seus mandatos bem sucedidos, pelo seu lado materno real e sem fantasia. Eu sou um pouco suspeita para falar sobre a autora deste livro, pois a admiro em diversos aspectos, contudo gostaria de lhe avisar que caso não goste tanto assim da Manu, ainda assim abra sua mente e se deixe envolver por sua escrita, mesmo que seja para ao final dizer que não concorda. 

Precisamos falar sobre feminismo. Não digo isso com o intuito de construir um grupo de militância, mas sim por perceber que ao meu redor ainda existem muitas mulheres que não sabem o que realmente significa ser feminista. 


"Dá pra pensar diferente em alguns pontos e até em muitos. A gente só não pode reproduzir esse ambiente, entre nós, de caça às bruxas que existe por aí."

Este livro lhe mostrará que é normal errar e que evoluir faz parte do processo de todo ser humano dotado de conhecimento. Ser mulher é algo incrível, mas que demanda um certo trabalho para garantir alguns direitos, assim como é importante olhar para o lado e perceber que outras minorias merecem direito à voz. 


A escrita deste livro é realmente muito fluida, leve, envolvente e sinceramente senti como se estivesse tendo uma conversa de pertinho com a autora, sem barreiras, de amiga para amiga.








Sinopse: Ano 2018. À passagem de um planeta próximo da órbita da Terra, o que era para ser um dia de festa...Pessoas do mundo inteiro prepararam-se para um espetáculo astronômico mas o evento se transforma num pesadelo. Um dia após à maior aproximação do planeta, um imenso calor sobrevêm e 2/3 de todas as pessoas do mundo transformam-se em zumbis.Uma batalha está para acontecer. Um cerco para salvar vidas. E em meio a isso, inúmeras histórias de pessoas vivendo em situações-limite, muito além da sua imaginação.
Este livro faz parte da saga As crônicas dos mortos*

Não contém spoilers dos livros anteriores.

Autor(a): Rodrigo de Oliveira | Editora: Faro | Páginas: 304 | Ano: 2014

A sequência de O vale dos mortos surge trazendo ao leitor mais ação do que seu antecessor apresentou. O lado introdutório abre espaço para cenas mais intensas, surpreendentes e de tirar o fôlego.

Ivan e Estela permanecem com um papel importante para o desenvolvimento da história, contudo outros personagens surgem para dar uma nova direção à trama, trazendo um novo gás à narrativa e inserindo mistérios e dons únicos e inimagináveis.

A inserção de novos personagens nesta trama é feita com tamanho cuidado que é fácil compreender algumas motivações e começar a torcer por alguém. Confesso que esperei que alguns personagens fossem dilacerados por zumbis e tivesse um final terrível, mas outros me deixaram com o coração na mão por diversas vezes. Então acho que ficou bem evidente que escolhi meu lado nesta batalha.

Em A batalha dos mortos a luta por sobrevivência continua, contudo a guerra não se restringe à divisão entre vivos e mortos. As emoções seguem à flor da pele, mas nem todas são boas e direcionadas ao bem comum, ao menos não ao meu ver. Há uma batalha interna a ser travada, interesses particulares se sobrepõem aos do grupo e o desejo por vingança fará com quem ninguém esteja realmente em segurança.

Demorei um pouco para iniciar a leitura deste livro e por isso acabei me perdendo um pouco em relação aos personagens, mas entendo que esta é uma dificuldade minha em gravar nomes, ainda bem que suas personalidades e histórias são tão distintas que aos poucos pude retomar o ritmo e engrenar na leitura, então só posso concluir que o autor está de parabéns pela incrível história que desenvolveu.

Para os fãs de histórias de zumbis e que anseiam por descrições na medida certa, muita luta e páginas repletas de ação, com certeza esta obra saciará seus desejos.


*Resenhas anteriores da saga As crônicas dos mortos: 


Sinopse: Quatro meses se passaram após a descoberta do Jardim e de suas "borboletas": jovens mulheres, sequestradas e mantidas em cativeiro por um homem brutal e obsessivo, conhecido apenas como Jardineiro. O inverno está chegando ao fim, e as Borboletas esperam ansiosamente por dias mais quentes e tranquilos.Para os agentes Brandon Eddison, Victor Hanoverian e Mercedes Ramirez, no entanto, a calma não parece valer: em outra parte dos Estados Unidos, mais uma jovem surge brutalmente assassinada. Os indícios apontam para a ação de mais um serial-killer psicopata, capaz não apenas de matar a sangue frio, mas também de elaborar a cena a ser descoberta: a jovem é descoberta no altar de uma velha igreja, com a garganta cortada e o corpo rodeado de flores.
Este livro faz parte da Trilogia O colecionador*

Não contém spoilers dos livros anteriores.

Autor(a): Dot Hutchison | Editora: Planeta | Páginas: 300 | Ano: 2019

Rosas de maio traz ao leitor mais uma trama envolvendo um crime a ser desvendado. Há um serial killer solto e que há anos vem vitimando jovens meninas nas mais diversas localidades. Não se sabe qual o seu padrão, tão pouco a investigação tem se mostrado capaz de traçar semelhanças entre as vítimas.


"Ele vai matar de novo, porque, enquanto não for preso, não há motivo para parar. Como se impede um homem de matar?"

O leitor tem a possibilidade de identificar as motivações do assassino logo de cara, pois a narrativa traz trechos em que é possível acompanhar o momento em que este procura e ataca suas vítimas, contudo não espere desvendar sua identidade imediatamente, há um pouco mais de trabalho a se desenvolver até chegar nesta revelação tão importante.

Além de acompanhar o serial killer de perto, também há a aproximação da rotina da irmã de uma das vítimas, que por sinal criou laços com a equipe de investigação do caso e faz com que os agentes pareçam mais humanos e comuns do que costumam ser, sem aquela postura dura e inabalável.


"Como você se recupera quando os pedaços perdidos são os únicos motivos para alguém olhar para você?"

Em alguns momentos admito que considerei a narrativa um pouco lenta e repetitiva, principalmente em trechos onde se observa o cotidiano da protagonista, mas isso não prejudica o desenvolvimento da trama nem mesmo me causou algum tipo de desinteresse.

Sobre o final posso apenas dizer que me pareceu satisfatório e com um bom fechamento para os acontecimentos. O ritmo não se perdeu ao se aproximar da conclusão, tão pouco se acelerou para encerrar a história, então acredito que tenha tudo ocorrido como eu esperava. Alguns surpresas aqui, outros momentos previsíveis ali, mas tudo numa dose certa.

As duas histórias publicadas no Brasil e que compõem a trilogia O colecionador, são envolventes e trazem ao leitor uma necessidade de compreender cada detalhe do que vem sendo apresentado, contudo não há uma obrigatoriedade de ler as publicações na sequência. Claro, se você busca uma experiência completa, com conexões interessantes e uma evolução dos personagens da equipe investigativa, sugiro que siga a ordem, primeiro O jardim das borboletas e depois Rosas de maio.





*Resenhas anteriores da trilogia O colecionador: 



Sinopse: A rotina da secretária de polícia Verônica Torres era pacata, burocrática e repleta de sonhos interrompidos até aquela manhã. Um abismo se abre diante de seus pés de uma hora para outra quando, na mesma semana, ela presencia um suicídio inesperado e recebe a ligação anônima de uma mulher clamando por sua vida. Verônica sente um verdadeiro calafrio, mas abraça a oportunidade de mostrar suas habilidades investigativas e decide mergulhar sozinha nos dois casos. Um turbilhão de acontecimentos inesperados é desencadeado e a levam a um encontro com lado mais sombrio do coração humano.
Autores: Raphael Montes e Ilana Casoy | Editora: Darkside | Páginas: 256 | Ano: 2019

Verônica trabalha para a polícia, ao contrário do que você imaginar, a rotina de trabalho da protagonista se resume em atividades burocráticas e repletas de tédio, nada muito fora do esperado para o papel de secretária, contudo sua curiosidade e instinto a colocarão diante de uma reviravolta em sua vida.

Um dia comum como tantos outros, não fosse a presença de uma mulher nervosa na delegacia. Esta havia sido enganada por um sujeito que só queria o seu dinheiro, porém a envolveu de tal forma que a descoberta sobre a verdade a arruinou e culminou em seu suicídio. Verônica foi a única a prestar atenção nesta vítima, a situação que presenciou lhe despertou uma vontade de ir além do que seu trabalho lhe permitia.

"Depois de alguns anos encostada num cargo de secretária na Polícia Civil do Estado de São Paulo, você começa a aprender as vantagens de ser invisível."

A investigação secreta realizada pela mera secretária guiará o leitor por uma narrativa surpreendente e com personagens misteriosos e marcantes. Aos poucos Verônica se envolverá em uma bola de neve da qual será difícil sair ilesa.

Não espere uma trama policial simples como tantas outras que já tenha lido. Os autores desta história construíram uma narrativa conexa e que explora outros personagens tão interessantes quanto a protagonista.

" - Cuidado princesa, quando você tira tudo de uma pessoa, ela não tem mais nada a perder."

Admito que Verônica não ganhou todo o meu amor, algumas atitudes da protagonista me irritaram e quebraram um pouco o encanto que eu estava criando por ela, deixando um pouco de lado a justiceira inicial para dar espaço a uma pessoa mais inconsequente. Não digo que ela tenha se perdido completamente, vejo apenas que suas qualidades foram exploradas, assim como seus defeitos não foram ignorados, o que a tornou mais humana e real.

O final não me pegou de surpresa, não que eu suspeitasse de tudo desde o início, mas conforme fui conhecendo os personagens pude começar a imaginar o que poderia vir deles, mas isso não pode ser visto como um ponto negativo, ao menos eu não encaro desta fora, afinal, se pude me conectar tão bem às personalidades de cada membro desta história significa que tudo foi muito bem construído. 



Sinopse: Aterrorizante. Sinistro. Macabro.Você não vai conseguir parar de ler. Este livro é um tanto quanto diferente. São mais de 70 histórias curtas de terror que vão do sobrenatural até coisas terríveis que os seres humanos podem fazer. E quando eu digo terríveis, quero dizer para ter cuidado antes de realmente ler um livro com o título de maldito. Talvez você termine de ler essas linhas aterradoras sem confiar em mais ninguém, ou quem sabe achando que está sozinho quando na verdade tem alguém invisível perto de você. O livro é maldito. Eu avisei.
Autor(a): David Herick e Van R. Souza | Editora: Planeta | Páginas: 208 | Ano: 2019

Um livro construído por contos com uma atmosfera sombria, nada que seja digno de noites sem dormir, nem mesmo de arrepios inesperados. Ouso dizer que esta seria uma ótima leitura para um público que está inciando sua trajetória pelas histórias horripilantes, mas esteja preparado, pois há um dose de crueldade nestas páginas, não são meros relatos de fatos sobrenaturais.


"O que mais me alivia quando penso nisso é lembrar o quanto Gisele implorou por sua vida antes que eu a matasse."

O leitor mais acostumado com o gênero pode não se surpreender com os contos compartilhados nesta obra, contudo não será uma perda de tempo, pois a leitura destas páginas proporciona uma boa experiência de distração, mas não deixa marcas assustadoras ao público que já carrega uma longa bagagem de terror e suspense dentre suas leituras.

Alguns contos se mostram mais interessantes que outros. Não há uma disparidade tão grande entre as histórias, mas é claro que algumas trarão ao leitor um envolvimento maior de acordo com suas expectativas. O mesmo posso dizer sobre a conclusão de cada conto, pois é possível se surpreender com o rumo que a trama leva, contudo outros são um tanto quanto previsíveis.


"Lembro-me de poucas coisas antes de acordar em um quarto escuro. Uma delas era seu sorriso. Ele não parecia ser uma pessoa ruim. Agora vejo o quanto estava enganada."

Não posso dizer que esta foi uma das melhores leituras que fiz neste ano, mas tão pouco posso descartá-la como se não tivesse proporcionado boas horas de leitura. Considero válida a leitura para quem não teve tanto contato com contos de terror ou que busque uma opção para entretenimento sem que aguarde por grandes revelações ou anseie por instantes de perda de fôlego.





Sinopse: Encontrar uma bela boneca antiga em uma venda de garagem é uma sensação incrível, até você levá-la consigo e ela decidir caminhar pela casa após a meia-noite. Antiquários, feirinhas de rua, heranças de família: os objetos assombrados estão em todos os lugares e invadem nossas vidas de uma maneira discreta, quase acidental. Será mesmo?
Autor(a): Stacey Graham | Editora: Darkside | Páginas: 224 | Ano: 2019

Em algum momento você já se pegou observando alguma peça em museu e se perguntou qual seria sua história? Ou talvez já ouviu relatos de pessoas que viram algum objeto se mover, barulhos em alguma casa antiga ou até mesmo ruídos em sua própria residência?

Caso ainda não tenha presenciado ou ouvido qualquer relato envolvendo objetos amaldiçoados ou que carregam energia negativa, você está tendo muita sorte. Se pretende permanecer assim, sugiro que não se aventure nesta leitura, mas posso adiantar que vai perder histórias bem interessantes.

Este livro apresenta histórias intrigantes, com um ar sombrio e que permite que o leitor comece a questionar se aquele barulho que ouviu durante a madrugada era normal ou se poderia ser algo a mais.

"Objetos encontrados carregam energias e às vezes lembranças boas e ruins que podem não pertencer a você. - Lorraine Warren"

Aos mais sensíveis posso adiantar que não há o que temer. As histórias trazem sim uma atmosfera mais sinistra à leitura, mas os fatos compartilhados não causam medo, tão pouco lhe deixarão com dificuldade de dormir, apenas lhe farão pensar se o que você vê é puro e simplesmente um objeto qualquer.

Dividido em categorias que variam desde bonecos demoníacos até casos envolvendo mistérios em oceanos, a autora transita por várias situações capazes de ampliar a curiosidade do leitor. Digo isso, pois ao concluir a leitura percebi que já estava na internet buscando imagens sobre alguns objetos citados e me aprofundando em alguns assuntos abordados, como por exemplo as maldições.

"Somente quando relaxamos e permitimos que os sentidos baixem a guarda é que vemos mesmo as bordas turvas da realidade."

É um livro fácil de ser lido, com um capricho especial característico das obras publicadas pela Darkside. Acredito ser uma boa pedida para quem tem curiosidade sobre o assunto ou apenas quer sair da sua zona de conforto dos contos de fadas.

Confesso que esperei sentir arrepios, mas infelizmente isso não aconteceu. Talvez se eu tivesse visto mais imagens impactantes durante a leitura esta impressão teria mudado.



Difícil de acreditar, mas já se passaram dois anos desde a nossa queridíssima Bienal do Rio. Parece que piscamos e chegou o tão aguardado ano de 2019. Aquele ano em que todos os leitores cariocas aguardam ansiosamente, vem a aflição, as listas são intermináveis de livros pretendidos, a saudade de rever rostos conhecidos nos corredores da bienal.

As novidades deixam nossos nervos a flor da pele, sempre ficamos pensando qual será a novidade que as editoras estão preparando para nos receber. Ainda ficamos pensando em como estará o estande daquela nossa editora preferida.

Assim, para você que ainda tem dúvida ou para você que nunca foi à Bienal, separei 4 motivos pra te convencer a fazer um esforço e, quem sabe, aquele planejamento futuro.


Contato direto com o autor
Sabe aquele autor do seu livro preferido? Se ele for internacional e você tiver sorte, pode ser que ele esteja nessa imensa feira literária, mas se o seu queridinho é nacional, essa é a GRANDE HORA de você dar bastante amor em forma de carinhos (isso acontece quando não queremos matar, claro que na brincadeirinha). Ao mesmo tempo que ficamos felizes por encontrar aquela pessoa que, de certa forma, fez parte do nosso dia a dia, deixamos o autor feliz por estarmos o privilegiando.


Reencontrar amigos
Você deve estar se perguntando: “Como assim? Eu já vejo meu amigo todos os dias e irei com ele”. Aí que você se engana. Se tem uma coisa que é estabelecida durante a Bienal é amizade. Com certeza você sairá com alguns conhecidos das imensas filas de lá (se tem uma coisa que Carioca gosta é fila). Logo, eventualmente, você estará sempre reencontrando amigos e unindo tudo o que há de bom: literatura e amizade.


Eventos 
Além dos estandes nos três imensos pavilhões, possuem auditórios para que sejam realizados muitos eventos literários. E sim, a essência é a mesma, se não melhor, pois esse é o seu momento de aproveitar um clube do livro com seu amigo que você só consegue reencontrar a cada 2 anos. Diversos blogs se juntam e apresentam seu clube do livro dando enfoque a algum tema recorrente do ano ou fazem um clube totalmente temático. Ao final da conversa, você ainda pode garantir aquele brinde adquirido através do sorteio. Lembrando que esses encontros ocorrem, muitas vezes, com iniciativa do blog. Não é sempre que eles possuem um auditório ou coisas do tipo.


Meet and Greet
Tirando os eventos literários organizados pelos blogueiros, tem os espaços que são organizados pela própria Bienal (Arena Sem Filtro e Café Literário), onde são feitas mesas redondas num esquema de bate papo. Sendo você livre para comentar, perguntar, falar o que achou e como se sentiu. Cada espaço tem sua particularidade de temas. Logo, pode ser que você curta os assuntos que serão tratados apenas em um espaço ou de todos eles, isso vai do seu gosto pessoal. Já adianto que todos são ótimos e você pode sair de lá com uma bagagem grande de aprendizagem. Além disso, alguns deles tem a presença dos autores renomados nacionais e internacionais, já se imaginou bem pertinho e naquele bate papo gostoso com seu autor preferido (vamos combinar que ele nem precisa ser preferido também, né?).


Tem como não querer estar presente nessa grande e queridíssima Feira Literária? Como andam os preparativos de vocês para essa XIX edição? Conta aqui para a gente!



Sinopse: Um crime brutal cometido há vinte anos, uma única sobrevivente, o retorno calculado do assassino. Em quem Victoria deve confiar? Neste thriller psicológico, Raphael Montes une romance e suspense em uma narrativa intrincada e sedutora. Victoria Bravo tinha quatro anos quando um homem invadiu sua casa e matou sua família a facadas, pichando seus rostos com tinta preta. Única sobrevivente, ela agora é uma jovem solitária e tímida, com pesadelos frequentes e sérias dificuldades para se relacionar. Seu refúgio é ficar em casa e observar a vida alheia pelas janelas do apartamento onde mora, na Lapa, Rio de Janeiro.Mas o passado bate à sua porta, e ela não sabe mais em quem pode confiar. Obrigada a enfrentar sua própria tragédia, Victoria embarca em uma jornada de amadurecimento e descoberta que a levará a zonas obscuras, mas também revelará as possibilidades do amor. Um psiquiatra, um amigo feito pela internet e um possível namorado — qual dos três homens está usando tudo o que sabe para aterrorizar a vida de Vic? E o que afinal ele quer com ela?
Autor(a): Raphael Montes | Editora: Companhia das Letras | Páginas: 256 | Ano: 2019

Victoria era muito pequena quando ocorreu um crime brutal envolvendo sua família, sendo ela a única sobrevivente do massacre ocorrido em sua residência. Apesar de tão nova, diversas imagens estão fixadas em sua memória e o trauma a acompanhará durante sua adolescência se enraizando em sua fase adulta.

"Na madrugada de seu aniversário de quatro anos, Victoria mergulho na escuridão."

A jovem protagonista apresenta dificuldade em criar vínculos, o que não é de se estranhar considerando o tormento pelo qual foi obrigada a passar. Nem mesmo as diversas sessões de terapia se mostram eficazes.

Há apenas um amigo em sua vida, mas apesar do laço de amizade, Victoria não se sente pronta para mostrar mais de si, tão pouco se interessa em conhecer seu amigo. Nem mesmo nomes verdadeiros são necessários, se não há interesse em aproximação para que saber mais do que apelidos?

Com o decorrer da narrativa a protagonista começa a se interessar pelo passado que tentou esquecer. Diversas situações mostram que mesmo após tantos anos ela ainda não está segura.

"Ignorar o passado foi a maneira que você encontrou para seguir em frente, e funcionou até hoje. mas, diante do que aconteceu, não dá para continuar assim. Não pode simplesmente suspender sua vida por causa dessa pichação na parede. Esse cara é perigoso. Se estiver de volta, você tem que se proteger."

Este thriller promete envolver o leitor em sua trama. A protagonista tem o poder de crescer durante os capítulos, seus medos se tornam reais e sua vida passa a ficar em jogo. Desistir não é uma opção válida!

O assassino é guiado por uma motivação, que durante anos foi ignorada por alguns e ocultada por outros. Victoria precisará conhecer os segredos de sua família, compreender seu próprio passado para ter alguma chance de sobrevivência.

"Até hoje me pergunto por que ele fez aquilo. Mas acho que sempre vai ser um mistério. Talvez nem ele soubesse responder. Pra mim, nunca fez sentido. Um dia, um bom garoto invade uma casa com uma faca e mata todo mundo. Cadê a lógica?"

Acertei quem era o assassino, estou virando especialista nisso e penso até em trocar de profissão. Brincadeiras à parte, o leitor mais atento conseguirá captar as pistas certas, mas não se engane, pois mesmo encontrando o suspeito perfeito, será importante entender sua motivação e isso é um pouco mais difícil.

Esta é uma história onde todos são suspeitos até que se prove o contrário. A regra é clara, não confie em ninguém e desconfie de si mesmo.



Sinopse: "Em abril de 1986, uma explosão na usina nuclear de Tchernóbil, na Ucrânia então parte da finada União Soviética , provocou uma catástrofe sem precedentes: uma quantidade imensa de partículas radioativas foi lançada na atmosfera e a cidade de Pripyat teve que ser imediatamente evacuada. Tão grave quanto o acidente foi a postura dos governantes soviéticos, que expunham trabalhadores, cientistas e soldados à morte durante os reparos na usina. Pessoas comuns, que mantinham a fé no grande império comunista, pereciam após poucos dias de serviço. Por meio das vozes dos envolvidos na tragédia, Svetlana constrói este livro arrebatador, que tem a força das melhores reportagens jornalísticas e a potência dos maiores romances literários. Uma obra-prima do nosso tempo. "
Autor(a): Svetlana Aleksiévitch | Editora: Companhia das letras | Páginas: 384 | Ano: 2016

Há algumas décadas um acidente nuclear mudou a vida de milhares de pessoas. Um incidente digno de ficar na memória da população mundial e despertar diversos alertas nas nações que se utilizam de tal meio para produzir energia.

"Em menos de uma semana, Tchernóbil se tornou um problema para o mundo inteiro."

Recentemente a HBO lançou uma mini série que explora o ocorrido naquele terrível acidente e como vidas foram impactadas pela falta de informação. Diversos momentos retratados realmente existiram, outros fizeram parte da ficção para atrair o público. 

"Antes de Tchernóbil, havia 82 casos de doenças oncológicas para cada 100 mil habitantes. Hoje a estatística indica que há 6 mil doentes para os mesmos 100 mil habitantes. Os casos multiplicaram-se quase 74 vezes."

Neste livro você terá a oportunidade de conhecer apenas o que realmente aconteceu na vida das pessoas atingidas por esta catástrofe. A autora se pautou em relatos, sem fantasias ou exageros, apenas as falas dos inúmeros personagens desta história.

A autora trouxe para as páginas deste livro algo digno de promovera empatia. A narrativa de cada personagem é distinta, pois cada um absorveu a tragédia de uma forma e com o passar dos anos puderam concluir de forma diferente o que acabaram vivenciando.

"Eu quero testemunhar , a minha filha morreu por culpa de Tchernóbil. E ainda querem nos calar. Dizem que a ciência ainda não comprovou, não há banco de dados."

Senti uma proximidade com cada narrador, é fácil ao leitor imaginar estar construindo um diálogo com cada um. Algumas perguntas começam a permear a imaginação de quem lê, mas nem tudo será respondido, lembre que até hoje, décadas depois do acidente, muita informação segue sendo ocultada.

"Dez anos se passaram. E é como se nada tivesse acontecido; se não fosse pela doença, eu teria esquecido..."

É uma leitura mais densa, carregada de dor, traumas, medos e insegurança, por este motivo acabei lendo em pequenas doses, intercalando com outras histórias mais leves ou totalmente ficcional. 





Sinopse: Ao limpar o escritório de seu pai, falecido há uma semana, a investigadora forense Rory encontra pistas e documentos ocultados da justiça que a fazem mergulhar num caso sem solução ocorrido 40 anos atrás. No verão de 1979, cinco mulheres de Chicago desapareceram. O predador, apelidado de Ladrão, não deixou nenhum corpo ou pista — até que a polícia recebeu um pacote enviado por uma mulher misteriosa chamada Angela Mitchell, cujas habilidades não-ortodoxas de investigação levaram à sua identidade. Mas antes que a polícia pudesse interrogá-la, Angela desapareceu. Agora, Rory descobre que o Ladrão está prestes ser posto em liberdade condicional pelo assassinato de Angela: o único crime pelo qual foi possível prendê-lo. Sendo um ex-cliente de seu pai, Rory reluta em representar o assassino, que continua afirmando não ser o assassino de Angela. Agora o acusado deseja que Rory faça o que seu pai prometeu: provar que Angela ainda está viva. Enquanto Rory começa a reconstruir os últimos dias de Angela, outro assassino emerge das sombras, replicando o mesmo modus operandi daqueles assassinatos. A cada descoberta, Rory se enreda mais no enigma de Angela Mitchell, e na mente atormentada do Ladrão.Traçar conexões entre passado e presente é a única maneira de colocar um ponto final naquele pesadelo, mas até Rory pode não estar preparada para a verdade...

Autor(a): Charlie Donlea | Editora: Faro | Páginas: 304 | Ano: 2019

No final de década de 1970 algumas mulheres começaram a desaparecer, seus corpos nunca foram encontrados e sequer se suspeitava a causa, tão pouco o responsável. O medo tomava conta das pessoas que moram próximas aos desaparecimentos e a insegurança era presente na vida da maior parte das mulheres.

O leitor terá a oportunidade de visualizar o que aconteceu com uma destas mulheres, acompanhando a motivação de seu assassino e a forma como sua vida era tirada, contudo sua identidade não será revelada tão facilmente.

Anos depois um homem é preso, há suspeita de que ele seja o terrível Ladrão, porém como provar se os corpos nunca foram encontrados? É preciso traçar muito bem a estratégia para incriminá-lo, porém as famílias das mulheres desaparecidas não terão a oportunidade de enterrar os corpos de suas mães, irmãs, esposas, etc.

O passado e o presente se conectam de forma intensa e bem desenvolvida nesta trama repleta de surpresas.

O autor permite que o leitor acompanhe a história em diferentes perspectivas, variando entre períodos e personagens diferentes. Ora acompanhará um pouco das motivações do criminoso, ora dará um salto do tempo e acompanhará descobertas importantes reveladas por um advogado.

Mas há algo que é preciso estar atento, este serial killer não foi tão esperto quanto imaginava. Em algum momento de sua busca por vítimas outra pessoa estava atenta a pequenos detalhes e passou a desenvolver hipóteses na esperança de revelar sua identidade.


"Com a conscientização do público, ele passou a espreitar com mais cuidado, planejar com mais detalhes e encobrir os rastros com mais perfeição."

Já tive a oportunidade de ler outros livros escritos por Charlie, mas sem dúvida este foi o que mais me surpreendeu. Não digo que seja impossível criar teorias e desvendar alguns mistérios, porém a forma como tudo se conectou e fez sentido acabou dando à história um ar de veracidade incrível.

Senti facilidade em concluir a leitura, pois a todo instante encontrava mais motivos para me prender à história. Não fui conquistada pelos personagens de forma individual, mas como ocorre em raros momentos, este detalhe não interferiu no meu interesse pela conclusão e na torcida pelo final, que por sinal não me decepcionou.