Sinopse: Aos 15 anos, Will conhece intimamente a violência. Ela está à espreita no dia a dia de seu bairro, nos avisos para que não volte tarde para casa, nos sussurros dos vizinhos sobre mais uma pessoa que foi morta. Dessa vez, os sussurros são sobre seu irmão mais velho. Shawn foi assassinado na rua onde a família mora.

Autor: Jason Reynolds | Editora: Intrínseca | Páginas: 354 | Ano: 2019

Sirenes pra todo lado, cada uivo cortando o barulho da cidade. Mas não os gritos. Os gritos sempre eram mais altos que as sirenes. Até que as sirenes. E esses eram os gritos para mais uma prática de violência no bairro de Will, um menino de 15 anos que sempre se viu presente nesse espaço, sempre recebia ensinamentos em casa de como deveria se comportar perante a sociedade, sobretudo, no seu bairro.

Os gritos e sirenes já eram comuns, claro que sempre doloroso, mas, quando é alguém pertencente a um vínculo familiar, é diferente, era o irmão de Will, com quem ele dividia quarto todas as noites. Se um sangue dentro de você corre dentro de outra pessoa, você nunca vai querer ver esse sangue correr fora deles.

Com todas as medidas já tomadas, a cena do crime isolada e o corpo de Shawn já embrulhado num saco e sendo carregado, Will se vê sem chão e sobe para sua casa, no oitavo andar, se tranca no quarto e, com a ajuda de um travesseiro, tenta abafar o som para não ouvir sua mãe chorar, o que ele também tinha vontade de fazer, mas não podia, pois, para essa situação, há três regras que nunca devem ser quebradas, são feitas para gente quebrada seguir.

O livro é composto em versos, esse estilo torna a história mais potente, fazendo com que as rimas e métrica que Reynolds construiu faça com que o leitor ficasse totalmente imerso neste mundo e se pegasse emocionado em alguns instantes emocionado e, com toda certeza, aflito, como eu fiquei! As descrições no livro são reais, só quem cresce em meio ao racismo e à desigualdade, sabe as realidades presente na obra.

Muitas pessoas não conseguem entender algumas atitudes perante alguns acontecimentos como esses, sobretudo, acontecimentos que envolvem violências. Pra isso, esse livro é uma dica importantíssima àqueles que querem ver mais de perto como funciona, infelizmente, a realidade de muitos jovens e adolescentes periféricos. Ainda que o autor não viva no Brasil, lembrem que as histórias se repetem em outros lugares também, até mesmo por aqui, ‘this is América’.

Daqui para baixo é um livro que deveria ser leitura obrigatória a todas as pessoas que não sabem como a realidade é vivida, sem todos os privilégios. Para que muitos possam parar de reproduzir alguns discursos meritocráticos e que ressoa totais privilégios que não são desfrutados por muitos. Jason deu uma grande aula com esse livro, houveram partes que precisei abrir a boca e começar a reproduzir os versos em voz alta, pois a vontade era só gritar para o mundo todo!


 

Sinopse: A humanidade alcançou um mundo ideal, em que não há fome, doenças, guerras, miséria… nem mesmo a morte. Mas, mesmo com todo o esforço da inteligência artificial da Nimbo-Cúmulo, parece que alguns problemas humanos, como a corrupção e a sede de poder, são igualmente imortais. Desde que o ceifador Goddard começou a ganhar seguidores da nova ordem, entusiastas do prazer de matar, a Nimbo-Cúmulo decidiu se silenciar, deixando o mundo cada vez mais de volta às mãos dos humanos.
Depois de três anos desde que Citra e Rowan desapareceram e Perdura afundou, parece que não existe mais nada no caminho de Goddard rumo à dominação absoluta da Ceifa — e do mundo. Mas reverberações da Grande Ressonância ainda estremecem o planeta, e uma pergunta permanece: será que sobrou alguém capaz de detê-lo?
A resposta talvez esteja na nova e misteriosa tríade de tonistas: o Tom, o Timbre e a Trovoada.
Autor(a): Neal Shusterman |  Editora: Seguinte | Páginas:  | Ano: 
 Este livro faz parte da série Scythe*

Que acompanha o blog há um certo tempo já deve ter visto em algum momento o meu encantamento, nada secreto, pelos livros anteriores desta trilogia (no final do post você encontrará os links das resenhas). Já faz algumas semanas que o li, precisei esperar o tempo passar para não vir aqui, no auge de minha empolgação, bombardeá-los com spoilers.

Em O timbre o leitor encontrará uma narrativa intensa, repleta de revelações e questionamentos. Até o que sempre parecia correto passa a se tornar duvidoso, nem mesmo a grande e sábia Nimbo-Cúmulo estará completamente imune.

A ganância e a sede por vingança poderá colocar até o mais esperto sujeito diante de sua perdição. O poder tem capacidade de acentuar as características já marcantes, além de revelar o lado mais sombrio e impiedoso de quem não precisa temer a ninguém

A evolução dos personagens e suas conexões não decepcionam, trazendo à história uma trama que se completa, onde as ações e reações fazem sentido e se espelham em relações reais envolvidas por amizade, afeto, amor, lealdade e respeito.

A escrita do autor segue impecável, arrebatadora e envolvente, porém a narrativa de O timbre traz uma breve confusão no início, ao menos para mim foi um pouco complicado compreender a ordem cronológica dos fatos, visto que os capítulos alternavam em tempo e espaço distintos em alguns momentos.

Ok, fui um pouco lenta? Sim, fui, mas quando comecei a recordar os acontecimentos dos livros anteriores e pude encaixar os personagens em suas respectivas histórias, tudo fluiu e não consegui parar de ler.

A inserção de personagem com gênero fluido se mostrou extremamente necessária para o desenrolar da história. Seu envolvimento com outros personagens e sua participação na trama lhe deu uma importância merecida e digna de aplausos.

Outro ponto marcante, dentre tantos outros, é a abertura para um debate sobre o poder que a religião e a fé exercem sobre seus fiéis. Não estou condenando nenhuma prática religiosa, que fique claro, porém não podemos fechar os olhos para algumas situações mais complexas.

O autor foi magnífico ao desenvolver uma narrativa tão completa, bem amarrada e que apesar de ficcional trouxe para suas páginas críticas pertinentes à nossa sociedade. 



*Resenhas anteriores da série Scythe: 

 ► O ceifador
 ► A nuvem

 

Sinopse: Blythe Connor está decidida a ser a mãe perfeita, calorosa e acolhedora que nunca teve. Porém, no começo exaustivo da maternidade, ela descobre que sua filha Violet não se comporta como a maioria das crianças. Ou ela estaria imaginando? Seu marido Fox está certo de que é tudo fruto do cansaço e que essa é apenas uma fase difícil.
Conforme seus medos são ignorados, Blythe começa a duvidar da própria sanidade. Mas quando nasce Sam, o segundo filho do casal, a experiência de Blythe é completamente diferente, e até Violet parece se dar bem com o irmãozinho. Bem no momento em que a vida parecia estar finalmente se ajustando, um grave acidente faz tudo sair dos trilhos, e Blythe é obrigada a confrontar a verdade.
Neste eletrizante romance de estreia, Ashley Audrain escreve com maestria sobre o que os laços de família escondem e os dilemas invisíveis da maternidade, nos convidando a refletir: até onde precisamos ir para questionar aquilo em que acreditamos?

 

Autor(a): Ashley Audrain | Editora: Paralela | Páginas: 328 | Ano: 2021


Será que ser mãe é um dom natural que acompanha todas as mulheres em todas as fases da vida? Um mulher que se questiona em relação ao apego e criação ao filho tem sérios problemas mentais?

Blyte é uma mulher que busca perfeição em todos os campos de vida. Uma esposa dedicada e amorosa, uma mulher encantadora e inteligente, só faltava exercer um papel com excelência, a maternidade. 


"Ela se esforçou muito para ser a mulher que esperavam que fosse.

Uma boa esposa. Uma boa mãe.

Parecia que tudo ia ficar bem."


O que pode ser o sonho para algumas pessoas, para Blythe se mostrou mais próximo de um pesadelo. As incansáveis noites sem dormir e a falta de afeição mútua com a filha Violet, insistem em mostrar à protagonista que há algo de errado. Onde foi parar toda aquela linda e doce fantasia materna?

O passado é algo presente na vida da protagonista e a autora fez questão de explorar o drama que ultrapassou gerações. Os conflitos entre mãe e filha causaram danos e experiências dolorosas, sendo reproduzidos e considerados normais com o passar dos anos, contudo a jovem e doce Blythe tenta evitar estes fantasmas que a assombram, toda dor deve ficar para trás.


"Eu queria que você continuasse feliz. Queria ser qualquer outra pessoa que não a mãe que me deu a luz. "


Violet não é uma criança amorosa, divertida e comunicativa, ao menos não na presença de sua mãe. Diante de seu pai, Fox, demonstra sua doçura, causando dúvidas em relação à sanidade de Blythe. 


"Violet tinha uma mente brilhante, fascinante, e às vezes eu desejava ter acesso a ela. Ainda que temesse o que poderia encontrar."


O relacionamento pai e filha beira a idolatria cega, Fox não consegue enxergar um único defeito em sua primogênita, nem mesmo após sua adorável, casada e traumatizada esposa afirmar ter medo da menina e de suas ações.

Preciso dizer que esta história se desenvolve de forma envolvente, porém um pouco tensa. Estou falando de uma trama que traz uma boa dose de sofrimento, insegurança e perda. Sim, há uma grande perda que movimenta a narrativa, comovendo o leitor diante dos desafios enfrentados por Blythe.

Enquanto escrevo este texto volto a sentir um aperto no coração, o mesmo que experimentei enquanto me via grudada às páginas. Talvez este não seja um livro arrebatador ou surpreendente, principalmente para quem costuma ler obras onde existam crianças não tão perfeitas e doce, mas ainda assim é impossível negar o impacto que tal história causa do leitor.

Por mais livros que tenha lido, por mais histórias tristes, pesadas ou que beiram a realidade, ainda me deixo impressionar por tramas onde fica subentendido o lado mais sombrio do ser humano. O final deixa algumas coisas um pouco implícitas, deixando nas mãos do leitor a interpretação conclusiva.

Recomendo a leitura, mas preciso deixar clara a atmosfera tensa e incômoda que estas páginas carregam. Se já leu e gostou de "Menina má" e "Precisamos falar sobre Kevin", provavelmente será atraído por este livro.


*Esta resenha foi produzida a partir da leitura da prova do livro não finalizada, logo não posso citar parte gráfica ou de revisão.



Sinopse: Sobre amor e estrelas (e algumas lágrimas) é o primeiro volume da coleção Sobre amor e estrelas, que reúne histórias de amor inspiradas em astrologia escritas por autores nacionais. Este volume engloba os signos de água: peixes, escorpião e câncer.

Autores: Daniel Bovolento, Pam Gonçalves e Solaine Chioro | Editora: Rocco | Páginas: 208 | Ano: 2020

Este ano não tem sido fácil, - por questões óbvias, nem preciso me alongar neste assunto- então tentamos nos apegar aos momentos e transformá-los num grande evento, enquanto antes comemoraríamos de outra forma. Assim que uma das donas da minha timeline do twitter - mais conhecida como Solaine -  disse que estava com um lançamento com a Dona Editora Rocco, em co-autoria com outros dois autores, pulei de alegria, pois amei o tema e o time. Esse time de autores é composto por Daniel Bovolento, Pam Gonçalves e Solaine Chioro, onde cada um apresenta 3 contos e vou tentar falar sobre cada um aqui.

Daniel nos apresenta Nicolas, um menino que não acredita em astrologia, mas sabe que está vivendo o pior inferno astral de sua vida. Cheio de dúvidas sobre o futuro, o libriano embarca para São Paulo visando uma bolsa de estudos e pode ser que se depare com a mudança que precisava: a chegada da Era de Peixes.

Essa era de Peixes que Daniel nos mostra é exatamente a era em que todos nós queremos viver o ano inteiro, onde sua vida está de mal a pior e, do nada, pode ser reerguida por acontecimentos que nos deixam felizes e Nicolas fica bem feliz com tudo, o que nos deixa emocionados e torcendo por todo seu caminhar. Só consigo pensar que esse conto daria um livrinho!

Pam conta a história de Diana, que abraça totalmente suas características intensas de escorpiana. O que muitos entendem como mistério é uma grande dificuldade de se expressar ou perdoar. A psicóloga recomenda que escreva um diário, confiando a ele seus mais profundos sentimentos, e assim a garota vai começar a entender um pouco de si mesma e de seus relacionamentos amorosos.

Nesse conto, Pam Gonçalves nos apresenta características importantes que devíamos lidar no nosso dia a dia, mas, apesar de sua ótima escrita. não consegui sentir uma conexão com o conto, apesar de ter suas características convincentes. 

Solaine nos apresenta Cléo, que não acha nada melhor do que o frio na barriga de se apaixonar, e ela e a melhor amiga analisam no horóscopo todas as chances de um final feliz. A dificuldade é encontrar alguém que retribua com tanta sensibilidade os sentimentos da canceriana.

Essa canceriana me emocionou. Foi o conto que eu mais amei por muitos motivos e um deles foi toda a representatividade que Cleo nos deixa, que uma pessoa como ela também tem todo o direito de se apaixonar, asim como todos nós temos!

Sobre amor e estrelas nos traz essas três histórias que pode nos deixar com o coração quentinho assim como eu fiquei com alguns contos. É uma boa pedida para um fim de tarde, se tiver um barulhinho de chuva e um cafezinho, fica tudo mais perfeito, pois esse livro é ótimo!



Já prometido, chegaria aqui em casa um pacotinho trevoso da nossa parceira incrível, mas, assim que abri o pacotinho, percebi que de trevoso não haveria nada, absolutamente nada mesmo! Inclusive, contaríamos com um conteúdo altamente viciante e estou aqui para te dar 5 motivos para que você leia desesperadamente ‘O príncipe e a costureira’.

Sebastian é o príncipe herdeiro da Bélgica. Ele está em busca de uma esposa ― ou melhor, seus pais estão cuidando disso para ele. Sebastian, na verdade, está mais ocupado escondendo seu segredo de todos. Frances, sua melhor amiga e costureira, e uma das duas únicas pessoas que sabem a verdade. Mas Frances sonha com a grandeza e o reconhecimento, e pode ser que esse segredo de isso a ela para sempre…

Aviso: não recomendo a leitura da sinopse em outros sites, pois a história e todo plot é entregue na mesma. Se gosta de ser surpreendido, venha comigo!


Representatividade

Por mais que eu esteja me segurando muito pra não contar nadinha do livro - pois a minha vontade é gritar esse livro ao mundo inteiro - posso dizer que há uma representatividade incrível presente, que não precisa de explicação, porém acaba nos emocionando, pois somos postos em questões problemáticas sociais sempre, somos marginalizados e somos postos como a escória e Jen Wang consegue mostrar que existe felicidade num meio tão marginalizado e tão inferiorizado.

Você não consegue parar de ler

Os leitores altamente apaixonados, contraindicam essa leitura de madrugada, pois pode ser que você perca o sono e fique lendo pra sempre, o que seria um presente, pois eu trocaria um noite de sono pela leitura desse livro, caso tivesse que escolher só um. Além de não conseguir parar, a leitura é bem fluida e rápida, quando voce vê já está na metade, portanto estava me segurando para não terminar em questões de segundos, queria mias e mais.

Ilustrações 

Além de você se apaixonar pelos personagens e historia, as ilustrações são incríveis, somos pegos de um jeito que ficamos encantados, até que desejamos ter tudo com as ilustrações presente no livro. Inclusive, Dona Darkside, nos presenteie com um walppapper, é tudo que um leitor feliz e bem representado merece!

Reviravolta

Quando você pensar que já sabe o plot e todo final, aguarde mais um pouco, pois o seu pensamento pode estar bem enganado, assim como vi que o meu estava bastante. Somos pegos de surpresa, que damos saltos de felicidade com o final tão perfeito, que faz com que a composição do livro só se torne mais incrível.

Amostra

Ao final de tudo, nós mergulhamos no mundo da criação onde nos é mostrado como foi a construção inicial do trabalho e do trabalho, é nos apresentado todo o esboço do que é hoje o perfeito e incrível lançamento “O príncipe e a costureira”.

Atenção: leitura altamente apaixonante!


Uma das melhores leitura do ano, sem dúvidas, minha vontade é realmente que todos possam ter acesso a esse livro, que todos possam conhecer essa história, quero que entre no currículo escolar das nossas crianças, é uma história super necessária e perfeita.



 


Sinopse: Em 1963, no Alabama, talvez o estado com maior segregação racial nos Estados Unidos, uma campanha lançada por Martin Luther King demonstrou ao mundo o poder da ação não-violenta. Neste livro, lançado em 1964, o vencedor do Prêmio Nobel da Paz narra esses eventos, traçando a história da luta pelos Direitos Civis nos últimos três séculos mas olhando para o futuro, avaliando o trabalho que precisava ser feito para a igualdade de direitos e oportunidades aos negros e a seus descendentes. Trata-se de uma análise eloquente dos fatos e pressões que impulsionaram o movimento dos Direitos Civis até as marchas públicas que tomaram as ruas naquela época e inspiram as de nosso tempo.
Autor(a): Martin Luther King | Editora: Faro Editorial| Páginas: 174| Ano: 2020

Martin Luther King é uma grande imagem para as pessoas que lutam pelos direitos igualitários, quando se trata de raça. Muitos o utilizam de referência e utilizam suas falas, seus discursos e não é por acaso que uma de suas frases é bem famosa e utilizada: ‘I have a dream’.

Nesse livro, podemos acompanhar cada passo dado para os mesmos direitos que ainda estamos lutando nos tempos atuais, claro que não podemos equiparar os tratamentos atuais com os antigos. Mesmo assim, precisamos lutar e fazer com que nossas vozes clamando às autoridades para que nos deem os mesmos direitos e privilégios, que sejamos, pelo menos, tratados, minimamente, como um cidadão.

“Os negros são humanos, não super-humanos. Como todas as pessoas, eles têm personalidades diferentes, interesses financeiros diversos e aspirações variadas. Há negros que nunca irão lutar pela liberdade. Há negros que buscarão lucrara sozinhos com a luta. Ha até alguns negros que irão cooperar com os seus opressores. Esses fatos não devem afligir ninguém.”

Houveram momentos que tirei de muito aprendizado e não só pessoal, mas aprendizado de discurso, pois se tem uma característica positiva de Martin, além de admirável, são suas melhores palavras na construção de um discurso. O trecho acima, consegui aprender algumas questões, posso dividir uma delas com vocês.

Quando King fala que possuímos personalidades diferentes, não quer dizer que somos gado. Mas você pode estra se perguntando o porquê de eu estar falando isso, porém o que mais acontece atualmente são as pessoas acharem que todos os negros pensam, agem e comem da mesma maneira, sendo que cada um possui sua personalidade e característica própria e, o mais importante, a própria construção de senso crítico! Ou seja, poderia ficar falando de milhares de ensinamentos a mais que esse livro me proporcionou, foi uma leitura incrível, ainda pretendo relê-lo para um estudo melhor, fazer anotações etc.

O que me entristeceu na hora da leitura foi a questão da tradução, não to dizendo que ela é ruim, nada disso viu, Sarah Pereira? Sei que você se empenhou tanto e fez um belíssimo trabalho, está impecável, mas queria que construíssem uma tradução mais acessível, que contemplasse mais pessoas que necessitam da leitura desse livro, pois a linguagem dele, pra muitos, pode ser mais rebuscada, ou, como dizem, ‘acadêmica’.

Por que não podemos esperar é um livro que deve ser lido por muitos, para que ensinamentos como os de Martin Luther King sejam repassados e que seus discursos, feitos em 1953 comecem a surtir algum efeito neste século XXI, pois são palavras atuais e necessárias.

“Um movimento social que só move as pessoas é apenas uma revolta. Um movimento que muda tanto as pessoas como as instituições é uma revolução.”



Sinopse: Dannie Kohan sabe exatamente o futuro que deseja e o que deve fazer para conquistá-lo. Depois de arrasar na entrevista para seu emprego dos sonhos em um dos maiores escritórios de advocacia de Nova York e de ser pedida em casamento pelo namorado, ela vai dormir com a certeza de que está no caminho certo para realizar todos os seus planos.
Autor(a): Rebecca Serle | Editora: Paralela| Páginas: 293 | Ano: 2020

Quando Dannie acorda, entretanto, ela está em um apartamento diferente, com outro anel de noivado no dedo e um homem que nunca viu antes ao seu lado. A televisão mostra que é a mesma noite — 15 de dezembro –, mas cinco anos no futuro. Seria esse o inverso da costumeira ‘pergunta de tio’, “Onde você se vê daqui a cinco anos?”, onde absolutamente toda família tem de fazer, sempre quando há a oportunidade. Só que, nessa questão, Kohan não estava ansiosa pra saber, nem havia se perguntado.

Arrisco dizer que a principal não gostaria de ter visto, pelo simples fato de se ver realizada com seu noivo e tendo planejamentos futuros com o mesmo. Ela fica totalmente abalada e sem entender o que houve, ela decide acreditar que foi apenas um sonho, por mais reaista que tenha sido bem realista.

"A proximidade dela é uma bênção para mim; e o meu silêncio, uma bênção para ela. Eu torno sua vida mais tranquila e estável. Ela torna a minha vida luminosa e exótica. Parece justo. Uma boa troca."

Assim que peguei a sinopse desse livro, tinha terminado de ler um que havia desgraçado com minha mente, então precisava de algo leve, divertido e que me fizesse viajar a um mundo diferente, a qual eu não estava tão acostumado. Por mais que eu seja apaixonada por romances, esses clichês leio pouco e não tenho muito costume!

Bati os olhos e sabia que necessitava realizar essa leitura, então solicitei o livro e não pensei duas vezes. Digo sem medo que foi um livro que me ajudou demais a relaxar e a dar boas risadas com Dannie e Bella, sua melhor amiga, que nos apresentou uma cumplicidade pura e linda. Ou seja, o objetivo do livro foi alcançado demais! Por mais que tenhamos presente algumas características de outros clichês, é uma história gostosa.

Ao ler a relação das duas, fiquei pensando, constantemente, em algumas relações que tenho e uma delas, que é super importante pra mim, então, ao ler essa história, você é convidado também a pensar e refletir acerca de amizade e decisões da vida, mesmo que tão raso e sendo apresentado exemplos que não se encaixem totalmente com sua vida, esse livro faz com que você comece a ver algumas coisas com outros olhos.

“Daqui a Cinco Anos” é o típico romance que você já sabe o final, porém fica curioso pra saber como a autora vai resolver tudo, de qual forma, então fica preso até o final e não consegue parar.

 

Sinopse: Criada nos arredores de Los Angeles por sua mãe hippie, Galaxy “Alex” Stern abandonou a escola cedo e se envolveu no perigoso submundo das drogas, entre namorados traficantes e empregos fracassados. Além de tudo isso, aos vinte anos, ela é a única sobrevivente de um massacre terrível, para o qual a polícia ainda não encontrou qualquer explicação. Alguns podem dizer que Alex jogou sua vida fora. No entanto, a garota acaba recebendo uma proposta inusitada: frequentar Yale, uma das universidades de maior prestígio do mundo... e com uma bolsa integral. Alex é a caloura mais improvável de uma instituição como essa. Por que logo ela? Ainda em busca de respostas, Alex chega a New Haven encarregada por seus misteriosos benfeitores de monitorar as atividades das sociedades secretas de Yale. Suas oito tumbas sem janelas são os locais mais frequentados pelos ricos e poderosos, desde políticos de alto escalão até os maiores magnatas de Wall Street. Alex descobrirá que as suas atividades ocultas nesses lugares são mais sinistras e extraordinárias do que qualquer imaginação paranoica poderia imaginar. Eles mexem com magia negra. Eles ressuscitam os mortos. E, às vezes, eles atormentam os vivos.

Autor(a): Leigh Bardugo | Editora: Minotauro (Planeta de Livros) | Páginas: 432 | Ano: 2020

        Alex é uma jovem com um passado conturbado e marcado por dolorosas perdas, companhias desagradáveis e visões assustadoras. No auge de sua dor, no dia em que acreditou que seu fim estava próximo, uma segunda chance surgiu, lhe dando a opção de se redimir e reescrever sua história.

    Este não é um conto de fadas, logo a solução para os problemas de Alex não seria simples, tão pouco fácil. Ao ser convidada a ingressar na universidade de Yale a protagonista se viu imersa em um mundo onde a magia era algo comum, aceitável, mas ao mesmo tempo secreto.

"Ela viu os mortos, ele pensou. Ela testemunhou horrores. Mas nunca viu magia."

    Oito casas do véu compõem o lado oculto da universidade e Alex possui uma capacidade única e invejada por alguns, desde pequena ela tem a capacidade de ver pessoas mortas e esta sua peculiaridade é desejada pela nona casa, Lethe, que busca fiscalizar e controlar a magia que emana dos rituais. É importante estar atento aos detalhes, um mero tropeço pode fazer com que algo terrível aconteça.

    Admito que fiquei surpreendida com a evolução da protagonista e como sua história se encaixava perfeitamente, seu passado, presente e futuro possuindo uma conexão que satisfaz o leitor, deixando no ar aquela sensação de "agora tudo faz sentido".

"Uma mentira não é uma mentira até que alguém acredite nela. Não importa o quão encantador você é se não houver ninguém para encantar."

    Em meio a muitas perdas, perseguição, assassinato e uso de drogas, Alex não hesitará em mostrar que mudou. Aquela jovem confusa, desajeitada e que se sentia inútil dá espaço para uma mulher determinada, corajosa e teimosa.

    Quando o grande Stephen King faz um comentário positivo sobre um livro, eu, uma apaixonada por suas histórias, já começo a criar expectativas. Nona casa entrou para esta seleta lista de livros elogiados pelo mestre, então é claro que a ansiedade me dominou.

    Tem vezes que a empolgação atrapalha, mas não foi o caso com esta leitura. Preciso dizer que o envolvimento com a narrativa se manteve em constante ascensão, culminando em uma conclusão capaz de surpreender até o mais experiente leitor do gênero.

    Os leitores que estão habituados com histórias sobrenaturais dificilmente se sentirão incomodados com os trechos relacionados à morte, ou com as breves descrições de situações onde há a forte presença de sangue. Ao meu ver a autora conseguiu dosar bem as descrições de momentos mais pesados, sendo assim não senti qualquer tipo de incômodo. Para quem carrega o King no coração, um sangue jorrando não é nada. (risos)

    Talvez leitores mais sensíveis precisem ir com calma, só por precaução mesmo, pois esta é uma história onde não é só a magia que ceifa vidas, a ganância e o desejo também são capazes de matar.

    Li comentários onde diziam que a leitura tinha sido meio confusa, mas eu não senti qualquer tipo de problema com a narrativa, comigo fluiu muito bem. É possível que no início dê uma certa confusão com os nomes das casas e o que elas fazem, mas com um pouquinho de atenção e disposição tudo se ajeita. Caso você seja do time que ficou com nó na cabeça, sugiro dar uma virada de página e ir lá pro final, mas final mesmo, pois nas últimas folhas tem um breve resumo de quem é quem.

    Falando em final, a conclusão me pareceu interessante, além do que eu esperava. As investigações de assassinatos transcorrem de forma a não facilitar na hora do leitor coletar as pistas e desvendar o mistério antes da hora, mas preciso dizer que nem tudo se resolve neste livro e isso só serviu para me deixar ainda mais ansiosa pela continuação.





Sinopse: Emma Blair casou com seu namorado do colegial, Jesse, quando tinha vinte anos. Juntos, eles construíram uma vida diferente das expectativas de seus pais e das pessoas de sua cidade natal, Massachusetts. Sem perder nenhuma oportunidade de viver novas aventuras, eles viajam o mundo todo, curtindo a vida ao máximo.

Autor(a): Taylor Jenkins Reid | Editora: Paralela| Páginas: 411| Ano: 2020

Nesse livro, o tão fatídico “e viveram felizes para sempre” passou longe, uma tragédia separa os dois, no dia em que completam um ano de casados. O helicóptero onde Jesse sobrevoava o Pacífico desaparece e, simplesmente, o amor da vida de Emma se vai para sempre.

Não me estenderei mais contando e tentando deixá-los por dentro do enredo, por achar que, essa sinopse deveria ser limitada e parte dela poderia sair da orelha do livro, pois, quando se passa disso, acho que excedem muitas informações que o leitor não deveria saber antes de realizar a leitura. Por mais que, segundo Aristóteles, tenhamos conhecimento acerca de um spoiler, nosso corpo tende a se comportar de uma forma perante a notícia, tende a ter a experiência própria. Quando se é pego de surpresa, a reação é totalmente diferente.

Antes de iniciar todo e qualquer livro, dou uma conferida na sinopse, para que eu saiba do que se tratará a história e se, realmente, estou interessado e no momento correto para realizar a leitura, para que não haja uma falta de interesse na metade do processo e, também, para garantir que seja uma experiência gostosa, por estar realizando um hobby.

Com este livro foi diferente, busquei não saber ABSOLUTAMENTE nada antes da leitura, pelo simples fato de seguir uma produtora de conteúdo, assim como nós, que resenhou e disse um pouquinho deste livro. Ao apresentá-lo, a mesma não falou nada acerca do livro a não ser a opinião própria, pois achava que na sinopse há um grande spoiler. Então, só por isso, não sabia nem do que se tratava o livro, apenas de amores — o que é óbvio!

Uma história onde opiniões foram bem divididas e muitos questionamentos se levantaram a partir da análise de todo conjunto da história. A fatídica pergunta foi se as personagens agiram corretamente durante todo ato em todo decorrer do livro.

Esse foi um livro que me fez pensar e repensar muito, seja em todo enredo que Jenkins quis promover e, até mesmo, na nota em que daria para ele, pois foi todo um conjunto da mente fervilhar com pensamentos e reflexões nos problemas que a protagonista nos traz. A autora nos dá um tapa sem mão, perante todo ocorrido.

As coisas com as quais o livro se encaminha, ele serve para lhe dá uma lição de moral, que você deve levar para a vida o que lhe servir e for proveitoso. Amore(s) Verdadeiro(s) é o típico livro que você fica rezando e perturbando a editora para que haja uma adaptação. Dito isso, recomendo muito essa leitura ainda este ano!





Sinopse: Dentro dos muros de uma escola de elite as expectativas são altas, e as regras, rígidas. Na floresta, além do campus bem cuidado, há uma pensão abandonada que é utilizada pelos alunos como ponto de encontro noturno. Para quem entra, existe apenas uma regra: não deixe sua vela apagar ― a menos que você queira encontrar o Homem do Espelho... Há um ano, dois estudantes foram mortos em um massacre terrível. Desde então, o caso se tornou o foco do podcast “A casa dos suicídios”. Embora um professor tenha sido condenado pelos assassinatos, muitos mistérios e perguntas permanecem. O mais urgente é: por que tantos alunos que sobreviveram àquela noite macabra voltaram ao lugar para se matar? Rory Moore, especialista em casos arquivados, e seu parceiro, Lane Philips, começam a investigar a noite dos assassinatos, em busca de pistas que possam ter escapado da escola e da polícia. Porém, quanto mais descobrem sobre os alunos e aquele jogo perigoso que deu errado, eles se convencem de que algo fora do normal ainda está acontecendo. O jogo não acabou. Ele prospera... em segredo, em silêncio. E, para seus jogadores, pode não haver uma maneira de vencer ou de sobreviver.


Autor(a): Charlie Donlea | Editora: Faro | Páginas: 352 | Ano: 2020


    Anualmente os alunos da Escola Preparatória de Westmont passam por um ritual de iniciação, todos os terceiranistas que desejam fazer parte do grupo secreto devem passar por alguns desafios, que variam desde pregar peças em algum professor até se reunir em uma casa abandonada e invocar o homem do espelho.

    Uma brincadeira boba e que mexe com a imaginação dos jovens mais influenciáveis pode acabar de uma forma trágica. Caso você não seja o tipo de leitor que se interessa por assuntos sobrenaturais pode ficar tranquilo, os acontecimentos que envolvem os mistérios por trás desta escola são bem reais e humanos.


"As regras da iniciação foram criadas para para separá-los e forçá-los a entrar na floresta sozinhos para procurar as suas chaves, cada um correndo para ser o primeiro a chegar ao destino."


    Algo sai do controle e dois adolescentes são mortos, a polícia investiga o caso e acredita que um dos professores pode ter sido responsável, afinal Gorman fora escolhido como vítima das brincadeiras de mal gosto para iniciação daquele ano. Várias peças da trama apontam para sua culpa, mas seria assim tão fácil solucionar o mistério?

    Um podcast de sucesso e um blog nem tão famoso, acabam trazendo à tona dúvidas sobre o que teria acontecido naquela noite. Abrindo espaço para que os sobreviventes fossem questionados e fazendo com que uma sequência de suicídio tomasse conta da escola. O que seria tão terrível ao ponto de induzir os sobreviventes a tirarem sua vida ao invés de revelar o que teria acontecido naquela casa abandonada?


"Naquele momento, mais do que nunca, eles tinham que ficar juntos. Tinham que manter a boca fechada. Só por mais um ano. Só até se formarem na Westmont e irem para a faculdade. Então, as coisas melhorariam. As imagens daquela noite desapareceriam. As suas consciências iriam se curar. Eles iriam esquecer. O segredo deles seria preservado, e tudo voltaria ao normal."


    São muitas perguntas e poucas respostas, muitas mortes sem solução, uma localização 13:3:5, um diário comprometedor e peças que não se encaixam. 

    Quem já leu "Uma mulher na escuridão" também escrito por Donlea terá a oportunidade de rever personagens importantes neste novo livro. Lane e Rory estão de volta e aos poucos auxiliarão a equipe local na busca por respostas, mas não se preocupe, caso este seja seu primeiro contato com a escrita do autor pode ler sem medo, perderá apenas alguns momentos de empolgação causado por recordações do livro anterior, porém não terá dificuldades para compreender a história de "Nunca saia sozinho".

    A narrativa se mostra intensa, ora prendendo o leitor sob os relatos sombrios contidos num diário cujo dono não é rapidamente nomeado, ora caminhando junto com os investigadores atrás das provas necessárias para concluir a investigação.

    Um trem e algumas moedas achatadas podem dizer mais sobre o ocorrido do que o depoimento de determinadas testemunhas. Policiais podem não ser tão espertos, crimes antigos aparentemente solucionados podem ser úteis e a determinação de Rory contaminará os demais envolvidos.

    Junte as peças, recolha as moedas, leia o diário e apure seus sentidos. Observe com cautela os alunos e não se deixe levar pelas aparências da equipe da escola.