Sinopse: Recém-divorciado e no meio de um bloqueio criativo, Peter Harper decide tirar férias na bela e isolada Tremore Beach, na Irlanda. Tudo parecia correr bem, mas, depois de ser atingido por um raio durante uma tempestade, ele começa a ter terríveis dores de cabeça e sonhos cada vez mais estranhos. Conforme a linha que separa sonho e realidade fica cada vez mais difusa, Peter percebe que talvez seus sonhos sejam um aviso do horror que está por vir... Envolvente e eletrizante, A última noite em Tremore Beach é um thriller arrebatador, perfeito para fãs do gênero.
Autor(a): Mikel Santiago | Editora: Suma de Letras | Páginas: 272 | Ano de lançamento: 2017

Peter Harper vai em busca de paz quando escolhe passar um tempo em isolado. Ele quer esquecer da ex esposa e voltar a compor suas canções. Mas depois de não seguir sua intuição ele é atingido por um raio e passa a ter visões macabras do futuro.
Então aconteceu. Algo que eu viria a lembrar tantas vezes no futuro, uma voz disse:
"Não saia de casa."
Era como uma voz sem rosto. Como um fantasma escondido nos meus ouvidos. Um sussurro que podia ter sido o vento. Ouvi em algum lugar dentro de mim: "Não abra esta porta. Essa noite não..."
Essa situação poderia ser facilmente explicada porque Harper está passando por uma separação complicada, sente a falta dos filhos e ainda por cima está em um bloqueio criativo e não consegue compor nada de novo. Mas o universo de A Última Noite em Tremore Beach vai muito além das explicações óbvias.

Mas nem tudo para Harper em Tremore Beach é ruim. Ao mesmo tempo que ele sofre com as visões bizarras e com as fortes dores de cabeça ele cria laços de amizade com seus vizinhos, Marie e Leo, e encontra em Judie uma companheira compreensiva.



Abordando uma questão interessante e controversa como a premonição, ainda que de forma distante, a história gira em torno desse dom e como a maioria das pessoas encaram esse fenômeno de uma forma racional e cética. O autor também consegue mostrar bem a dualidade de sentimentos e ações de quem é intuitivo diante a realidade. 

A narrativa tem seus altos e baixos. O inicio é extramente interessante e promissor, mas o desenvolvimento é lento e pode desestimular a leitura porque o foco central da história fica para os dramas pessoais do protagonista, deixando um pouco de lado a questão da intuição.
Por fim o desfecho faz valer a pena acompanhar a história que nos deixa como lição seguirmos nossa intuição.
Enjoy! See you soon!





Sinopse: A peculiar cidade de Manchado-pelo-Mar é palco de muitos eventos estranhos e é lá que o jovem Lemony Snicket - famoso solucionador de mistérios - tenta resolver seu primeiro grande caso, relatado em detalhes na série Só Perguntas Erradas.Mas os mistérios se sucedem, e o detetive mirim agora terá de descobrir por que quadros caem sozinhos das paredes, quem roubaria um tritão amarantino, como é possível que um fantasma passeie pelo cais à meia-noite e quem faz parte da famigerada Gangue do Tijolão, entre vários outros enigmas. Lemony Snicket precisará juntar pistas e interrogar testemunhas para desvendar cada caso.
Autor(a): Lemony Snicket | Editora: Seguinte | Páginas: 248 | Ano de lançamento: 2014


Este é o livro 2,5 da série Só perguntas erradas.

Manchado-pelo-mar continua sendo uma cidade pequena e repleta de mistérios. A população aos poucos está indo embora e deixando perguntas sem respostas para trás.

Lemony continua seu treinamento como aprendiz na organização secreta, mas não é qualquer organização, é uma tão secreta que nem se pode falar que ela é secreta. Esse toque juvenil dado à obra torna a leitura mais leve, descontraída e divertida, o que parece óbvio aos olhos de um jovem, como Lemony, é de difícil compreensão para sua tutora, adulta e que se apega a detalhes desnecessários apenas por imaginar que tudo é mais complicado do que realmente é.

A capacidade que o autor tem de mostrar através de poucas páginas que a inocência das crianças/adolescentes não os tornam menos inteligentes, é magnífica. A todo instante me vi rindo com o protagonista jovem que se usava de sua imaginação descomplicada para solucionar os problemas encontrados pelo caminho.


Neste livro o leitor encontrará treze situações distintas vividas pelo personagem durante sua passagem pela cidadezinha. Cada uma com um mistério facilmente solucionado pelo mesmo, mas não se engane, essa facilidade não torna a leitura sem graça, pelo contrário, a forma como ele capta onde está o erro nas histórias contadas pelas pessoas é empolgante. 

Uma leitura rápida, simples, divertida e descomplicada. Ótima para os que buscam uma opção mais leve, mas nem por isso boba. Aos jovens leitores recomendo os livros deste autor, pois sua escrita é envolvente e clara. Caso você não tenha lido os livros anteriores, pode ler este tranquilamente, porém se tiver interesse em conhecer cada personagem citado no decorrer dos casos seria bom ler os primeiros livros da série.


Resenhas publicadas da série Só perguntas erradas:


Sinopse: Ainda na cidade de Manchado-pelo-mar, o jovem aprendiz Lemony Snicket terá mais um caso para resolver junto com sua tutora, S. Theodora Markson. Desta vez eles foram contratados pelos Knight para encontrar Cleo, a filha desaparecida do casal. A primeira hipótese é a de que ela teria fugido com o circo - mas, ao contrário do que Theodora pensa, não se trata de uma resposta inteligente e adequada para esse mistério, já que Cleo era uma química brilhante (e não uma artista) e com certeza teria deixado um bilhete.
Será que ela havia sido sequestrada? As versões das duas principais testemunhas que viram Cleo no dia de seu desaparecimento são divergentes. Ela foi vista pela última vez no mercado Comidas Incompletas ou no restaurante Faminto’s? E foi embora de táxi ou em seu carro novinho em folha?
Autor(a): Lemony Snicket | Editora: Seguinte | Páginas: 268 | Ano de publicação: 2013


Este é o segundo livro da série Só perguntas erradas.

Novamente a cidadezinha de Manchado-pelo-mar é marcada por um mistério, desta vez não há roubo de estatueta, mas sim o desaparecimento de uma química muito inteligente e promissora, Cleo simplesmente desapareceu sem deixar rastros.

S. Theodora Markson e seu aprendiz, Lemony Snicket, são convocados a descobrir o que aconteceu, porém perguntas erradas continuam sendo feitas, especialmente pela tutora, uma mulher adulta e que acredita sempre saber muito mais do que seu aprendiz, fazendo-o se calar sempre que tem alguma ideia ou opinião diferente sobre o caso.

Ao visitar a casa de Cleo, os dois conhecem os pais da jovem. Ambos são um pouco estranhos, confusos e dispersos, mas o boticário responsável por administrar a medicação da família alega normalidade, afinal, eles perderam sua filha. 

Com um olhar mais amplo, Lemony entende que essa história está mal contada e de que faltam peças para completar o dia do desaparecimento da jovem química. O que teria realmente acontecido? Uns dizem que Cleo saiu sem deixar bilhete, outros podem acreditar que ela deixou sim um recado, porém com uma tinta invisível. E como ela foi embora? Há quem acredite que ela pegou um táxi e foi embora para o circo, mas isso seria estranho, já que ela é uma das únicas proprietárias de um carro muito caro que está estacionado no caminho.


O jovem aprendiz não se deixará levar por aparências superficiais, tão pouco se convencerá com explicações incompletas. Seu olhar apurado e descomplicado continuam dando um toque de agilidade à história, a forma como ele se coloca diante dos mistérios me deixam animada. Até mesmo o óbvio pode passar despercebido aos olhares de quem simplifica demais, como é o caso da tutora de Lemony, que insiste em determinar uma verdade singela sobre os fatos. 

Aquele Lemony a quem fomos apresentados no primeiro livro, se mostra ainda mais esperto nesta sequência. Essa evolução investigativa do personagem me deixou empolgada e ansiosa para vê-lo solucionando outros mistérios e descobrir até onde vai sua capacidade de encontrar as perguntas certas.

Então caso você deseje uma leitura descontraída, com personagens bem construídos e convincentes, leia esta série de Lemony Snicket. 









Sinopse: Clássico romance distópico do autor britânico George Orwell. Terminado de escrever no ano de 1948 e publicado em 8 de Junho de 1949, retrata o cotidiano de um regime político totalitário de modelo comunista. No livro, Orwell mostra como uma sociedade oligárquica é capaz de reprimir qualquer um que se opuser a ela.

Autor(a): George Orwell | Editora: Companhia das Letras | Páginas: 414 | Ano de lançamento: 2009


Sem qualquer tipo de questionamento, a população de Oceânia se vê presa em uma situação onde toda sua vida é controlada, desde a quantidade de comida que terão direito até com quem poderão casar. Não há qualquer tipo de permissão para relacionamentos amorosos ou sexuais casuais, o intuito é reunir pessoas para procriar, caso esteja pretendendo casar por atração física ou emocional, fuja desta sociedade.
O único propósito reconhecido do casamento era gerar filhos para servir ao Partido.
Esta é a realidade em que Winston, um homem de aproximadamente quarenta ano, está acostumado a viver. Porém aos poucos ele sente que algo não está certo, não sabe muito bem o que é, mas passa a nutrir sentimentos estranhos e alheios aos que foi "treinado" para sentir. Seria ele uma pessoa desajustada, doente ou apenas estaria vendo o que os demais foram ensinados a não ver?

Sua jornada pela descoberta da verdade não será fácil, afinal, o governo possui mecanismos eficazes de controle, seja observando constantemente ou apenas fazendo com que acreditem em uma verdade criada para iludi-los sobre o que realmente é bom.
Em todos os patamares, diante da porta do elevador, o pôster com o rosto enorme fitava-o da parede. Era uma dessas pinturas realizadas de modo a que os olhos os acompanhem sempre que você se move. O GRANDE IRMÃO ESTÁ DE OLHO EM VOCÊ, dizia o letreiro, embaixo.
Sem dúvida alguma esta é uma grande crítica ao modelo ditatorial de governo, onde todo o poder está centrado em uma pessoa unanimemente temida. O controle e a ordem são fundamentais para manter Oceânia de pé e o Grande Irmão é o responsável por tudo. Uma figura temida, respeitada e admirada, que surge para lembrar os habitantes de que eles nunca estão sozinhos e que existe um bem maior, logo quem não estiver disposto a seguir as normas irá contra o bem de todos.
Guerra é paz
Liberdade é escravidão
Ignorância é força
Estou com uma certa dificuldade para falar desta obra, pois em diversos pontos me vi preso à trama que mesmo tendo sido escrita há tanto tempo ainda se mostra atual, porém não posso negar que neste livro senti um pouco de cansaço durante a leitura, diferente de como ocorreu quando li "A revolução dos bichos", livro do mesmo autor.
Se ele não sofrer, como você pode ter certeza de que obedecerá À sua vontade e não à dele próprio?
Uma narrativa mais densa, sem muita ação e com personagens por vezes entediantes e com pouco carisma. Talvez seja uma leitura que exija mais atenção, cuidado e envolvimento do que consegui ter. Mas é inegável o poder crítico e reflexivo que estas páginas possuem, causando até mesmo aos mais cansado leitor o poder de fazer ligações com a realidade.



Sinopse: Quando Pierrot fica órfão, precisa ir embora de sua casa em Paris para começar uma nova vida com sua tia Beatrix, governanta de um casarão no topo das montanhas alemãs. Mas essa não é uma época qualquer: estamos em 1935, e a Segunda Guerra Mundial se aproxima. E esse não é um casarão qualquer, mas a casa de Adolf Hitler. Logo Pierrot se torna um dos protegidos do Führer e se junta à Juventude Hitlerista. O novo mundo que se abre ao garoto é cada vez mais perigoso, repleto de medo, segredos e traição. E pode ser que Pierrot nunca consiga escapar.
Autor(a): John Boyne | Editora: Seguinte | Páginas: 225 | Ano de lançamento: 2016

Pierrot, filho de alemão com uma francesa, é tão pequeno que as pessoas não acreditam em sua idade. Morando com seus pais em Paris logo cedo foi obrigado a sentir de perto a dor da perda.

Seu pai retornou mudado da guerra. Tudo o que ele viu de terrível no campo de batalha acabou lhe atormentando até o dia de sua morte. Os fantasmas o perseguiam, fazendo com que passasse por momentos de melancolia e surtos nervosos. Agressivo e sem conseguir ver um futuro digno, o pai acaba se jogando na frente de um trem.

No auge de sua inocência, Pierrot segue sua vida sem sequer imaginar o que há de estranho e cruel acontecendo no mundo. Com o sonho de ser motivo de orgulho ao seu falecido pai, o menino ainda pequeno mantém sua amizade bela e sincera com Anshel, seu vizinho judeu.

Porém a vida não foi fácil para o pequeno protagonista, após se recuperar da perda de seu pai, foi a vez de sua mãe ser levada. Agora órfão, Pierrot precisará se despedir de seu grande amigo, ir para um orfanato, torcer para um dia ganhar uma família novamente e ser um menino normal.

Encontrado por sua tia, ele acaba sendo levado para a casa onde ela trabalha, com a condição de se comportar e não incomodar o patrão. Até então o leitor fica com aquela sensação de que finalmente Pierrot terá uma vida feliz e tranquila, porém o autor guardou uma surpresa que poderá mudar toda a trajetória deste menino que ainda está com sua personalidade em construção.
Você pode continuar sendo Pierrot no coração, claro. Mas, no alto da montanha, quando houver outras pessoas por perto e, principalmente, quando o senhor ou a senhora estiverem lá, você será Pieter.
O dono na residência não é nada mais nada menos que o próprio Hitler, que vivia seu momento de ascensão ao poder e distribuindo seus discursos convincentes a todos, incluindo ao nosso jovem personagem que acaba sendo influenciado.

O caminho que Pierrot percorre é conturbado, repleto de altos e baixos, porém mesmo com atitudes e pensamentos um tanto quando desprezíveis, o personagem não perdeu sua ingenuidade e sonhos. Consegui compreender suas motivações, por mais que não concordasse com suas escolhas. Foi fácil entender que não era por pura maldade e sim por acreditar em tudo que ouvia de seu Führer.
O que aconteceu com você, Pierrot? Era um menino tão doce quando chegou. É fácil assim corromper os inocentes?
Uma história emocionante e envolvente, onde o leitor é levado para dentro da casa de Hitler, vê de perto as mudanças que determinadas atitudes podem causar na vida das pessoas e quão influenciável pode ser uma criança em fase de amadurecimento. Mas não fique com uma má impressão deste jovem, permita-se conhecê-lo antes de julgar suas atitudes frias e principalmente permita que ele lhe mostre quem realmente é.

Através de uma narrativa ágil e descomplicada, John Boyne continua me emocionando com seus personagens bem desenvolvidos e convincentes. Com uma história repleta de perdas e situações complicadas, o autor conseguiu explorar o que há de melhor em uma criança, a sua pureza e simplicidade.






Sinopse: Dylan não é como a maior parte dos garotos de quinze anos. Ele é corpulento, tem quase dois metros de altura e tantos pelos no corpo que acabou ganhando o apelido de Fera na escola. Quando ele conhece Jamie, em uma sessão de terapia em grupo para adolescentes, se apaixona quase instantaneamente. Ela é linda, engraçada, inteligente e, ao contrário de todas as pessoas de sua idade, parece não se importar nem um pouco com a aparência dele. O que Dylan não sabe de início, porém, é que Jamie também não é como a maioria das garotas de quinze anos - ela é transgênera, ou seja, se identifica com o gênero feminino, mas foi designada com o sexo masculino ao nascer. Agora Dylan vai ter que decidir entre esconder seus sentimentos por medo do que os outros podem pensar ou enfrentar seus preconceitos e seguir seu coração.
Autor(a): Brie Spangler | Editora: Seguinte | Páginas: 384 | Ano de lançamento: 2017

Dylan é um adolescente muito inteligente, educado e com sonhos para seu futuro, porém nada disso é notado por seus colegas, que focam apenas em sua aparência. O jovem está batendo a marca de dois metros de altura, tem muitos pelos pelo corpo e não é tão belo e atlético quanto os demais, infelizmente a puberdade não foi boa para ele. 
Já é ruim o bastante ter um metro e noventa e três e pelos suficiente no corpo para isolar termicamente uma cidade pequena. E não é só isso, eu também tenho que comprar roupas na seção de minotauros. Uniformes de tamanho padrão não me servem.
Apesar de seu bom coração, as pessoas não são boas com ele. Seu melhor amigo é um dos mais populares na escola, mas a todo instante a impressão que tive era de que esta relação era um tanto quanto tóxica para Dylan. Enquanto o grandão, apelidado de Fera, se sentia importante por ser amigo de JP, por sua vez o popular não perde a oportunidade de ridicularizá-lo. 

Após um "acidente" onde Dylan cai do telhado, sua mãe o leva para terapia, afinal, algo não anda bem com ele. A intenção era apenas machucar o pé, mas acabou com uma perna quebrada.

Logo na primeira sessão ele sente que aquele não é o seu lugar, não vê motivos para estar ali, já que não tem problema algum em sua vida. Está acostumado com tudo e jamais se machucaria de propósito. Porém ele não poderia imaginar que sua vida mudaria completamente após este primeiro encontro.

Lá estava Jamie, uma adolescente tão linda e interessante que despertou em Fera um lado que ele ainda não conhecia. Tão perfeita aos seus olhos, ele jamais imaginaria qual seria seu verdadeiro problema e sua motivação para estar naquele grupo.
Porque a melhor coisa que já segurei foi a sua mão na minha. E depois você nos meus braços.
O que começa como amizade entre eles logo passa para um estágio com sentimentos mais intensos. Um laço entre os dois está criado, o romance começa a pairar no ar, mas Dylan deixou de ouvir um detalhe importante sobre a vida de sua amada, Jamie é transgênera. O relacionamento entre os dois parecia a todo instante algo sincero e puro, beirando a ingenuidade em diversos momentos. Bem ao estilo de primeiro amor, onde todos os fatos são marcados por grandes descobertas.

As oscilações de Dylan sobre o que queria para sua vida e sobre como lidar com a grande descoberta a respeito de Jamie me incomodaram um pouco no início, mas ao pensar melhor sobre a história pude entender que era natural para ele. Apesar de ser visto como diferente durante toda sua vida, ele foi ensinado a fugir do que fosse considerado motivo para piada, afinal, as pessoas são muito más. Sua confusão poderia ser normal a qualquer adolescente que ainda está se conhecendo.
Vai se concentrar no lado bom das coisas? Ou no lado complicado?
Enquanto a Fera não tomava atitudes, Jamie mostrava ser uma jovem muito bem decidida. Disposta a ser feliz, independente do que os outros dissessem, mesmo que isso significasse passar por alguns momentos difíceis em sua trajetória. Fiquei encantada ao encontrar esta personagem tão nova, ingênua e ao mesmo tempo tão forte e madura. 

A constante luta contra o preconceito e bullying estão presentes de forma clara nesta história. Até mesmo quando os personagens não notam, o leitor é capaz de compreender que determinadas atitudes alheias são cruéis e desnecessárias.
Sinto como se estivesse presa nesse mundo onde não sei mais o que é verdade. Quando estou com você, só quero as coisas boas e fico cega demais para ver as ruins.
Extraí desta leitura muito mais do que eu imaginava conseguir, passei por diversos momentos de reflexão e em poucas horas havia chegado ao fim desta história tão bonita e ao mesmo tempo triste. Acredito, de coração, que esta leitura deveria ser obrigatória, pois através de uma história de amor a autora transmite ao leitor como pode ser difícil simplesmente querer ser você mesmo.



Sinopse: Quem são os deuses que regem os caminhos e descaminhos de Amon e Lily, os corajosos heróis da série Deuses do Egito? Por que esses deuses tramam conquistas e vinganças, envolvendo a humanidade em suas maquinações? E por que deixam nos ombros de alguns jovens mortais a responsabilidade pela salvação do mundo?Antes que Lily e Amon se encontrassem, antes mesmo que o caos dominasse o cosmos e os deuses precisassem de três irmãos corajosos para combater o mal, muita coisa já estava em jogo. Em O duelo dos imortais, vamos conhecer a história dos quatro irmãos que assistiam, com seus poderes especiais, o grande Amon-Rá no governo da Terra.
Autor(a): Colleen Houck | Editora: Arqueiro | Páginas: 112 | Ano de lançamento: 2017

Eis mais um livro que faz parte da série Deuses do Egito, mas desta vez não se trata de uma continuação da história da nossa querida Lily e seu amado príncipe múmia Amon.

O duelo dos imortais volta no tempo, digamos que volta bastante, já que nestas páginas o leitor encontrará o início de tudo. Uma época onde Ísis ainda não havia conquistado Osíris e Seth ainda não tinha poderes.
Não há razão para não ir atrás de sonhos. Todo mundo tem o direito de sonhar com algo mais.
Um livro curtinho, com pouco mais de cem páginas, mas que possui uma história tão completa e envolvente que a sensação que tive era de que havia lido algo maior. Mesmo tendo pouca páginas, Colleen conseguiu criar uma trama que se encaixa, envolve e surpreende.

A mitologia egípcia não esconde grandes segredos, então é possível que você já saiba sobre como aconteceu o romance entre Ísis e Osíris, como Seth se tornou um deus vingativo e invejoso e como Néftis acabou participando de tudo. 
Qualquer homem, mortal ou deus, sabe que não há como dar conta de uma esposa. As mulheres dão conta de si mesmas e os homens que são inteligentes saem do caminho. Mas eu não esperaria que um moleque como você soubesse disso.
Não é uma história nova, mas ganha uma nova roupagem nas mãos de Colleen e se encaixa perfeitamente à serie, mostrando como o que aconteceu há séculos entre os deuses foi fundamental para dar origem à trama de Deuses do Egito.

Uma ótima opção para quem vem acompanhando a série, ou até mesmo para alguém que apenas deseja ler algo curto, rápido e envolvente sobre mitologia. Não há necessidade seguir uma sequência, pois mesmo sendo complementar à série, ainda assim este livro se mostra independente.



Sinopse: Lily Young achou que viajar pelo mundo com um príncipe egípcio tinha sido sua maior aventura. Mas a grande jornada de sua vida ainda está para começar. Depois que Amon e Lily se separaram de maneira trágica, ele se transportou para o mundo dos mortos – aquilo que os mortais chamam de inferno. Atormentado pela perda de seu grande e único amor, ele prefere viver em agonia a recorrer à energia vital dela mais uma vez.
Nesta sequência de O Despertar do Príncipe, o lado mais sombrio e secreto da mitologia egípcia é explorado com um romance apaixonante, cenas de tirar o fôlego e reviravoltas assombrosas.
Autor(a): Colleen Houck | Editora: Arqueiro | Páginas: 368 | Ano de lançamento: 2016

Antes de qualquer coisa preciso avisar que este é o segundo livro da série Deuses do Egito, se você ainda não a conhece, então lhe indico a resenha do primeiro livro, é só clicar aqui

Lily teve sua vida transformada desde que conheceu Amon, um príncipe do Egito que ressuscita de tempos em tempos para garantir a segurança da humanidade. O envolvimento dos dois é evidente desde o início do primeiro livro, impossível acompanhar a trajetória deles e não imaginar que um sentimento puro está crescendo. Porém nem tudo são flores, ainda mais pelo fato de ele originalmente ser uma múmia e ela uma jovem rica bem viva.
Suspirando, me debrucei no parapeito e olhei o parque. Eu estava apaixonada por um cara que tinha séculos de idade e que, no momento, mofava num sarcófago decorado com desenhos complexos fabricado por Anúbis em pessoa.
Agora, separados, Lily entende que precisa seguir sua vida da forma mais normal possível. Amon foi embora e provavelmente nunca mais voltará, sua única opção é seguir a vontade de seus pais, ir para a faculdade e deixar seu amado apenas em sua memória.

O que era para ser apenas uma visita à avó, se mostrou como um momento de clareza e descoberta. Os sonhos com Amon se faziam presentes de uma forma tão real que a menina poderia acreditar que estava realmente próxima ao príncipe, podia sentir sua dor, seus medos e acompanhar sua atual trajetória. O que era uma suposição se torna verdade ao receber uma visita inesperada de Anúbis, disposto a revelar que não são apenas sonhos, que Amon corre perigo e que somente Lily poderia salvá-lo.
Às vezes são necessários sacrifícios e precisamos abrir mão da coisa que mais desejamos no mundo para que outros possam viver contentes e felizes.
Você acha que a jovem ia deixar seu grande príncipe morrer? Claro que não, a menina pode ser ingênua às vezes, mas é determinada a defender quem ama, mesmo que isso signifique colocar sua vida em risco ao aceitar passar pelo processo para se tornar uma esfinge.

Mas como salvar um príncipe do Egito, que está morto há séculos e está prestes a ser devorado em outra dimensão por um ser cruel e sanguinário? Rezar não é uma opção válida, ela precisará encontrar os deuses de perto, convencê-los de que é digna e que pode ajudar a salvá-lo.

A presença constante dos deuses nesta sequência me deixou empolgada. Gostei de ver o envolvimento deles, caracterização, personalidade e finalmente poder entender suas motivações para algumas atitudes que impactam na vida de outras pessoas. Amon-Rá sou tua fã!
Os humanos só entendem e apreciam a paz se conhecerem os horrores da guerra.
A mitologia continua forte neste livro, até acredito que foi melhor explorada do que em O despertar do príncipe, o romance está mais forte, porém há um possível triângulo amoroso sendo inserido e confesso que achei totalmente desnecessário. O envolvimento entre Lily e Amon já me bastava, afinal, era tão forte que chegava a ser contagiante com tanta cumplicidade e amor. Colleen, anota minha dica aí, tira essa ideia de triângulo amoroso da sua cabeça, não precisa!

Tirando esse detalhe que comentei acima, vi neste livro uma história completa e envolvente, com uma narrativa ágil e repleta de momentos de ação. Será difícil para o leitor sentir sono ao acompanhar a aventura da mais nova esfinge. Quando digo que esta história é completa me refiro ao fato de ter um início, meio e fim apesar de ser parte de uma série.




Sinopse: “O lugar perfeito para recomeçar”, é o que pensa Jack Torrance ao ser contratado como zelador para o inverno. Hora de deixar para trás o alcoolismo, os acessos de fúria, os repetidos fracassos. Isolado pela neve com a esposa e o filho, tudo o que Jack deseja é um pouco de paz para se dedicar à escrita.Mas, conforme o inverno se aprofunda, o local paradisíaco começa a parecer cada vez mais remoto... e mais sinistro. Forças malignas habitam o Overlook, e tentam se apoderar de Danny Torrance, um garotinho com grandes poderes sobrenaturais.
Autor(a): Stephen King | Editora: Suma| Páginas: 520 | Ano de lançamento: 2017

Jack é um homem que tinha uma vida satisfatória, uma família que o amava e um trabalho estável. O que poderia indicar que tudo seguiria bem acaba se perdendo quando este começa se entregar para a bebida. O vício o fez perder tudo, ou melhor, quase tudo, pois sua família continuou ao seu lado mesmo que fosse muito difícil apoiá-lo.

Tendo em seu histórico a bebida em excesso,  agressão ao filho e a um aluno e consequentemente a perda de seu emprego, Jack se vê em uma situação que não lhe oferece muitas possibilidades. Precisará mostrar a sua mulher e filho que ele pode se reerguer e que não fará mais a "coisa feia".
Você é iluminado, garoto. Mais do que qualquer outro que já conheci na vida. E veja que vou completar sessenta anos janeiro que vem.
Danny é uma criança ímpar, cativante, inteligente, resiliente e possui um dom especial, ele é iluminado. O garotinho é capaz de interpretar sentimentos alheios, consegue ouvir pensamentos de quem está ao seu redor, ver coisas que ainda não aconteceram e viajar dentro de sua mente para o passado. Mas não se engane, todo esse poder não o torna imune à maldade, pelo contrário, ele acaba se tornando alvo. Confesso que eu quis pegar o menino no colo e fugir com ele.


Jack consegue emprego no Hotel Overlook, seu papel é cuidar de sua manutenção até a próxima temporada, para isso ele e sua família devem ficar todo inverno isolados naquele local grandioso, mas afastado da civilização. Esta é a oportunidade que o pai precisava para se sentir útil e reunir sua família. 

Porém o hotel possui um possui um vasto histórico de assassinatos e de fantasmas, mas não qualquer tipo de espírito ao estilo Gasparzinho pedindo ajuda. Overlook quer muitas coisas, incluindo o pequeno Danny, mas não para buscar salvação e sim para aumentar seu poder.

O leitor encontrará nestas páginas uma atmosfera repleta de tensão, onde a todo instante se perguntará se alguém sairá vivo deste hotel. Overlook e seus fantasmas não medirão esforços para atingir seu objetivo, nem que para isso precisem influenciar Jack a matar sua própria família.
No Overlook, tudo tinha uma espécie de vida. Era como se algo tivesse dado corda no prédio inteiro, como uma chave de prata.
Os livros de Stephen King tendem a ter uma narrativa uma pouco mais carregada, repletas de descrições que favorecem na construção dos personagens, mas que às vezes podem deixar a leitura um pouco mais lenta. Em O iluminado esta tendência permanece. Em alguns momentos me sentia cansada, mas logo o autor dava uma levantada na trama inserindo cenas fortes e intensas. 

Preciso comentar sobre esta nova edição publicada recentemente pela Suma. Além do capricho característico da editora, este livro possui um conteúdo extra que é simplesmente incrível. 
Nesta obra o leitor encontrará um "antes do ato" e um "depois do ato", que são ótimos para conhecer a história inicial do Overlook e o que aconteceu depois do período em que a família Torrance esteve por lá. O antes e o depois acrescentaram muito e satisfizeram minha curiosidade.


Sinopse: Com acesso total aos arquivos da Casa de Anne Frank, em Amsterdam, Sid Jacobson e Ernie Colón realizaram esta extraordinária graphic novel. A partir de intensa pesquisa e cuidadosa contextualização histórica, os autores reconstituem a vida de Annelies Marie Frank, do seu nascimento, em junho de 1929, até sua morte precoce, em março de 1945, de tifo, no campo de concentração de Bergen-Belsen. Em julho de 1942, Anne, seu pai, Otto, sua mãe, Edith, e sua irmã mais velha, Margot, passaram a viver em um esconderijo em um prédio de Amsterdam para escapar dos nazistas que ocupavam a Holanda durante a Segunda Guerra Mundial. Lá, escreveu a maior parte do diário que se tornaria, nas décadas seguintes, o mais célebre testemunho dos horrores do holocausto.
Autor(a): Sid Jacobson e Ernie Colón | Editora: Quadrinhos na Cia. | Páginas: 160 | Ano de lançamento: 2017

Quem nunca ouviu falar na jovem Anne Frank que teve seu destino traçado pelo nazismo? Se por acaso você não se recorda desta menina, ou talvez não tenha mesmo ouvido falar em seu nome, esta é a oportunidade de conhecê-la e de se emocionar com sua história.


Anne desenvolveu um sonho, queria ser jornalista e escritora, pegou gosto pelas palavras logo que iniciou seu diário, onde relatava sem grandes pretensões seus pensamentos e cotidiano. O que poderia ser apenas mais uma memória de uma adolescente em fase de descobertas e dúvidas, se mostrou como um grito por socorro de uma menina que foi obrigada a deixar tudo para trás para garantir sua sobrevivência.

Em uma época onde judeus eram perseguidos sem qualquer tipo de compaixão, a protagonista desta história viu de perto a crueldade humana sem que tenha feito nada de errado, nada que sequer pudesse justificar tanto ódio.

Anne realmente existiu e esta história é real. Poderia ser uma trama de ficção, mas é o relato esperançoso de alguém que via um futuro melhor, que ansiava por liberdade e que lutava para se manter viva, um dia de cada vez.

Esta obra ilustrada traz uma riqueza de detalhes encantadora. Toda a história que eu já conhecia ganhou vida novamente através das imagens, as expressões e características dos personagens me impulsionaram a reviver a emoção da primeira vez em que tive contato com a história de Anne.


Diversas passagens nestes quadrinhos transportam o leitor ao período em que os personagens viveram, trazendo contextualização histórica e acontecimentos que explodiam em outras regiões, mas que impactavam na vida da família Frank.

Uma leitura incrível, emocionante e reflexiva. Aos que se empolgam com histórias reais, esta é uma ótima opção. Caso você seja do grupo que ainda não conhecia nossa querida Anne, não se preocupe, esses quadrinhos lhe mostrarão com clareza quem foi nossa menina.