Sinopse: Veronica Clarke nunca foi reprovada num teste e nunca desejou isso. Até agora... Aluna exemplar, aos 17 anos, ela parece ter uma vida perfeita: um namorado apaixonado, pais que se orgulham dela e uma vaga na universidade dos seus sonhos. Mas, pela primeira vez, um resultado de positivo não lhe parece algo bom.


Autor(a): Jenni Hendriks e Ted Caplan | Editora: Faro Editorial| Páginas: 254 | Ano: 2020

Sendo uma menina estimada, Veronica tem uma vida perfeita e invejável, tendo um grupo de três amigas, que sonham em ter a boa fama da menina, porém, após um teste cujo desejo foi que não desse positivo, Veronica descobre uma gravidez, fica totalmente abalada e não sabe o que fazer ao se deparar com o resultado.

Após tentar se conformar e ter de encarar, como no dito popular: “nada está tão ruim que não possa piorar”, porém piora. Veronica deixa seu teste cair para fora da cabine do banheiro da escola, mas não esperava que alguém pudesse entrar neste exato momento e se deparasse com o objeto no chão e essa pessoa não era ninguém menos que Bailey Butler, sua ex melhor amiga há anos.

Por ser a Garota Exemplar, Clarke não gostaria de enfrentar julgamentos, ainda mais por questões familiares, então decide realizar um aborto. Não tendo com quem contar, ela implora para que sua ex melhor amiga a acompanhe, pois ela é a única que restou que poderia se compadecer com a situação. Já tendo toda rota, metas e tudo que fosse necessário, só faltavam colocar o pé na estrada.

A construção do livro foi boa e agradável, mas algumas coisas acabam ficando repetitivas, quem é ansioso e adora saber as coisas rápido, entenderá. Acabamos ficando um pouco cansado das trapalhadas existentes, por mais que sejam engraçadas, algumas loucuras não tem muita explicação. Mesmo assim, a construção dos personagens é ótima e não fica nenhuma ponta solta.

Achei o final do livro um pouco fraco, os autores poderiam ter investido num final melhor, pois o rumo da história não era levado para como tudo foi resolvido, então achei até um pouco forçado, poderia ter tido uma outra construção, pois não tem um ar de fim. Podemos dizer que a história poderia ter sido continuada para que outro final fosse construído.

Por mais que a proposta do livro seja cômica, as ações construídas nos faz pensar acerca de questões enfrentadas pela protagonista, sendo a principal delas o direito das mulheres perante o próprio corpo, porém há abordagens também em outros assuntos, como sexualidade, religião e relacionamento abusivo. Mesmo tendo uma trama leve, a trama nos leva a pensamentos sérios e que ainda precisamos muito conversar.

Desgrávida” é um livro leve, engraçado e típico filme que passará na sessão da tarde, apresentando uma história que nos entusiasma e ficamos sempre ansioso para saber o que acontecerá. 

A edição deste livro está incrível, contando com o título em alto relevo, com acabamento áspero. A contracapa também tem um capricho enorme. 


Sinopse: Em meio a amigos e filhotinhos de seu pet shop, Willa Davis leva uma vida de enorme realização profissional. Mas falta algo: a seção de sua vida “relacionamentos amorosos” anda paralisada. E nada parece estar a caminho para mudar esse destino.Keane também anda desiludido depois de muitos desencontros. Mas após receber a tarefa de cuidar da temperamental gata de sua tia-avó, ele procura uma especialista no assunto, e o destino joga suas cartas. Ele não faz a mínima ideia de quem seja a proprietária da loja de animais, mas Willa sabe exatamente quem ele é… Alguém que no passado já partiu seu coração.

Autor(a): Jill Shalvis | Editora: Faro Editorial | Páginas: 304 | Ano: 2019

Há um tempo tenho tentado sair da minha zona de conforto no que diz respeito aos livros. Quem acompanha o Confraria deve ter percebido que sou do time do suspense e terror, enquanto o Fabio vai mais pro lado do romance. Esta história surgiu na hora certa.


Willa é aquele tipo de mulher que está bem resolvida com alguns detalhes sobre sua vida, mesmo que isso signifique que o lado amoroso não ande lá grande coisa. Seu envolvimento com o trabalho a satisfaz e o fato de estar rodeada por ótimos amigos lhe garante momentos de alegria. 

Seu trabalho no Pet Shop a faz retomar contato com alguém de seu passado, Keane. Apesar de Willa lembrar muito bem deste homem que em algum momento a desprezou, o mocinho que arrasa corações não tem esta recordação tão viva em sua memória.


"- Por que você não quer gostar de mim?

- Quê? - Ela disse, com expressão de espanto.

- Você me ouviu. Tem alguma coisa que eu não sei, alguma coisa muito importante."


Não é tão difícil imaginar como a aproximação entre eles ocorre, nem mesmo sobre a evolução divertida e envolvente que esta trama trará ao leitor ao introduzir amigos interessantes e que se encaixam bem na história. Ouso dizer que encontrei nas páginas deste livro uma boa dose de romance clichê, bem ao estilo daqueles filmes de Sessão da Tarde, gostosinhos de assistir em um dia chuvoso, mas que não deixam aquela grande marca em nossas vidas.


“Keane a fitava intensamente e fixamente com seus olhos negros. Deus, ela adorava isso. Ela se sentia à deriva, correndo risco de perder a noção das coisas, mas ele estava ali. E o simples ato de olhar para Keane a acalmava.”


Apesar de não haver tantos elementos que causem surpresa no leitor, posso dizer que a forma como a narrativa foi construída vale a leitura, pois proporciona momentos de leveza e diversão a quem se permitir conhecer este casal tão diferente e ao mesmo tempo tão igual.

Não vou me aprofundar na história, pois por ter visto nela elementos previsíveis receio em acabar compartilhando spoilers por aqui. Só posso reforçar a ideia de que este livro aquece o coração e coloca um belo sorriso no rosto, ao menos eu consegui me sentir assim ao acompanhar a trajetória não apenas dos mocinhos da história, mas dos personagens ao redor do casal que contribuiram para que eu não me sentisse desconfortável ao sair da minha bolha de leitura.


Sinopse: A universitária Darby Thorne já tinha problemas demais. Sem sinal de celular e com pouca bateria, ela precisava dirigir em meio a uma nevasca para visitar sua mãe que fora internada às pressas e poderia morrer, mas o mau tempo a obriga a fazer uma parada. Num estacionamento no meio do nada, Darby se depara com uma criança presa e amordaçada dentro de uma van. Aterrorizada, ela precisa manter a calma. Mais que descobrir quem é o proprietário do veículo, é fundamental escolher quem, dos quatro desconhecidos no local, pode ser um aliado para ajudar no resgate. O desafio são as consequências: isolados pela neve, qualquer deslize pode ser fatal. É preciso resistir até o amanhecer, mas o perigo aumenta e cada minuto pode ser o último.
Autor(a): Taylor Adams | Editora: Faro Editorial | Páginas: 272 | Ano: 2019

Darby e sua mãe possuem um relacionamento um tanto quanto conturbado, alguns atritos a afastaram por diversas vezes, algo que podemos considerar normal, afinal famílias perfeitas costumam ficar apenas nos comerciais de TV. Em meio aos seus problemas, Darby descobre algo que a abala e lhe faz correr ao encontro de sua mãe, ao menos seu objetivo é este, ir encontrá-la ainda com vida no hospital.

Em meio a uma nevasca a protagonista se vê presa, sem sinal de telefone e sem condições de ir adiante com seu carro. Muito frio, pouca visibilidade e o medo transportam Darby para um refúgio, um local no meio do caminho onde é possível se esquentar e aguardar em segurança.

Outras pessoas estão passando por dificuldades semelhantes à de Darby em relação à tempestade que domina o lado de fora do refúgio, porém uma boa conversa não seria suficiente para resolver seus problemas, ela teria que encontrar meios de fazer contato com sua mãe. 

Ao caminhar em busca de sinal para o telefone a personagem nota algo estranho em um dos carros estacionados próximo ao local onde se encontra. Ao que tudo indica há uma pequena menina presa, sem identificação e sem qualquer sinal de um responsável por perto. De quem seria aquele carro? Algum dos seus companheiros de refúgio poderia ser um criminoso?

Até este momento confesso que senti a narrativa um pouco lenta, dando rodeios e explorando alguns detalhes que não me pareciam tão relevantes, contudo devo admitir que a inserção da criança misteriosa deu um gás à história.

Darby precisa escolher bem o próximo passo, pois não conhece as pessoas que estão no refúgio com ela, tão pouco faz ideia de onde teria vindo aquela menina assustada e presa, mas algo era certo, ela não poderia seguir seu caminho deixando a criança para trás. Há algo muito ruim acontecendo e ela não poderá ignorar isso.

Os capítulos são divididos em forma de hora, assim fica fácil compreender o tempo transcorrido entre os principais fatos, mas não vou mentir, a partir de um determinado momento eu já nem reparava mais no horário, só queria devorar as páginas e conseguir acompanhar o desfecho desta trama.

A protagonista, que inicialmente eu via como uma estudante qualquer, ganhou uma nova identidade ao desafiar seus medos e seguir seus instintos na busca pela verdade. Sua determinação em desvendar o ocorrido e garantir que aquela criança tivesse o menor dando possível diante da situação me fez vê-la como uma mulher forte e intensa.

Esta história é daquelas que a todo instante insere algo novo para movimentar a trama, desde pequenos obstáculos até grandes descobertas. Sobre o final obviamente não posso falar muito, mas ele foi tão intenso e surpreendente quanto o resto da trama.



Sinopse: Uma história de otimismo ambientada no Mississippi em 1962, durante a gestação do movimento dos direitos civis nos EUA.Eugenia Skeeter Phelan acabou de se graduar na faculdade e está ansiosa para tornar-se escritora, mas encontra a resistência da mãe, que quer vê-la casada. Porém, o único emprego que consegue é como colunista de dicas domésticas do jornal local. É assim que ela se aproxima de Aibellen, a empregada de uma de suas amigas. Em contanto com ela, Skeeter começa a se lembrar da negra que a criou e, aconselhada a escrever sobre o que a incomoda, tem uma ideia perigosa: escrever um livro em que empregadas domésticas negras relatam o seu relacionamento com patroas brancas.
Autor(a): Kathryn Stockett | Editora: Betrand Brasil | Páginas: 574 | Ano: 2011

Muito já se leu sobre as damas da sociedade, as princesas dos contos de fadas e as delicadas moças em busca de um par perfeito, mas e sobre as empregadas? Alguém já pensou em escrever um livro contando o outro lado com aquelas personagens que não passam o dia no salão de beleza, nem mesmo estão rodeadas por cuidado? Skeeter, uma jovem privilegiada, recém formada e criada por uma empregada preta, decide dar voz à parcela da sociedade que é silenciada.

"Se alguma mulher branca ler a minha historia, é isso que quero que elas saibam. Dizer obrigada quando é de coração, quando você lembra o que alguém fez por você - ela balança a cabeça e olha para baixo, para a mesa riscada -, é muito bom."

O ano é 1962 e o risco em falar sobre igualdade racial é enorme. Skeeter sabe que está indo por um caminho sem volta, mas ela nunca foi igual as suas amigas. Mesmo tendo sido criada sob os moldes da sociedade da época a jovem tem traços revolucionários. Nada de sonhar com marido, mesmo que se apaixone. Pensar em ficar na casa dos pais até se casar? Nada disso, o plano é ir pra uma cidade movimentada e se tornar uma brilhante escritora, mas como chamar atenção das editoras? Uma boa opção seria escrever um livro contando histórias onde as empregadas relatariam como era trabalhar para famílias brancas tradicionais.


"É sempre mais assustador quando uma pessoa acostumada a gritar fala baixo."


Mas não se engane, o foco não é a carreira promissora da jovem personagem, tão pouco será explorada sua veia revolucionária. Este livro lhe mostrará muito mais, trará para o protagonismo as empregadas e suas histórias tristes, alegres, de sofrimento, de perda e de apego.


Aibellen já trabalhou para muitas famílias, se considera uma ótima babá, então quando ela acredita que as crianças brancas que cria já estão prontas para seguirem sem ela significa que é hora de encontrar outra jovem mãe que não tem muito jeito com criança. 


Criar os filhos dos outros é algo comum entre estas empregadas, suas histórias contam que seus próprios filhos foram deixados de lado devido a necessidade. As crianças brancas tinham toda atenção, enquanto seus filhos aprendiam desde cedo como o mundo os obrigava a ser forte.


"Muitas mulheres de cor precisam dar os filhos, dona Skeetet. Mandar os filhos embora, porque precisam cuidar de uma família branca."

Enquanto Aibe é mais tranquila, apesar de decidida, Minny é mais rebelde, não leva desaforo pra casa e isso a fez ser demitida diversas vezes. Meu amor por esta mulher é sem medidas, sua garra, sua forma de ver a vida e sua evolução neste livro me conquistaram de uma forma que não consigo descrever, mas se você estivesse me vendo neste momento notaria um sorriso em meu rosto enquanto me lembro desta personagem tão marcante, intensa e divertida.


Outras empregadas pretas ganham voz neste livro, algumas um pouco mais tímidas e receosas, outras mais ao estilo furacão que deixam marcas por onde passam.


"Louvenia me conta que seu neto, Robert, foi cegado no início deste ano por um homem branco, porque usou um banheiro de brancos."

Relatos de abuso, violência, perdas e dor são frequentes neste livro, contudo a forma como tudo é conduzido traz uma certa leveza à narrativa. Não digo que a dor destas mulheres é menosprezada, tão pouco que o racismo seja romantizado, nada disso, o livro coloca o dedo na ferida mesmo, mas estas mulheres tão fortes também possuem uma vida fora da casa dos patrões, se encontram na igreja, conversam sobre assuntos diversos e até se sentem motivadas para efetuarem mudanças.








Extra:
O filme Histórias Cruzadas foi baseado na história deste livro. Normalmente adaptações não me parecem dignas da história original, contudo neste caso é diferente. A atuação de Viola Davis e Octavia Spencer, estão ótimas como Aibelleen e Minny.



Viola e Octavia foram indicadas a prêmios importantes como Óscar e Globo de ouro, sendo a segunda premiada em ambos como melhor atriz coadjuvante.




Sinopse: Bem-vindo ao mundo único de Doggerland! Uma nação formada por grande extensão de terras, hoje, a maior parte submersas, das quais restaram apenas três ilhas, localizada em algum lugar entre o Reino Unido e os países nórdicos. É lá que Maria Adolfsson cria o cenário perfeito para uma história arrebatadora.Na manhã seguinte ao grande festival das ilhas de Doggerland, norte da Escandinávia, a detetive Karen Hornby acorda em um quarto de hotel com uma ressaca gigantesca, mas não maior que os arrependimentos da noite anterior. Na mesma manhã, uma mulher foi encontrada morta, quase desfigurada, em outra parte da ilha. As notícias daquele crime abalam a comunidade. Karen é encarregada do caso, algo complexo pelo fato de a vítima ser ex-esposa de seu chefe. O homem com quem Karen acordou no quarto de hotel... Ela era o seu álibi. Mas não podia contar a ninguém. Karen começa a seguir as pistas, que vão desenrolando um novelo de segredos há muito tempo enterrados. Talvez aquele evento tenha origem na década de 1970... Talvez o seu desfecho esteja relacionado a um telefonema estranho, naquela primavera. Ainda assim, Karen não encontra um motivo para o assassinato. Mas, enquanto investiga a história das ilhas, descobre que as camadas de mistérios daquelas terras submersas são mais profundas do que se imagina.
Autor(a): Maria Adolfsson | Editora: Faro Editorial | Páginas: 368 | Ano: 2020

Karen teve uma noite um tanto quanto animada, uma dose a mais de álcool com seus colegas de trabalho culminou em uma manhã que ela preferia esquecer. A investigadora acorda na mesma cama que seu chefe, Jounas Smeed, mas a vergonha e o arrependimento a fazem fugir do quarto antes que ele acorde. Tudo o que ela não precisa é de uma conversa sobre o ocorrido.

Pronta para se recuperar da ressaca da noite anterior, Karen acaba sendo chamada às pressas para ocupar o papel de chefe em uma investigação. Confusa, afinal acabou de deixar seu superior adormecido em uma cama de hotel, acaba descobrindo a causa desta mudança brusca de comando, a vítima é ninguém menos que a ex-esposa de Smeed.

Um assassinato brutal e com poucas pistas a mostra, o processo de descoberta não será tão simples e é possível que Karen precise ir além do que imagina para obter as informações necessárias. 

Conforme as respostas vão aparecendo é possível tentar encaixá-las junto com a investigadora, mas não se engane, pois há muito a ser explorado nas páginas deste livro e o leitor será remetido há outros momentos importantes que antecederam o assassinato. Não se espante caso precise retornar algumas décadas para encontrar todas as peças deste quebra cabeças, as ilhas de Doggerland têm muitos mistérios a serem revelados.

Eis uma história repleta de investigação e que tende a deixar o leitor imerso em busca de respostas junto com a protagonista, contudo considero importante frisar que por alguns momentos a leitura desta obra me pareceu um pouco lenta, explorando detalhes da ambientação e fazendo com que eu me afastasse um pouco da tensão exposta pela trama.

Sou apaixonada pelo gênero policial, mas admito que ando pendendo mais pro lado das histórias ágeis e com menos detalhes da ambientação local, apenas por este motivo acabei não me prendendo tanto a esta trama, mas não se deixe levar pela minha preferência literária, principalmente se você não se importa em passar por momentos de lentidão em troca de informação útil para caracterização.




Sinopse: Verity Crawford é a autora best-seller por trás de uma série de sucesso. Ela está no auge de sua carreira, aclamada pela crítica e pelo público, no entanto, um súbito e terrível acidente acaba interrompendo suas atividades, deixando-a sem condições de concluir a história...

Autor(a): Coleen Hoover | Editora: Galera Record| Páginas: 320 | Ano: 2020

A internet parou e todos aqueles que pertencem ao mundo literário percebeu que só se falava no lançamento de CoHo, seu novo livro está dividindo opiniões e muitos ficam se questionando acerca do que esperar desse novo livro da romancista. Claro que eu não poderia perder esse enredo.

Sendo uma escritora de sucesso, Verity sofre um acidente drástico que a deixa num estado vegetativo, onde a mesma não consegue ter consciência do que acontece no ambiente, sendo incapaz de sentir dor ou ter algum tipo de sofrimento.

Com isso, sua série fica pausada e, por ser uma autora renomada, seus leitores querem sempre ter algo da mesma para ler, então nessa complexa circunstância, uma medida é tomada para que a série não fique inacabada, uma escritora, Lowen Ashleigh, à beira da falência é convidada para que possa terminar os três livros restantes sob um pseudônimo.

"Minha mãe dizia que as casas tem alma. Se isso for verdade, a alma da casa de Verity Crawford é a mais sombria que já vi".

Para que Lowen pudesse ficar à par de tudo o que Verity tinha em mente sobre seus futuros lançamentos e conseguir entregar um trabalho na mesma altura, ela decide passar um tempo na casa da família, onde ficaria boa parte do tempo tentado descobrir possíveis conclusões para as obras, porém Lowen descobre grandes segredos que estão escondidos no caótico escritório, podendo haver grandes revelações.

Com uma premissa bem eletrizante, Verity chama a atenção e aflora a curiosidade de todos, não sendo muito diferente comigo, não consegui aguardar mais nenhum instante para que eu quisesse descobrir quais eram esses segredos obscuros que uma grande escritora tinha tanto a esconder.

Uma das minhas maiores dúvidas era como uma romancista se sairia na escrita de um suspense, porém só há uma coisa que eu poderia falar: ela conseguiu escrever bem e fez jus a seu nome. Como CoHo tem uma experiência com escrita de FanFiction, ela consegue nos eletrizar com sua forma de escrever o enredo, sempre deixando uma deixa nos fins de seus capítulos, fazendo com que queiramos descobrir logo o que vem pela frente.

Por mais que a trama tenha sido bem escrita, encontramos algumas pontas soltas presente, coisas que a autora põe e não explica, características que são totalmente desnecessárias, pude encontrar alguns momentos que me deixaram com bastante interrogações, mas não me impediu de continuar a leitura.

Verity me pegou de jeito e realizei a leitura bem rápido. O final é fechado e tenta responder, ou melhor, complementar algumas das pontas soltas existentes, mas não há um grande sucesso, sendo também um final, pra mim, até certo ponto, previsível. Coleen Hoover faz com que duvidemos de tudo e acabamos gostando bastante de Verity Crawford.

Por mais que o ivro tenha seus pontos negativos, vale ressaltar que não consegui soltá-lo, então vale bastante o passa tempo, que você, na verdade, não o vê passando e, quando se dá conta, já terminou a história e fica de boca aberta.


Sinopse: Lendária estrela de Hollywood, Evelyn Hugo sempre esteve sob os holofotes ― seja estrelando uma produção vencedora do Oscar, protagonizando algum escândalo ou aparecendo com um novo marido… pela sétima vez. Agora, prestes a completar oitenta anos e reclusa em seu apartamento no Upper East Side, a famigerada atriz decide contar a própria história ou sua “verdadeira história”.
Autor(a): Taylor Jenkins Reid | Editora: Paralela (Cia)| Páginas: 360 | Ano: 2019

Boa noite! Na apresentação de hoje daremos enfoque a uma atriz super importante na cinematografia, não estaríamos falando de ninguém menos que Evelyn Hugo, uma mulher que nasceu numa família anônima e com muitos problemas internos, onde a nossa estrela sempre teve vontade de triunfar.

Já com seus 79 anos, Evelyn resolve anunciar um leilão de seus vestidos e todo valor adquirido seria doado para a caridade, mas todos os tabloides começam a propagar a notícia e sonham em conseguir uma entrevista com a estrela, sobretudo o único veículo que recebe um email marcando uma entrevista com a protagonista é o Vivant ― ok, isso não é o mais importante! ― o que importa mesmo é que a musa loira mais linda do mundo quer mesmo falar com uma pessoa específica e o nome dela é Monique Grant.

Assim que Monique é convidada para realizar a entrevista, todos começam a se perguntar os motivos da escolha, visto que ela não era uma jornalista com muita experiência e bem anônima no meio, até mesmo sua chefe fica se perguntando como e porquê não foi a escolhida.

“Evelyn poderia ter escolhido qualquer uma para essa entrevista. Mas em vez disso vai falar com uma novata qualquer da Vivant? Poderia ser quem ela quisesse.”

Como diz o título, muitos ficam se questionando como foram esses sete casamentos de Evelyn Hugo, era de informação pública sua vida amorosa, porém os detalhes nunca eram contados ou revelados a alguém, pelo simples motivo de Evelyn manter em sigilo e jamais relatar sobre seus cônjuges. 

Inicialmente, comecei lendo este livro totalmente despretensioso por nunca ter tido experiência com a autora e nunca ter ouvido falar da mesma, então fiquei um pouco receoso. Sabia apenas, ou melhor, tive a curiosidade de conhecer seu livro anterior lançado também pela Paralela. Fui com aquela pulguinha atrás da orelha.

De início, tive um desconforto pelos diálogos do livro serem realizados ‘entre parênteses’, porém se você é assim como eu e não curte tanto, não se importe com esse detalhe, pois ele não fará diferença alguma na realização da leitura. Sei que muitos se perdem com essa característica, mas aqui é a última coisa que você se importará.

A história se intercala entre presente e passado, fazendo com que você fique totalmente ansioso por cada informação e como tudo irá se desenvolver, como se fosse um amarrado de fofoca, visto que estamos tratando de Celebridade e Mídia, então ligamos uma coisa a outra e nas entrelinhas já nos sentimos assistindo a própria Sônia Abrão.

Os sete maridos de Evelyn Hugo tem uma construção totalmente rica e cativante, fazendo com que o leitor queira conhecer muito mais além do que nos é permitido sobre Evelyn e adote-a como nossa estrela Hollywoodiana sem nem a existência da própria.


Sinopse: De uma das mais importantes vozes do feminismo no Youtube. Quando percebemos e assumimos que o mundo em que vivemos não pratica a igualdade de gênero (além de ser desigual em muitos outros aspectos além deste), começam a surgir um monte de questões! Entender o lugar que ocupamos na nossa sociedade e como a sociedade nos vê é nosso dever para confrontar e “mudar o algoritmo” do mundo! Entender o sistema, quem ele beneficia e como ele repete padrões não pode ser visto (e nem falado) como se fosse algo chato e pedante. 
Autor(a): Maíra Medeiros | Editora: Planeta | Páginas: 176 | Ano: 2020

Maíra Medeiros é meu amorzinho, não nego minha paixão por esta mulher que me diverte e me faz refletir constantemente através de seu canal no Youtube. 

Na minha humilde opinião este livro se mostra como uma extensão de seu canal, ao menos eu me senti tão próxima da autora que admito que sua voz ecoava na minha mente enquanto eu lia suas palavras. A sensação de proximidade com a Maíra é algo indescritível, rompe a barreira entre autor e leitor, criando um laço de amizade.

Sua forma leve e acolhedora de se expressar traz a esta obra uma agilidade interessante. A narrativa não se torna cansativa e enquanto traz informações úteis também deixa claro que a mudança não ocorre do dia para a noite.

"A liberdade da mulher na sociedade é igual bolso de calça feminina. Aparentemente existe e tá lá todo bonitinho, mas quando você vai usar, descobre que é falso."

A sociedade vem passando por mudanças gradativas, nem todas atendem aos nossos anseios e outras nos fazem temer, contudo é evidente que por menor que seja a alteração na forma como nós mesmas nos vemos isso já é capaz de causar um impacto positivo ao nosso redor.


Uma leitura rápida, com trechos onde é possível registrar nossa própria percepção da vida e da sociedade como um todo, nos fazendo olhar ao nosso redor e reconhecer quem somos. 

"Somos cruéis demais, nos cobramos demais e nos permitimos de menos."

Assumir nossa própria história, enquanto mulheres que lutam diariamente para serem reconhecidas por sua inteligência, pelo seu trabalho, ou até mesmo por sua beleza sem que isso faça com que sejamos diminuídas, é importante e necessário. A tal sororidade que tanto se fala deve estar presente nos nossos dias e a autora contruibui para que possamos enxergar esta realidade.


Pode não ser fácil compreender e disseminar a ideia de que "coisa de mulher" não significa algo inferior, tão pouco que realmente exista essa divisão no que é permitido fazer de acordo com o gênero. 

"Não problematizar é vestir a capa de invisibilidade do Harry Potter."

Se você gosta do assunto ou busca uma forma de se aproximar do mesmo sem ser engolida por um turbilhão de informações, sugiro que leia este livro, pois o mesmo apresenta um ótimo embasamento teórico, mas sem ter cara de teoria chata de escola, assim como traz o lado humano e realista da situação ao explorar momentos comuns do nosso cotidiano.




Sinopse: Rhoda, a pequena malvada do título, é uma linda garotinha de 8 anos de idade. Mas quem vê a carinha de anjo, não suspeita do que ela é capaz. Seria ela a responsável pela morte de um coleguinha da escola? A indiferença da menina faz com que sua mãe, Christine, comece a investigar sobre crimes e psicopatas. Aos poucos, Christine consegue desvendar segredos terríveis sobre sua filha, e sobre o seu próprio passado também.
Autor(a): William March | Editora: Darkside Books | Páginas: 272 | Ano: 2016

Rhoda, a protagonista com aparência angelical, com seus vestidinhos tão fofos e suas trancinhas bem feitas, capaz de despertar os melhores sentimentos em que a cerca. 

"Rhoda é uma atriz e tanto. Ela sabe exatamente como ganhar as pessoas quando quer alguma coisa."

Dona de uma personalidade marcante e decidida, a independência da garotinha de apenas 8 anos desperta o interesse dos adultos. Como pode uma menina tão pequena e doce ser tão madura? Não faz birras comuns de outras crianças, não passa o dia brincando de boneca, mas gosta de ler, treinar caligrafia e fazer crochê.

Filha de uma mulher muito bonita, mas um tanto quanto boba, dona de uma inocência que chega a cansar um pouco. Christine se encaixa perfeitamente no perfil de mãe devota ao filho e que tende a ignorar os defeitos da prole, mas admito que foi gratificante vê-la abrir os olhos, mesmo que de forma mais lenta.

Poucas coisas tiram Rhoda do sério e em casos raros alguém a viu fora de sua serenidade, contudo sua determinação em ter o que deseja a faz ir além dos limites, mas até que ponto esta doce criança é capaz de ir para satisfazer suas vontades? 

"Ela era uma fascinante espécie de animalzinho que não aceitava ser domado, que não aceitava se ajustar aos padrões convencionais..."

Manipuladora ao extremo e dotada de uma racionalidade incrível, a jovem protagonista não mede esforços para amolecer o coração de sua mãe e afastar de si qualquer tipo de suspeita negativa, mesmo que para isso precise se mostrar mais afetuosa do que considera necessário.


Mesmo sendo Rhoda a peça central destra trama, gostaria de reforçar a importância que a bela e ingênua Christine traz para esta história. Suas incertezas a colocaram diante de respostas que ela nem cogitava precisar. Em diversos momentos ocultei a existência da pequena e nada doce protagonista e me dediquei a compreender onde a história da sofredora mãe me levaria.


Por se tratar de uma obra que inspirou adaptações e tantas outras histórias envolvendo crianças não tão boazinhas, talvez você não se surpreenda com o final, ao menos na minha opinião o desenrolar da narrativa não tem como caminhar para outra conclusão.


Mesmo diante de um fechamento esperado, confesso que gostei da forma como foi apresentado. Sendo uma história recente ou não, ainda é capaz de prender o leitor e apresentar elementos interessantes para a criação de um suspense que não tira o fôlego, mas que se mostra envolvente e ótimo para ser lido rapidamente.







Sinopse: Com 27 histórias que expandem e redefinem a ficção imaginativa, Seres Mágicos & Histórias Sombrias reúne Joyce Carol Oates, Joe R. Lansdale, Jodi Picoult, Peter Straub, Chuck Palahniuk, Jeffery Deaver, Joe Hill e outros inúmeros autores renomados que toparam o desafio de transcender todo e qualquer limite ao darem vida a seus personagens e histórias de maneira afiada e intensa, cada um à sua maneira.
Autor(a): Neil Gaiman e Al Sarrantonio | Editora: DarkSide | Páginas: 448 | Ano: 2019

Uma antologia sobrenatural organizada por Neil Gaiman e Al Sarrantonio com grandes nomes e grandes contos para aqueles que são apaixonados pela fantástica atmosfera dark, percorrendo diferentes mentes, que vão ficando sempre mais gostosas, nos fazendo querer virar logo a página.



Com a introdução escrita por Neil Gaiman, o autor tem a curiosidade de nos falar sobre uma conversa que teve com Al Sarrantonio, sobre preferências literárias, pondo sempre em questão “o que o faziam terminar uma história”, fazendo essa indagação para que sua construção se rica e as leituras, seja ela de qualquer gênero, se torne prazerosa.

Neil nos deixa apaixonado com suas escritas e sua introdução também é incrível. Tendo uma fala bem assertiva acerca daquilo que somos instigados a finalizar uma história. Sendo isso, sempre constrói em cima de uma interrogação que nós leitores ficamos pensando: “O que vai acontecer depois?”, é essa pergunta que nos permeia durante toda a leitura desta incrível construção.

Tiveram contos que me apaixonei, pois tratavam de assuntos a qual me interesso em debater e são super necessários que todos se mantenham informado para uma possível discussão. Um dos contos, abre espaço para relacionamento abusivo e assédios, fazendo com que fiquemos reflexivos, mostrando a possibilidade de abrir um debate também num gênero que se mostra ou aparenta ser fechado para tais discussões.

Dito isso, Seres mágicos e Histórias sombrias é um livro espetacular, desde seu preparo de edição e acabamento até as histórias que nos são apresentadas, fazendo com que fiquemos presos e sempre querendo mais com histórias eletrizantes.