Sinopse: Por quase três séculos, a Casa Targaryen ocupou o Trono de Ferro e dominou os Sete Reinos. Poderosos, imponentes, os únicos senhores dos dragões em todo o mundo eram amados e temidos na mesma medida. invencíveis.Mas o Trono de Ferro cobra seu preço em sangue, e embora nenhuma outra casa ousasse desafiá-los, ambições e rivalidades internas logo começam a explodir, colocando dragão contra dragão nos céus de Westeros.O que realmente aconteceu durante a Dança dos Dragões? Por que era tão perigoso visitar Valíria depois da Destruição? Quais foram os piores crimes de Maegor, o Cruel? Essas são apenas algumas das perguntas respondidas neste livro imperdível, narrado por um meistre da Cidadela, e com mais de oitenta ilustrações assinadas por Doug Wheatley.Os leitores tiveram vislumbres desta história em contos e novelas sobre o universo dos Sete Reinos, mas agora, pela primeira vez, a tapeçaria completa da mitologia dos Targaryen é revelada. Uma história escrita com fogo e sangue.
Este livro faz parte da saga Crônicas de Gelo e Fogo*

Não contém spoilers dos livros anteriores.

Autor(a): George R. R. Martin | Editora: Suma | Páginas: 598 | Ano: 2019

A casa Targaryen é conhecida e temida por seus dragões. Nem todos os clãs os reconhecem como realmente dignos de ocupar o Trono de Ferro, mas até o mais ingênuo dos homens sabe que é preciso ter cautela.

Este é um livro que proporciona ao leitor uma aproximação muito rica da história desta família dos cabelos claros, suas conquistas regadas por sangue deixaram marcas na história de Westeros e esta é a oportunidade de conhecê-las.

Sugiro que caso você ainda não tenha lido os livros da série a que este livro complementa, o faça ou ao menos assista à adaptação produzida para TV, mesmo que esta não seja tão fiel à história original, pois assim poderá ter uma experiência mais completa. Afinal, conhecer os Targaryen que marcaram gerações poderá significar que você conhecerá outros personagens tão importantes para a história da série e isso lhe tirará algumas surpresas.

Estava um pouco receosa sobre esta leitura, pois vi alguns fãs da saga comentando que a narrativa não poderia ser comparada aos demais livros publicados e encarei isso como algo negativo, porém fui surpreendida com a forma como a história foi contada. 

É preciso lembrar que este livro não se propõe a desenvolver uma história nova ou a criar uma sequência memorável da série, mas sim dar vida a alguns personagens que não são tão explorados nos demais livros e assim se aprofundar na trajetória destes.

Uma família imperfeita, com toques de crueldade, uma boa dose de inteligência e muita determinação. Os Targaryen dificilmente são esquecidos ou ignorados pelos que contam as histórias de Westeros e os motivos serão facilmente compreendidos se você ler Fogo e Sangue.






Sinopse: Não é exagero dizer que André Dahmer está entre os maiores cronistas do país hoje. Com mordacidade, seus quadrinhos de aparência simples demolem certezas e deixam à mostra as contradições dos “novos tempos”. Em Malvados, como se tirasse um bicho de cima de si, o desenhista carioca arremessa o otimismo tolo e o autoengano para longe, entregando aos leitores uma visão desencantada e cheia de humor da realidade. Redes sociais, casamento, política, sexo, drogas, arte, Deus, depressão, meio-ambiente: nas 368 tirinhas aqui reunidas, nada escapa ao sarcasmo de suas “flores do mal”. Os absurdos da vida filtrados por um riso cruel e maravilhoso, às vezes nervoso e incontrolável, que reverbera em cada página deste livro.
Autor(a): André Dahmer | Editora: Quadrinhos na Cia | Páginas: 384 | Ano: 2019

Para quem ainda não conhece os quadrinhos produzidos pelo autor, devo informar que eles são carregados de um tipo diferente de humor. Nada bobo, forçado ou que cause um riso descontrolado, mas sim retratos do cotidiano que podem se parecer com a rotina de qualquer pessoa e se relacionam perfeitamente com a atualidade.

Com uma pitada de sarcasmo, uma dose de crítica e uma breve reflexão, as histórias curtas e diretas proporcionam ótimos momentos de distração e divertimento. Desfaça a cara feia, encare que nem tudo o que vivemos precisa ser tão sério e rígido, deixe-se envolver pelas pitadas de humor ácido que podem ser encontradas nestas páginas, mas também esteja preparo para quadrinhos que não almejam lhe fazer gargalhar.

Acredito que uma forma de elucidar isso que estou falando é trazendo uma prévia do que pode ser encontrado neste livro, mas não pense que estou limitando a genialidade do autor a apenas meros fragmentos, quero apenas lhe mostrar de forma rápida e despretensiosa um pouco do que encontrei nesta leitura. 







Sinopse: Alê e seus colegas, jovens da elite carioca encontrados mortos no porão do sítio de um deles em condições misteriosas que indicam que os nove amigos participaram de um perigoso e fatídico jogo de roleta russa. Aos que ficaram, resta tentar descobrir o que teria levado aqueles adolescentes, aparentemente felizes e privilegiados, a tirar a própria vida. 
Autor(a): Raphael Montes | Editora: Cia das Letras | Páginas: 342 | Ano: 2017


Mesmo com uma última leitura maravilhosa, não conseguiria ficar sem leitura alguma até 2020 (mesmo essa resenha sendo lançada já neste ano), ainda mais quando se trata de uma “saidinha da zona de conforto”. Nada melhor para terminar 2019, né? Quando se trata de leitura e desafios, estou dentro! 

Sendo meu primeiro livro de terror do ano, foi um livro que gostei de me aventurar por alguns motivos.  O livro é narrado por Alessandro e se passa em três espaços de tempo, sendo intercalados perfeitamente entre os capítulos, onde conseguimos ter uma visão ampla da história e muito bem apresentada, por sinal, me sentia lendo roteiro da ‘novela das 21h’.

Passado um ano do trágico evento, que terminou de forma violenta e bizarramente misteriosa, uma nova pista ilumina o nebuloso caso. Sob o comando da delegada Diana Guimarães, as mães desses jovens são reunidas para tentar entender o que realmente aconteceu, e os motivos que levaram seus filhos a cometerem suicídio.

Por meio da leitura das anotações feitas por um dos suicidas durante o episódio, as mães são submersas no turbilhão de momentos que culminaram na morte de seus filhos. A reunião se dá em clima de tensão absoluta, verdades são ditas sem a falsa piedade das máscaras sociais e algo maior começa a se revelar.

Sabe quando estamos assistindo aquela novela e não queremos perder um capítulo? Deixamos até mesmo de sair para que nenhum detalhe escape? É exatamente assim em “Suicidas”. A história é muito bem narrada e amarrada, fazendo com que você fique preso e querendo saber de mais detalhes para chegar a grande resposta de quem é o autor de tal episódio chocante.

Podemos dizer que Suicidas possui um leque de protagonismo, desde o padrão até o personagem que possui síndrome de down (esse é o momento que você fica com uma interrogação em cima de sua cabeça). Gostei muito dessa representatividade num livro de terror, que é muito difícil ser visto, sempre os personagens são mais do mesmo, aqueles que são vistos como padrão pela sociedade.

Raphael me usou de todas as formas com essa narrativa, eu estava sendo totalmente levado pela sua escrita, que é incrível! Me fez confiar, sentir muita raiva e, até mesmo, querer matar alguns, ou seja, a forma que o autor nos conduz na leitura é incrível e faz com que nos sintamos realizados por chegar ao final e vermos que é realmente um ‘livrão’.



Sinopse: Todas as crianças têm medo de escuro. O escuro é um quarto sem portas nem janelas, com monstros que nos prendem e nos devoram em silêncio. Eu tenho medo só do meu escuro, aquele que tenho dentro dos olhos. Para Mafalda, de nove anos, o escuro é a sua única certeza e o seu destino: em algum momento nos próximos seis meses ela perderá a visão. Diante de um futuro assustador e desconhecido, Mafalda – com a ajuda de sua família e seus amigos – precisará descobrir o que realmente importa conforme sua visão começa a falhar.
Autor(a): Paola Peretti | Editora: Planeta | Páginas: 244 | Ano: 2019

Mafalda ainda é uma criança, com apenas nove anos ela já sabe que alguns dos seus planos, sonhos e desejos não se realizarão, pois entende que com sua doença encontrará determinadas limitações.


"Certas notícias deveriam ser dadas sempre com um gato junto para abraçar."

A jovem protagonista possui um futuro nebuloso. A cada dia perde um pouco de sua visão, atividades normais de seu cotidiano passam a se tornar difíceis de serem executadas, até mesmo sua tão amada cerejeira aos poucos lhe parece menos nítida.

A autora trouxe para as páginas deste livro uma história comovente, mas que não necessariamente arrancará lágrimas do leitor. Mais fácil você exibir um leve sorriso ao acompanhar a luta diária desta jovem menina, afinal ela precisará reaprender a fazer muitas coisas. Claro, um leve aperto no peito pode ser inevitável, principalmente em momentos onde a protagonista lista as coisas que nunca poderá fazer.


"Ver como será o meu rosto quando eu for grande."

Os laços de amizade também são importantes para a trama. Mafalda não está sozinha e seus amigos, mesmo sendo personagens secundários, são apresentados de forma delicada, singela, mas nada diminuídos diante do drama da protagonista, afinal estes também possuem suas dificuldades.


"Todas as crianças têm medo de escuro, eu também tenho, porque para mim o escuro é uma venda nos olhos que eu coloquei para brincar e agora não posso mais tirar."

Acompanhar a trajetória de Mafalda proporciona ao leitor um fio de esperança e uma boa reflexão sobre a vida. Se uma pequena garotinha encontra meios para seguir em frente, mesmo que saiba que o futuro lhe reserva algo ruim, então é possível encararmos os obstáculos que surgem em nosso caminho.

Com uma leitura rápida, descomplicada e com um ar juvenil este livro se torna uma boa opção para os leitores que buscam uma narrativa descomplicada, sem grandes detalhes, mas que cause uma breve reflexão.






Sinopse: Como Guardião do Norte, lorde Eddard Stark não fica feliz quando o rei Robert o proclama a nova Mão do Rei. Sua honra o obriga a aceitar o cargo e a deixar seu posto em Winterfell para rumar à corte, onde homens fazem o que lhes convém, não o que devem... E onde um inimigo morto é algo a ser admirado.
Longe de casa e com a família dividida, Eddard se vê cada vez mais enredado nas intrigas mortais de Porto Real, sem saber que perigos ainda maiores espreitam à distância.
Nas florestas ao norte de Winterfell, forças sobrenaturais se espalham por trás da Muralha que protege a região. E nas Cidades Livres, o jovem Rei Dragão exilado na Rebelião de Robert planeja sua vingança e deseja recuperar sua herança de família: o Trono de Ferro de Westeros.

Este livro faz parte da série As crônicas de gelo e fogo*

Autor(a): George R.R. Martin | Editora: Suma | Páginas: 592 | Ano: 2019

Acredito que você já tenha ouvido falar em Game of Thrones, se não pelos livros enormes então pela série de sucesso exibida pela HBO e que teve sua conclusão neste ano.

Fugi um pouco do costume e acabei assistindo toda a adaptação para TV antes de sequer me aproximar realmente da grande obra escrita por George R.R. Martin e posso dizer que não me arrependo, ao menos não me senti prejudicada por ter seguido esta ordem. Claro que determinadas ações não são mais surpresa, visto que há semelhança com a série televisiva, mas nem por isso perdem a grandiosidade. 

O livro Guerra dos Tronos traz ao leitor mais do que uma mera introdução à saga, pois não se limita a apresentar os personagens e criar ambientação. Esta obra vai muito além e logo de início já mostra que veio para envolver o público em sua trama bem desenvolvida.

O autor nos apresenta as principais casas do reino, desde a mais leal até a mais traiçoeira. As alianças precisam ser firmadas, assim como em qualquer sociedade, para que a sobrevivência e as conquistas se efetivem. Aos poucos o leitor saberá em quem deverá confiar, contudo não se queixe caso no meio do caminho perceba que estava do lado errado.

A casa Stark segue sendo minha preferida, ao menos por enquanto, vamos ver como a história transcorre. Assim como na série da TV, consegui desenvolver empatia por alguns personagens e para outros revirei os olhos. Desculpa aí Sansa Stark, mas ainda não somos amigas.

Antes de iniciar a leitura ouvi diversos comentários sobre a escrita deste autor, variando dos mais intensos elogios até as mais sofridas lamentações. Confesso que não vi problema algum com a narrativa desta história, ao menos o meu envolvimento foi tão intenso que sequer notei o tempo passar e não reparei em detalhes excessivos ou lentidão na narrativa.

Os personagens são o ponto alto desta trama. Todos ricamente desenvolvidos e dotados de personalidade única. Até o, aparentemente, mais sem graça se mostra marcante de alguma forma.

Sem dúvida alguma recomendo a leitura desta obra, principalmente aos que se interessam por um mundo repleto de disputa por poder, um dose de fantasia e muita intriga. Observar o desenvolvimento dos personagens logo neste primeiro livro já é algo a se admirar, imagino como será a sequência.





Sinopse: O livro narra a atormentada adolescência de uma jovem problemática, perseguida pelos colegas, professores e impedida pela mãe de levar a vida como as garotas de sua idade. Só que Carrie guarda um segredo: quando ela está por perto, objetos voam, portas são trancadas ao sabor do nada, velas se apagam e voltam a iluminar, misteriosamente.
Autor(a): Stephen King | Editora: Suma | Páginas: 200 | Ano: 2013

Carrie é uma adolescente tímida, que deseja apenas ser normal, contudo alguns obstáculos surgem para impedir que seu desejo se concretize. Vítima de bullying na escola e de uma criação opressora por parte de sua mãe, a jovem adolescente não apresenta grandes perspectivas de se destacar no meio da multidão, ao menos não como sonhava.

Stephen King explorou nesta breve história o terror de uma menina que sofria por onde passava. Ninguém a respeitava, incluía ou sequer era capaz de demonstrar um toque de empatia e compaixão por ela. As consequências para todo esse desprezo e sofrimento serão tão sombrias quanto a vida desta jovem protagonista.

Outro ponto a ser observado nesta obra é a crítica ao fanatismo religioso retratado pelas atitudes da mãe de Carrie, que em diversos momentos se mostra ainda mais cruel do que a perseguição que a adolescente vive diariamente na escola.

Caso você ainda não conheça a história de Carrie, pode ficar tranquilo que não revelarei o final, apenas posso lhe dizer que ele foi construído considerando a trajetória da protagonista, ou seja, não foi projetado de forma exagerada ou não condizente com o esperado pelo leitor.

Carrie é especial, mais forte do que imagina e recebe a oportunidade de modificar sua vida. Todo o poder que emana desta adolescente é capaz de destruir tudo ao seu redor. O caminho que ela escolherá você saberá lendo este livro. 

Eis um livro que me proporcionou experiências diferentes após tê-lo lido em momentos distintos. Explico melhor. Meu primeiro contato com Carrie não foi muito agradável, confesso que me surpreendi ao perceber que uma história tão curta poderia me causar tanto cansaço, talvez as expectativas estivessem muito elevadas ou eu estivesse apegado às leituras anteriores que se mostraram mais intensas, só sei dizer que não aproveitei tanto a leitura.

Passado alguns anos e após ter me aproximado da escrita de Stephen King, e consequentemente ter me impressionado com suas obras, resolvi ler novamente Carrie. Devo dizer que esta nova tentativa serviu para me mostrar uma história muito mais interessante do que eu recordava ter lido. Ainda não se encaixa na  lista de melhores histórias que li do autor, mas agora mais acostumado com a forma como o King conduz suas obras e constrói seus personagens, pude encerrar a leitura com um saldo positivo, mesmo que o início tenha sido um pouco lento.



Sinopse: Depois de se libertar da dominação dos inglésios, o reino de Castallan não esperava passar por mais nenhuma crise. Mas Dez, o herdeiro, foi assassinado, e agora nobres e plebeus precisam aceitar que o destino do reino está nas mãos do príncipe Alfie, que passou meses fugindo de suas obrigações enquanto bebia tequila em alto-mar.
De volta a Castallan, Alfie não consegue acreditar que seu irmão morreu e, tentando provar o contrário, se depara com Finn Voy. Graças a sua habilidade de assumir a aparência de qualquer pessoa, Finn está sempre usando um disfarce para se proteger dos traumas de seu passado e de qualquer um que se meter em seu caminho.
Quando os destinos de Alfie e Finn se cruzam, eles acidentalmente libertam uma magia poderosa e antiga que, se não for detida, vai mergulhar o mundo em escuridão. Com o futuro de Castallan em suas mãos, o príncipe e a ladra terão de aprisionar essa magia obscura a qualquer custo, mesmo que, no caminho, precisem confrontar seus segredos mais sombrios.
Autor(a): Maya Motayne | Editora: Seguinte | Páginas: 480 | Ano: 2019

Neste universo que fomos convidados a imergir chamado Nocturna, o que mais vemos de comum é a magia. Só que existem algumas pessoas que possuem uma magia que vai além daquelas que envolvem os quatro elementos, sendo este poder próprio, ou seja, apenas uma pessoa possui, adquirindo através de algum trauma do passado, assim como Finn.

O poder de príncipe Alfie já é um pouco exótico. O seu próprio consegue se igualar ao próprio de outros, permitindo, assim, que o mesmo utilize várias magias diferentes. Alfie desconfia que seu irmão, Dez, ainda esteja vivo, porém seu poder próprio não o ajuda muito. Alfie tendo que assumir o reino de Castallan, desconfia que Dez espera apenas ser encontrado. Nessa busca, Alfie e Finn se esbarram.

Precisamos falar de Finn! Aliás, espero ansiosamente o segundo volume por essa personagem, que é simplesmente perfeita. Ela se torna uma das maiores ladras desse universo, pois, no passado, possuía uma vida miserável. Perdendo os pais ainda quando era criança, um homem chamado Ignacio a resgata e começa a controlar, literalmente, Finn. Literalmente pela questão de sua magia própria ser essa, ou seja, transformar alguém numa marionete.

Encerrando o momento personagens, se deixar, fico falando durante horas sobre cada um, pois é um carinho que adquiri por alguns, acho que perceberam que o maior foi por Finn, né? Nocturna é uma criação de mitologia com tudo novo, desde o universo até a questão da magia que os personagens possuem. Ao ler a sinopse, podemos observar que tem algo de diferente nos chamando atenção (foi o que chamou a minha, pelo menos). Pensei que seria uma mitologia como as outras, ou seja, mais do mesmo, porém não! A autora conseguiu trazer inovações nos deixando cativados pela leitura.

“Ao ouvir aquilo, Alfie a encarou. Os olhos dourados dele estavam repletos de uma preocupação tão genuína que Finn ficou arrepiada. Ela não gostava quando o príncipe olhava para ela. Tinha passado a vida toda personificando outras pessoas. Era mestre em enxergar, por trás da fachada, a verdade que batia dentro delas com força e rapidez. Ainda assim, quando ele olhava para ela, com a cabeça inclinada, pensativo, preocupado, era ela que se sentia exposta. Páginas de segredos abertos, ao alcance da ponta dos dedos dele.”

Fiquei bem surpreso pela questão dos personagens, pois o livro não é rápido, ou seja, as etapas são seguidas de forma certa, não tem um romance envolvido, se é que vocês me entendem. O que mais importa aqui são outras coisas e isso me fez gostar muito mais do livro, pois realmente o que importou foi a fantasia em si e não o entrelace dos personagens. Ficando, até mesmo, mais interessante e com uma pitada de poder, nossa vontade de largar o livro não chega.

O final me deixa um pouco intrigado pela questão de “como terminou”. Parece que, quando chega ao fim, não tem mais história pra ser contada, a trama é bem fechada, fazendo com que você se pergunte se terá mesmo uma continuação. E respondendo a possíveis perguntas, terá continuação sim! A questão do livro ter esse final, é ótimo, eu amei demais, só fiquei um pouco intrigado. 

Nocturna me surpreendeu e ganhou um super espaço no meu coração, vou terminar o ano com esse órgão, que só é aquecido pelos livros mesmo, feliz demais! O que me deixaria muito feliz seria vocês lendo e comprovando tudo de bom que eu falei, pra conseguirmos sucesso para o segundo livro também! Leiam Nocturna, será uma leitura ótima para fechar o ano.


Sinopse: Carolina do Norte, 1973. O universitário Devin Jones começa um trabalho temporário no parque Joyland, esperando esquecer a namorada que partiu seu coração. Mas é outra garota que acaba mudando seu mundo para sempre: a vítima de um serial killer. Linda Grey foi morta no parque há anos, e diz a lenda que seu espírito ainda assombra o trem fantasma. Não demora para que Devin embarque em sua própria investigação, tentando juntar as pontas soltas do caso. O assassino ainda está à solta, mas o espírito de Linda precisa ser libertado - e para isso Dev conta com a ajuda de Mike, um menino com um dom especial e uma doença séria.O destino de uma criança e a realidade sombria da vida vêm à tona neste eletrizante mistério sobre amar e perder, sobre crescer e envelhecer - e sobre aqueles que sequer tiveram a chance de passar por essas experiências porque a morte lhes chegou cedo demais.
Autor(a): Stephen King | Editora: Suma | Páginas: 240 | Ano: 2015

Joyland é um lugar para diversão, não há espaço para rostos tristes ou desanimados. Talvez um semblante cansado seja aceito, afinal um dia neste parque pode ser cansativo, mas com certeza trará uma experiência marcante.

Quando eu penso que Stephen King não tem mais como me surpreender, eis que ele mostra que tem muitas cartas na manga. Desta vez conseguiu fazer com que eu não me decepcionasse com a ausência de terror em suas páginas e ainda por cima comemorasse com as vitórias de alguns personagens.

Este é um livro um pouco diferente, ao menos se formos comparar com seus grandes sucessos aterrorizantes. Em Joyland o leitor verá uma outra face do autor e se guiará por uma narrativa ágil, envolvente, emocionante e ricamente desenvolvida.

Devin Jones esperava passar apenas uma temporada em Joyland, emprego temporário até a volta para a sua vida massante na faculdade, porém ele não imaginaria que seria completamente absorvido pelo parque, não de uma forma sinistra e que deixará o leitor completamente apreensivo, mas de um jeito que o fará buscar respostas e desejar ver o sorriso no rosto de outras pessoas.

Um assassinato marcou a história de Joyland, pessoas dizem que ainda são surpreendidas pelo espírito da jovem e bela moça que teve sua vida brutalmente interrompida enquanto buscava momento de diversão. O assassino nunca foi descoberto e a justiça nunca foi feita, mas isso não quer dizer que o jovem Devin deixará que isso passe em branco, sua curiosidade e seu instinto o dizem para investigar.


" - Que bom. Fique longe dali. É assombrado, e um garoto com pensamentos ruins precisa visitar uma casa assombrada tanto quanto precisa de arsênico no enxaguante bucal. Capisce?"


Obviamente o leitor pode esperar uma dose de sangue, algumas mortes, mas nada que lhe deixe sem fôlego ou pensativo. Há realmente um mistério a ser desvendado, mas por trás disso tudo é fácil enxergar situações de empatia, lealdade e amizade.

Parece estranho falar de sentimentos tão bonitinhos e relacioná-los a alguma obra de Stephen King, mas desta vez foi isso que encontrei nestas páginas nem tanto sombrias e só posso afirmar que fiquei maravilhada com cada detalhe.



Sinopse: Este é um livro sobre feminismo através do olhar amoroso, da acolhida generosa, do entendimento de que este é um assunto de todas, todos, todxs nós. Não pretende ser uma bíblia do feminismo, mas sim, uma conversa, um abraço, um ponto de apoio, um boas-vindas pra quem acaba de chegar, um que bom que você está aqui pra quem já anda cansada de lutar. Escrito em tom de conversa, traz referências, sugere reflexões e desfaz o medo. 
Autor(a): Manuela D'Ávila | Editora: Planeta | Páginas: 160 | Ano: 2019

O feminismo vem ganhando cada vez mais espaço nas rodas de conversa, infelizmente ainda vejo muitas informações erradas sendo disseminadas. Ah como eu queria que estivéssemos em um momento mais calmo, onde fosse possível conversar, debater e compreender as diversas visões que as pessoas têm do mundo sem que houvesse necessidade de tomar cuidado. Cuidado para não causar mágoas, rancor, agressões, perseguições, etc.


"O machismo, afinal, é como uma piscina. Todas as pessoas estão se molhando. Algumas, apenas a sola dos pés, outras quase morrendo afogadas."

O livro "Por que lutamos?" chega em um momento conturbado da sociedade e se mostra como um diálogo sincero e sem rodeios, não se propondo a ser um manual que deve ser seguido, mas mostra através da escrita leve de uma mulher que assim como qualquer outra não nasceu sabendo de tudo.

Manuela D'Ávila é conhecida por seu posicionamento político, pelos seus mandatos bem sucedidos, pelo seu lado materno real e sem fantasia. Eu sou um pouco suspeita para falar sobre a autora deste livro, pois a admiro em diversos aspectos, contudo gostaria de lhe avisar que caso não goste tanto assim da Manu, ainda assim abra sua mente e se deixe envolver por sua escrita, mesmo que seja para ao final dizer que não concorda. 

Precisamos falar sobre feminismo. Não digo isso com o intuito de construir um grupo de militância, mas sim por perceber que ao meu redor ainda existem muitas mulheres que não sabem o que realmente significa ser feminista. 


"Dá pra pensar diferente em alguns pontos e até em muitos. A gente só não pode reproduzir esse ambiente, entre nós, de caça às bruxas que existe por aí."

Este livro lhe mostrará que é normal errar e que evoluir faz parte do processo de todo ser humano dotado de conhecimento. Ser mulher é algo incrível, mas que demanda um certo trabalho para garantir alguns direitos, assim como é importante olhar para o lado e perceber que outras minorias merecem direito à voz. 


A escrita deste livro é realmente muito fluida, leve, envolvente e sinceramente senti como se estivesse tendo uma conversa de pertinho com a autora, sem barreiras, de amiga para amiga.








Sinopse: Ano 2018. À passagem de um planeta próximo da órbita da Terra, o que era para ser um dia de festa...Pessoas do mundo inteiro prepararam-se para um espetáculo astronômico mas o evento se transforma num pesadelo. Um dia após à maior aproximação do planeta, um imenso calor sobrevêm e 2/3 de todas as pessoas do mundo transformam-se em zumbis.Uma batalha está para acontecer. Um cerco para salvar vidas. E em meio a isso, inúmeras histórias de pessoas vivendo em situações-limite, muito além da sua imaginação.
Este livro faz parte da saga As crônicas dos mortos*

Não contém spoilers dos livros anteriores.

Autor(a): Rodrigo de Oliveira | Editora: Faro | Páginas: 304 | Ano: 2014

A sequência de O vale dos mortos surge trazendo ao leitor mais ação do que seu antecessor apresentou. O lado introdutório abre espaço para cenas mais intensas, surpreendentes e de tirar o fôlego.

Ivan e Estela permanecem com um papel importante para o desenvolvimento da história, contudo outros personagens surgem para dar uma nova direção à trama, trazendo um novo gás à narrativa e inserindo mistérios e dons únicos e inimagináveis.

A inserção de novos personagens nesta trama é feita com tamanho cuidado que é fácil compreender algumas motivações e começar a torcer por alguém. Confesso que esperei que alguns personagens fossem dilacerados por zumbis e tivesse um final terrível, mas outros me deixaram com o coração na mão por diversas vezes. Então acho que ficou bem evidente que escolhi meu lado nesta batalha.

Em A batalha dos mortos a luta por sobrevivência continua, contudo a guerra não se restringe à divisão entre vivos e mortos. As emoções seguem à flor da pele, mas nem todas são boas e direcionadas ao bem comum, ao menos não ao meu ver. Há uma batalha interna a ser travada, interesses particulares se sobrepõem aos do grupo e o desejo por vingança fará com quem ninguém esteja realmente em segurança.

Demorei um pouco para iniciar a leitura deste livro e por isso acabei me perdendo um pouco em relação aos personagens, mas entendo que esta é uma dificuldade minha em gravar nomes, ainda bem que suas personalidades e histórias são tão distintas que aos poucos pude retomar o ritmo e engrenar na leitura, então só posso concluir que o autor está de parabéns pela incrível história que desenvolveu.

Para os fãs de histórias de zumbis e que anseiam por descrições na medida certa, muita luta e páginas repletas de ação, com certeza esta obra saciará seus desejos.


*Resenhas anteriores da saga As crônicas dos mortos: