Sinopse: Considerada uma das melhores histórias de terror do século XX, a A Assombração da Casa da Colina promete calafrios aos seus leitores. Vista por mestres como Stephen King e Neil Gaiman como a rainha do terror, Shirley Jackson entrega um livro perturbador sobre a relação entre a loucura e o sobrenatural.
Sozinha no mundo, Eleanor fica encantada ao receber uma carta do dr. Montague convidando-a para passar um tempo na Casa da Colina, um local conhecido por suas manifestações fantasmagóricas. O mesmo convite é feito a Theodora, uma alma artística e “sensitiva”, e a Luke, o herdeiro da mansão.
Mas o que começa como uma exploração bem-humorada de um mito inocente se transforma em uma viagem para os piores pesadelos de seus moradores. Com o tempo, fica cada vez mais claro que a vida, e a sanidade, de todos está em risco.
Autor(a): Shirley Jackson | Editora: Suma | Páginas: 240 | Ano: 2018

Dr. Montague decidiu iniciar um estudo a respeito de eventos paranormais, explorando a vivência de algumas pessoas em uma casa tida como assombrada.

O local escolhido não poderia ser outro, a misteriosa Casa da Colina. Pouco se sabe sobre sua história, mas muito se teme em relação ao que lá se esconde. A casa já foi o lar de uma família, mas teria sido cenário de momentos felizes ou acabou sendo marcada por uma atmosfera pesada, densa e triste?

"A Casa da Colina, desprovida de sanidade, se erguia solitária contra os montes, aprisionando as trevas em seu interior; estava desse jeito havia oitenta anos e talvez continuasse por mais oitenta."

O grupo composto por pessoas com personalidades e histórias totalmente distintas passará por provações constantes. A sanidade destes personagens será contestada, assim como serão postos diante de diversos momentos de risco.

Há mais do que uma narrativa sinistra repleta de aparições neste livro. O leitor encontrará nestas páginas algo mais voltado para o lado psicológico de uma das personagens, deixando algumas dúvidas e questionamentos sobre determinados fatos. 

"A casa era repugnante. Estremeceu e pensou, as palavras vindo livremente à sua mente, a Casa da Colina é repugnante, é doente; vai correndo embora daqui."

A narrativa não me envolveu tanto quanto eu esperava. Ansiava por uma história arrebatadora, que me deixasse marcas e trouxesse à tona aquela sensação de medo ou insegurança, porém acabei me deparando com algo mais lento e sem revelações capazes de me fazer perder o fôlego. 

Conforme a leitura transcorre é possível reconhecer a evolução e uma leve agilidade na escrita, porém me senti em uma montanha russa, nem tudo era grandioso ou interessante, porém alguns trechos se mostraram surpreendentes.

"Você tem que esquecer de tudo o que diz respeito à Casa da Colina. Cometi um enorme erro te trazendo pra cá."

Não posso determinar que este seja um livro bom ou ruim, acredito que vai depender muito do que o leitor está buscando encontrar. Talvez eu não tenha absorvido tanto quanto a autora tentou passar por ter esperado algo mais intenso e sombrio, mas creio que possa ser uma ótima opção para quem se interessa por algo que exija mais atenção e lhe transporte para um lado mais instável da mente humana.






Sinopse: Baseado na história O Patinho Feio, esse é o terceiro volume da série Contos de Fadas. Como ela ousa achar que ele a ama, quando Londres inteira a chama de Duquesa Feia?Theodora Saxby é a última mulher com quem se poderia esperar que o lindo James Ryburn, herdeiro do ducado de Ashbrook, se casasse. Mas depois de um pedido romântico feito na frente do próprio príncipe, até a realista Theo se convence de que o futuro duque está apaixonado.Ainda assim, os tablóides dizem que a união não durará mais do que seis meses.Em seu íntimo, Theo acredita que os dois ficarão juntos para sempre… até que ela descobre que o que James desejava não era seu amor, mas seu dote.E a sociedade, que primeiro se chocou com seu casamento, se escandaliza com sua separação. Agora James precisará enfrentar a batalha de sua vida para convencer Theo que ele amava a patinha feia antes que ela se transformasse em cisne. E Theo logo descobrirá que, para um homem com alma de pirata, vale tudo no amor – e na guerra.


Este livro faz parte da série Contos de Fadas*

Autor(a): Eloisa James | Editora: Arqueiro | Páginas: 272 | Ano: 2018


Este é o terceiro livro da série Contos de Fadas. Desta vez o leitor terá a oportunidade de conhecer um romance de época com elementos de "O patinho feio". Dito isto acredito que seja fácil imaginar o que estas páginas podem reservar.

Romances de época não são minha preferência, mas confesso que tenho gostado da escrita da autora e isso tem me estimulado a continuar conhecendo suas mocinhas doces, mas determinadas.

Em A Duquesa Feia conhecemos Theodora, uma jovem que não nasceu muito bela, possui alguns traços mais masculinos e por vezes acaba ouvindo comentários maldosos sobre sua aparência. Devido a tudo isso ela não espera se casar com algum belo príncipe, mas nem por isso deixa de se interessar pelos jovens nos bailes.


Qual era o problema de ser chamada duquesa feia, contanto que James a olhasse como se ela fosse linda?



Como sua aparência não a ajudou muito durante sua vida, ela traça um plano que considera infalível para despertar a atenção de um determinado homem por quem nutre interesse. James, seu amigo de infância e por vezes considerado um irmão, deverá fingir estar interessado por ela, afinal, se as pessoas perceberem que ela pode ser cortejada como qualquer outra jovem, talvez assim chame atenção de quem tanto deseja.

O que Theo não poderia imaginar era que James já estava cogitando a possibilidade de envolver-se com ela, mas não por profundos e sinceros sentimentos e sim para livrar sua família da ruína.

- Não me interessa se a mocinha é feia como pecado. Você vai conquistá-la. Vai fazer com que ela se apaixone por você. Do contrário, não terá nenhuma propriedade para herdar. Nada!

Acredito que você já pôde perceber diversos elementos previsíveis e, se está habituado com romances de época, já está imaginando a reviravolta que este relacionamento trará para a vida dos protagonistas. Posso até supor que suas suspeitas se confirmem, já que não há nada de muito novo nesta trama.

Nesta história a autora não conseguiu me prender tanto quanto nas anteriores. Senti uma falta de conexão com a protagonista. Seguindo a sequência desta série, eu esperava encontrar mais uma mulher forte, intensa, determinada e com uma história de vida interessante, porém me vi diante de uma jovem que sabia se impor em alguns momentos, mas que se deixava levar por ataques de infantilidade e orgulho. A respeito de James nem vou me estender muito, até o momento ele foi o mocinho desta série que menos me apaixonou.

Eu aguardava algo mais arrebatador e envolvente, mas acabei me deparando com protagonistas rasos, sem uma boa química e com uma narrativa sem grandes revelações.

Fica a sugestão para quem está buscando uma leitura mais rápida, para passar o tempo ou simplesmente para sair de uma ressaca literária, já que este livro fornece uma distração agradável sem deixar grandes marcas.





*Resenhas anteriores da série:

Sinopse: Milo Moon tem nove anos e sofre de retinite pigmentosa. Ele está perdendo a visão e logo ficará cego. Mas, por enquanto, vê o mundo por um buraco de agulha e percebe coisas que as outras pessoas não notam.
Mas quando a adorada avó de Milo começa a sofrer de demência e vai para uma casa de repouso, ele percebe que há algo de muito errado naquele lugar. Os adultos não lhe dão atenção e, por isso, com a ajuda do cozinheiro Tripi e de Hamlet, seu porquinho de estimação, Milo decide mostrar o que realmente acontece na casa de repouso e quem é a sinistra enfermeira Thornhill.
Perspicaz, inteligente e surpreendente, O olhar de Milo é um romance cheio de grandes ideias, verdades simples e uma mensagem emocionante, capaz de tocar todas as pessoas. Milo vê o mundo de uma forma muito especial e será impossível não se apaixonar por ele, saborear cada momento e depois compartilhar sua história.
Autor(a): Virginia Macgregor | Editora: Leya | Páginas: 384 | Ano: 2015

Uma história que promete ao leitor um misto de sentimentos, desde uma sensação gostosa de fidelidade vinda de um menino aparentemente frágil, mas que não esconde sua coragem, até um aperto no coração ao se deparar com o sofrimento que de alguma forma o cerca.

Milo tem uma doença que não possui cura, sua visão vai se perdendo aos poucos e ele sabe que num futuro não muito distante estará completamente cego. Mesmo enxergando por um buraco de agulha, sua inteligência, curiosidade e esperteza o direcionam para observar o que realmente é importante.

Sua amada avó também não é muito saudável, a idade avançada veio junto com algumas doenças. Agora fragilizada, com lapsos de memória e dificuldade para se comunicar, Lou não pode mais ficar sozinha e Milo se sente responsável por ela, disposto a fazer de tudo para mantê-la por perto, porém um incidente coloca tudo a perder.

Após acidentalmente colocar fogo na cozinha, a idosa acaba sendo encaminhada para uma casa de repouso. Aparentemente tudo é lindo e perfeito, ainda mais se considerar o valor exorbitante que é cobrado para os familiares dos idosos que lá se abrigam.

Milo não se conforma com esta mudança e fará o possível para levar a avó de volta para casa. Sua fragilidade acaba ficando em segundo plano e a autora passa a explorar o poder de observação e compreensão do que acontece ao seu redor. O menino pode ser muitas coisas, menos ingênuo.

Milo sabia que de vez em quando era preciso mostrar as coisas várias vezes até que Vovó se lembrasse de como funcionavam, mas não gostou da maneira como a enfermeira Thornhill puxou o dedo de Vovó, ou da marca branca que deixou por causa do aperto.

Disposto a mostrar bons motivos para sua mãe buscar a avó, ele começa a descobrir algumas coisas desagradáveis sobre os cuidados naquela casa para idosos. A beleza que os adultos enxergam nas visitas não é tão perfeita quanto Milo percebe nos momentos de menos movimentação.

Acompanhar o menino nesta jornada em busca da verdade pode causar um nó na garganta. O que há por trás das boas fotos, vídeos e prêmios que a casa recebe é capaz de comover ao mesmo tempo em que causa desconforto.

- Eles nunca ouvem as crianças. Fingem que ouvem, mas no fim das contas, quando você tenta contar alguma coisa importante, os adultos são todos iguais.

Milo está pronto para nos dar uma lição de perseverança, lealdade, companheirismo e intuição. Ele não se deixa levar por aparências e não crê em tudo que vê ou ouve.

Sem dúvida alguma esta é uma história que envolve o leitor e lhe proporciona uma dolorosa e válida reflexão sobre relacionamentos, família e o envelhecimento.




Sinopse: Geralmente, os adolescentes de nove a quatorze anos (ou pré-adolescentes, que sejam!) sabem menos sobre amor e sexo, e todas as questões que esses temas envolvem, do que os adultos acreditam. Como é estar apaixonado? Como se beija na boca? Por que crescem pelos e espinhas pelo corpo durante a puberdade? O que é masturbação? Como nascem os bebês?Essas e muitas outras questões são explicadas neste guia, com bastante humor mas também com sólida base pedagógica,
rigor científico e delicadeza. Inspirado nas aventuras do personagem de histórias em quadrinhos Titeuf — sucesso absoluto na Europa, com onze livros publicados, que venderam mais de dezesseis milhões de exemplares — , Aparelho sexual e cia. traz o humor das tiras do personagem, que aparecem espalhadas pelas páginas do guia, complementando as explicações e deixando a leitura mais leve.
Autor(a): ZEP e Hélène Bruller | Editora: Seguinte | Páginas: 96 | Ano: 2007

Este livro ganhou espaço nas rodas de conversa e nas discussões pelas redes sociais após um candidato à presidência tê-lo mostrado como parte de um suposto "kit gay".

Sou movida pela curiosidade, então não poderia deixar de lê-lo para poder construir minha própria opinião a respeito. Não sou do tipo que compra ideias prontas e sai reproduzindo, ainda mais quando o assunto envolve livros (minha paixão nada secreta).


Quando iniciei a leitura logo lembrei das revistas adolescentes que eu lia, com aquelas dicas sobre namoro, beijo, romance e outras coisinhas que minhas amigas e eu tínhamos vergonha de perguntar para nossas mães. Confesso que não entendi muito bem o burburinho causado em cima desta obra, já vi coisas bem piores na minha adolescência.

Através de uma linguagem simples, descontraída e adequada ao público a que se dirige, o livro segue um bom caminho em direção à informação. Calma, não é um manual do Kama sutra, mas sim um dentre tantos outros materiais que visam proporcionar aos jovens o conhecimento necessário sobre seu corpo, o respeito ao do outro e a importância em reconhecer situações de abuso.


Isso mesmo, nesta obra há uma seção que explora de forma direta e sem enfeites sobre formas de se proteger, tanto de doenças quanto de pessoas más intencionadas.

Vivemos uma realidade onde os adolescentes estão rodeados de informações, mas não as absorvem por não parecem interessantes ou simplesmente por não chegarem a eles. Não sou do tipo que generaliza, então preciso sempre pensar naquele jovem que não tem um bom relacionamento com os pais, ou que passa horas na internet, mas nenhuma é realmente produtiva, ou pior, aquele que sofre abuso daqueles que deveriam lhe proteger.


Você, pessoa adulta e já com uma bagagem, pode não se interessar pela forma como o conhecimento é passado através destas páginas, mas é preciso considerar que talvez algumas pessoas menos experientes estejam realmente necessitando deste tipo de livro.

Não se trata de um manual completo e aprofundado, mas aborda de forma divertida as dúvidas que pipocam na cabeça do adolescente.




Sinopse: Uma trama de mistério e terror, ambientada nos anos 30, em plena Depressão americana, num cenário de desespero e sufoco: a Penitenciária de Cold Mountain. Stephen King foi buscar no lado mais sombrio de sua imaginação a história assombrosa de John Coffey, condenado à morte, e seu encontro fatal com o carcereiro Paul Edgecombe. Originalmente publicado em seis partes, com o título de O Corredor da Morte, o romance é agora lançado em volume único À Espera De Um Milagre. Nas telas, o diretor Frank Darabont recria a história magistral de King, com Tom Hanks interpretando o guarda Edgecombe.

Autor(a): Stephen King | Editora: Suma | Páginas: 400 | Ano: 2013 (2º edição)

Duas lindas menininhas desaparecem, elas deveriam estar apenas acampando no quintal de casa, algo comum e que aparentemente não representaria risco algum, não fosse o fato de uma pessoa cruel surgir e acabar com a alegria daquela família de forma dura e assustadora.

A busca por elas culmina em um momento de horror absoluto. As belas garotinhas estão mortas e um homem negro e enorme parece ser o responsável por todo sofrimento que elas tiveram em seus últimos instantes de vida. 

Este homem, John Coffey, aparenta ser de grande perigo, porém ao ingressar no corredor da morte sua personalidade e história são exploradas ao ponto de colocar uma dúvida na cabeça do leitor. Seria possível que uma pessoa com uma fala tão doce, pensamentos tão puros e uma inocência característica de uma criança cometeria tamanha crueldade?


"Olhei para ele, para o tamanhão dele, e me senti estranhamente comovido. Eles nos comoviam, sabe. Nós não os víamos nos piores momentos, executando seus horrores como demônios numa forja."

King construiu uma história digna de causar os mais distintos sentimentos. Em certos momentos me peguei com raiva de alguns personagens, torci para que um determinado guarda tivesse um destino desagradável e desejei que alguns detentos tivessem um lampejo de bondade e tranquilidade antes de seus respectivos fins. Pode soar estranho, mas consegui me apegar a alguns presos que se encontravam diante dos últimos dias de suas vidas. 

Todos personagens foram ricamente construídos, capazes de envolver o leitor por suas histórias de vida e proporcionando uma relação de proximidade, ao mesmo ponto em que se mostram capazes de repelir alguns sentimentos bons por parte de quem lê. 

Stephen King surpreende com sua capacidade de envolver o leitor até mesmo em suas histórias menos sombrias. Não digo que não tenha algo sobrenatural a ser observado, tão pouco que ele tenha deixado de explorar o lado mais cruel do ser humano, mas desta vez ele trouxe à tona uma narrativa mais fluida e com toques de bondade.

Apesar de não ser uma das obras do autor com mais descrições de maldade, esta história não deixa de ser pesada e de causar instantes de perda de fôlego. A narrativa traz pontos importantes que proporcionam reflexão, mas nem por isso perde o ar aterrorizante característico do autor, apenas o vemos de uma outra forma.







Sinopse: Ambientado na cidadezinha de Jerusalem's Lot, na Nova Inglaterra, o romance conta a história de três forasteiros. Ben Mears, um escritor que viveu alguns anos na cidade quando criança e está disposto a acertar contas com o próprio passado; Mark Petrie, um menino obcecado por monstros e filmes de terror; e o Senhor Barlow, uma figura misteriosa que decide abrir uma loja na cidade.Após a chegada desses forasteiros, fatos inexplicáveis vêm perturbar a rotina provinciana de Jerusalem's Lot: uma criança é encontrada morta; habitantes começam a desaparecer sem deixar vestígios ou sucumbem a uma estranha doença. A morte passa a envolver a pequena cidade com seu toque maléfico e Ben e Mark são obrigados a escolher o único caminho que resta aos sobreviventes da praga: fugir.
Mas isso não será tão simples, os destinos de Ben, Mark, Barlow e Jerusalem's Lot estão agora para sempre interligados. E é chegada a hora do inevitável acerto de contas.
Autor(a): Stephen King | Editora: Suma | Páginas: 464 | Ano:  2013 (2º edição)

Algumas cidades pequenas ganham espaço no mapa e se desenvolvem de forma a chamar atenção, outras vão tendo a população reduzida e quando se percebe já se tornou apenas um lugar vazio, repleto de histórias de pessoas que nem são mais lembradas. Esta segunda categoria acaba por ser chamada de cidade fantasma e Jerusalem's Lot segue por este caminho.

Ben Mears tem uma história com este pequeno município, também conhecido como 'Salem. Quando criança ele viveu lá e em meio a um desafio proposto por outros meninos de sua idade, acabou conhecendo o real significado de medo. Há um casa sombria, com uma história que por muitos foi esquecida, mas que atormenta os pesadelos do agora adulto, e escritor, Ben.

"Acho que aquela casa pode ser o monumento ao mal deixado por Hubert Marsten, uma caixa de ressonância psíquica. Ou um farol guiando o sobrenatural. Talvez guardando, durante todos esses anos, a essência do mal que Hubie deixou em seus alicerces velhos e decrépitos."

Ao retornar à 'Salem, com o intuito de vencer seu grande trauma e escrever um novo livro baseado na pequena cidade, o então escritor conhece uma nova paixão, faz amizades, mas também ingressa em um mistério capaz de tirar-lhe a vida.

Aquela casa que tanto o assombra continua a exalar algo ruim e ele não será o único a perceber isso. Um novo morador misterioso surge, muito simpático, atencioso e digno de conquistar a confiança de todas as pessoas, especialmente mulheres, mas há algo nele que o torna mais complexo do que é possível supor.

"Na última vez que a casa foi habitada, quatro crianças desapareceram num período de dez anos. Agora voltou a ser ocupada após 36 anos e Ralphie Glick desapareceu sem mais nem menos."

A tranquilidade da vizinhança abre espaço para desaparecimentos, mortes repentinas e sem explicação aparente e nem mesmo os cadáveres estão a salvo. Há algo maligno e aterrorizante pairando sobre 'Salem e Ben não medirá esforços para descobrir, mesmo que isso signifique dar adeus a todos que o acompanham.

Esta não é apenas mais uma história qualquer sobre vampiros, estamos falando de Stephen King, o autor mundialmente conhecido por suas descrições tão realistas ao ponto de transportar o leitor para a cena, então não espere algo superficial, tão pouco que busque encontrar o lado bom de tudo. É uma narrativa forte, intensa e que explora o lado mais sombrio dos contos vampirescos que já ouvimos. Nada de brilhar no sol!

"E, no pesado silêncio da casa, senado impotente na cama, o rosto entre as mãos, ele ouviu o riso alto e maligno de uma criança."

Não posso negar que em alguns momentos senti uma certa enrolação por parte do autor, chegou a bater um certo desânimo, porém com o passar dos capítulos pude compreender o que o motivou a detalhar determinados afazeres dos moradores da cidade, por exemplo. Então se detalhes em excesso não são o seu forte, não se preocupe, pois neste livro tudo se encaixa na hora certa.





Sinopse: Louis Creed, um jovem médico de Chicago, acredita que encontrou seu lugar naquela pequena cidade do Maine. A boa casa, o trabalho na universidade, a felicidade da esposa e dos filhos lhe trazem a certeza de que fez a melhor escolha. Num dos primeiros passeios familiares para explorar a região, conhecem um "simitério" no bosque próximo a sua casa. Ali, gerações e gerações de crianças enterraram seus animais de estimação.Para além dos pequenos túmulos, onde letras infantis registram seu primeiro contato com a morte, há, no entanto, um outro cemitério. Uma terra maligna que atrai pessoas com promessas sedutoras e onde forças estranhas são capazes de tornar real o que sempre pareceu impossível.
Autor(a): Stephen King | Editora: Suma | Páginas: 424 | Ano: 2013 (2º edição)

King é um autor que consegue provocar os mais diversos sentimentos em seus leitores, mas confesso que este livro me trouxe algo diferente, uma sensação de impotência que até então eu não havia sentido ao ler suas obras.

Antes de qualquer coisa preciso dizer que não assisti ao filme baseado nesta história, então tudo que li foi uma grande e grata novidade.

Em O cemitério o leitor conhecerá Louis, um homem dedicado à sua família e que se mudou, juntamente com a esposa e seus dois filhos pequenos, para uma cidadezinha mais afastada com o intuito de seguir sua carreira de médico. Uma cidade acolhedora e com vizinhos interessados em compartilhar suas histórias.

Rachel, esposa e mãe amorosa, possui um trauma adquirido na infância. Apesar de tudo o que já viveu não foi capaz de esquecer os detalhes do dia da morte de sua irmã mais velha.

Ellie é a elétrica e empolgante menininha da casa, sua inteligência e curiosidade são capazes de conquistar a atenção dos mais velhos, assim como seu irmão mais novo, Gage, conquista os corações de quem o conhece com sua doçura e alegria.

Tinha tudo para ser uma vida perfeita e feliz como em qualquer filme clássico de romance, porém a singela cidade esconde algo capaz de mudar a vida de quem desvenda seu mistério e o protagonista desta trama ultrapassará as barreiras que lhe afastam do perigo.


"A barreira não foi feita para ser violada. Não esqueça: há mais poder aqui do que o senhor imagina. Isto é um lugar antigo e estará sempre inquieto. Não esqueça!"

Tudo tem início quando a família acompanha Jud, um vizinho idoso que se tornou um grande amigo,  em uma caminhada para conhecer um pouco sobre o que há nas proximidades da residência, até que chegam ao "simitério" dos bichos. O que parecia ser apenas um cemitério tinha mais a esconder do que apenas lembranças. Louis acabaria descobrindo isso e trazendo para sua família um perigo inimaginável.

As lendas que compõem a história da cidade podem ser mais reais do que o cético doutor poderia imaginar, afinal, quem poderia acreditar na existência de alguma entidade ou força capaz de trazer o gatinho de Ellie de volta à vida?

"O gato voltou, como um gato de conto de fadas: tudo bem, era isso, um passe de mágica."

A leitura deste livro me transportou para uma cidadezinha do Maine e me aproximou dos personagens de uma forma que ainda não havia vivenciado com os livros do King. A forma como o autor os humanizou, mostrando suas fraquezas ao mesmo tempo lhes dando elementos que os deixavam fortes, me fizeram ver nesta história algo mais concreto e palpável. 

Claro que não fiquei imaginando que tudo era verdade, principalmente a parte mais sobrenatural que se esconde no cemitério, porém a ficção foi tão bem construída que até mesmo o que seria impossível de acontecer acabou me convencendo.

"Você arranjou a coisa, ela é sua, e mais cedo ou mais tarde acaba voltando às suas mãos, Louis Creed pensou."

Não vou me estender sobre a história, mas preciso dizer algo que considero importante sobre minha experiência com este livro. Por mais impactante que sejam as descrições do autor, que não poupa detalhes sobre nenhum momento de crueldade ou tragédia, me senti presa às páginas ao ponto de sentir um nó na garganta e uma momentânea falta de ar em determinados trechos, não por um medo imensurável, mas por ter me envolvido demais e ter deixado que o autor me colocasse diante das cenas como espectadora e não somente alguém que estaria apenas lendo.

Já fiz algumas considerações sobre as obras de Stephen King onde eu reclamava um pouco do seu excesso de descrições, mas desta vez tudo foi necessário e a cada novo detalhe eu me prendia ainda mais.

Um remake do filme baseado neste livro estreará no início do próximo ano, então ainda dá tempo de ler antes de assistir.



Sinopse: No segundo volume da série Scythe, a Ceifa está mais corrompida do que nunca, e cabe a Citra e Rowan descobrir como impedir que os ceifadores que não seguem os mandamentos da instituição acabem com o futuro da humanidade. Em um mundo perfeito em que a humanidade venceu a morte, tudo é regulado pela incorruptível Nimbo Cúmulo, uma evolução da nuvem de dados. Mas a perfeição não se aplica aos ceifadores, os humanos responsáveis por controlar o crescimento populacional. Quem é morto por eles não pode ser revivido, e seus critérios para matar parecem cada vez mais imorais. Até a chegada do ceifador Lúcifer, que promete eliminar todos os que não seguem os mandamentos da Ceifa. E como a Nimbo Cúmulo não pode interferir nas questões dos ceifadores, resta a ela observar. Enquanto isso, Citra e Rowan também estão preocupados com o destino da Ceifa. Um ano depois de terem sido escolhidos como aprendizes, os dois acreditam que podem melhorar a instituição de maneiras diferentes. Citra pretende inspirar jovens ceifadores ao matar com compaixão e piedade, enquanto Rowan assume uma nova identidade e passa a investigar ceifadores corruptos. Mas talvez as mudanças da Ceifa dependam mais da Nimbo Cúmulo do que deles. Será que a nuvem irá quebrar suas regras e intervir, ou apenas verá seu mundo perfeito desmoronar?
Autor(a): Neal Shusterman |  Editora: Seguinte | Páginas: 496 | Ano: 2018
 Este livro faz parte da série Scythe*

Não contém spoilers do livro anterior.

O ceifador foi uma das melhores leituras que fiz no último ano e aguardei ansiosamente pela continuação. Não vou mentir, eu acreditava que nenhuma sequência poderia manter o ritmo e o envolvimento do primeiro livro, então estava ansiosa e ao mesmo tempo com receio.

Os personagens que tanto me cativaram ressurgem ainda mais intensos, maduros e dispostos a colocar tudo em risco em nome de algo em que realmente acreditam. Citra é tão determinada, destemida e inteligente que suas ações jamais são feitas sem que ela tenha pesado as consequências, sua forma de agir e sua força causam incômodo em um grupo da Ceifa, já Rowan descobre um lado justiceiro que não imaginava ter, suas escolhas impactam diretamente na vida de outros ceifadores e isso não o abala, tão pouco o priva de lutar pelo seu objetivo.


- Ora essa, com certeza sabe o efeito que tem sobre a Ceifa desde que foi ordenada. Você incomoda a velha guarda e amedronta a nova ordem. Pega ceifadores que preferem ser deixados em sua própria petulância e os obriga a prestar atenção.

O treinamento para ceifador dado aos dois no primeiro livro os transformou completamente, e por mais distante que seus caminhos sigam, ainda assim é possível acompanhar e compreender suas motivações. Seus destinos podem ter muito em comum, mas nem por isso poderão seguir juntos por todo o trajeto. A função dos dois nesta história é clara e sem qualquer tipo de enrolação, logo no início é fácil perceber a importância dos personagens, bem como imaginar alguns perigos que encontrarão, mas não pense que isso torna a história previsível.

Uma chance de trinta e nove por centro de mudar o mundo é exponencialmente maior do que a maioria das pessoas sonharia em ter.

As grandes revelações que foram feitas no primeiro livro e que movimentaram a trama serviram como pontapé inicial para que nesta sequência seja possível se aprofundar nas motivações e intenções de alguns personagens, ser imerso em novas intrigas e se surpreender com o que há por trás de determinadas ações.

A narrativa que se mantém fluida, ágil e empolgante, agora abre espaço para a que a Nimbo-Cúmulo se manifeste. Por mais artificial que seja sua inteligência, ainda assim ela possui uma dose de sentimentos que nem mesmo ela e seus criadores poderiam explicar. Sua capacidade de decisão atrelada ao desejo de produzir apenas a melhor experiência aos seres humanos, acaba a tornando mais real e concreta, evidenciando suas motivações e mostrando que até mesmo ela pode possuir falhas.


Vi pessoas se transformarem na melhor versão de si próprias e outras se tornarem vítimas de suas falhas mais profundas.

Outro ponto interessante de A nuvem é a possibilidade de conhecer mais sobre a criação desta sociedade, sua organização, punições e as demais localidades, já que para proporcionar o melhor a cada sujeito a Nimbo precisa considerar suas diferenças, porém o mundo perfeito está prestes a ruir, tudo em que se acredita pode não ser tão real, tão pouco tão belo. Os seres humanos estão alheios às mudanças, mas serão os próximos a sentir o impacto causado pelos desvios de uma instituição em que todos confiam. A Nimbo pode não ser capaz de evitar que o caos de instaure, talvez ela até deseje isso de alguma forma.


Confiem em mim quando digo que tenho total noção de que há coisas - e pessoas - além do meu controle.

Uma ótima opção para quem gosta de personagens fortes, de uma narrativa sem rodeios e que apresente a todo instante reviravoltas e motivos suficientes para manter o leitor preso às páginas. Não notei o tempo passar, pois me vi envolvida de uma forma tão forte que não pude largar o livro até chegar ao fim da leitura.


*Resenha anterior da série Scythe: 

 ► O ceifador

Sinopse: O relato surpreendente de uma menina síria em meio aos horrores da guerra. Aos 3 anos de idade, Bana Alabed tinha uma infância feliz que foi interrompida abruptamente por uma guerra civil. Durante os quatro anos seguintes, Bana viveu em meio a bombardeios, destruição e medo.Sua provação angustiante culminou em um cerco brutal em que ela, seus pais e os dois irmãos mais novos ficaram presos em Aleppo, com pouco acesso a comida, água, medicamentos e outras necessidades básicas. Com o potencial revolucionário da Internet, Bana, em um gesto simples, mas inédito, usou o Twitterpara pedir paz e mobilizar pessoas ao redor do mundo pelo mesmo intuito.Contendo palavras da própria Bana e cartas comoventes de sua mãe, Fatemah, Querido Mundo não é apenas um relato envolvente de uma família ameaçada pela guerra — o livro oferece, também, uma perspectiva únicas obre uma das maiores crises humanitárias da história, vista pelos olhos de uma criança. Bana perdeu sua melhor amiga, a escola onde estudava e seu lar. Mas não perdeu a esperança — com relação a si mesma e às outras crianças ao redor do mundo, vítimas e refugiadas de guerra que são dignas de vidas melhores.
Autor(a): Bana Alabed | Editora: Best Seller | Páginas: 160 | Ano: 2018 

Sem dúvida alguma este livro traz uma história carregada de emoções e pronta para dar ao leitor um choque triste de realidade, ao mesmo tempo em que proporciona uma onda de esperança até no mais duro coração.

Bana é só uma criança como tantas outras, não almeja nada grandioso, seu plano de vida inclui viver feliz com sua família e amigos, assim como qualquer outra menina de sua idade. Apesar de ser tão nova a protagonista relata de forma clara, direta e comovente sua vida na Síria e os diversos perigos que foi obrigada a enfrentar.

Não chorei quando ouvi a bomba, mas chorei mais tarde quando Baba e mamãe decidiram que eu não poderia mais ir à escola.

Esta é uma história real e emocionante de uma criança que chegou a duvidar de que no final tudo daria certo. Seu sofrimento foi tanto que seus sonhos se perderam, sua inocência foi trocada pelo medo e sua alegria foi dando espaço às lágrimas que rolavam a cada perda.


Uma menina tão doce e diante de algo tão forte quanto a crueldade do ser humano. Bana não vai esconder, tão pouco irá amenizar a situação em se viu imersa. A vida de uma criança em meio à guerra, onde até mesmo a escola era vista como alvo, é angustiante e serve como lição. Não que ela tenha relatado tudo com o intuito de nos ensinar algo, o objetivo era apenas ser salva.

É difícil descrever o estrago que viver o tempo todo com medo de perder a vida causa em nós.

Depois de tantas noites mal dormidas, de tantas refeições não feitas e de todo medo em seu coração, a protagonista desta história real encontrou nas redes sociais uma porta de saída ao pedir ajuda e mostrar a todo o mundo como estava sendo difícil ter esperança naquele lugar. Ao perceber que havia conseguido alcançar algum público, juntamente com sua mãe a menina passou a compartilhar imagens das condições precárias e do rastro de destruição.

Depois de algum tempo, ficamos todos quietos, porque não havia nada que pudéssemos fazer a não ser ficar sentados e ser apedrejados pelo céu.


Não conhecia Bana antes de ler este livro, mas agora não consigo parar de pensar nela, em sua família e nos diversos outros refugiados. Esta menina conseguiu me dar motivos para duvidar do ser humano ao mesmo tempo em que me mostrou que é preciso ter fé em algo e que estender a mão pode ser um pequeno gesto que faz grande diferença.

Meu coração ficou partido e o nó na garganta insistiu em se fazer presente, não teria outra forma de ler as palavras de uma criança que sofreu tanto sem que houvesse algum tipo de comoção. 


Ou você poderia ser gentil com uma família refugiada e ver se eles precisam de ajuda para aprender coisas sobre seu novo país. Lembre-se de que eles estão com saudades de casa.


Apesar de dura, pesada e intensa a leitura transcorre de forma rápida e sem enrolações. A menina fez questão de ser o mais transparente e direta possível, o que facilitou na hora de digerir o terror que é uma guerra.




Sinopse: Vivian Miller é uma agente do departamento de contrainteligência da CIA, e sua tarefa é desvendar células infiltradas de inimigos russos em solo americano. A dedicada analista está muito próxima de receber a tão esperada promoção, depois de desenvolver um método revolucionário para ajudar na identificação de agentes secretos da Rússia. Ao conseguir acesso ao computador de um potencial agente russo, Vivian descobre uma pasta de conteúdo altamente confidencial: os inimigos estariam, de fato, vivendo em pleno solo dos Estados Unidos, passando-se por cidadãos comuns. Clique após clique, no entanto, Vivian se depara com uma verdade de consequências avassaladoras, capaz de colocar em xeque tudo o que ela mais ama. Entre a promessa de defender seu país e o desejo de proteger sua família, Vivian é uma mulher dividida. Terá, enfim, de decidir entre a lealdade e o amor? E, diante de uma escolha como essa, em quem ela pode confiar?
Autor(a): Karen Cleveland | Editora: Planeta | Páginas: 300 | Ano: 2018

Esta é uma narrativa sem enrolações, daquelas em que o leitor mergulha de cabeça e não se perde em histórias paralelas ou busca se aprofundar em detalhes da vida dos personagens. Há uma linha de chegada e a trama caminhará diretamente a ela, sem qualquer distração ou elementos novos que tirem o foco de Vivian e o grande fardo que ela se vê obrigada a carregar.

Seu trabalho exige competência, atenção e lealdade constante, mesmo se isso significar um grande problema às pessoas que mais ama. A protagonista faz parte de uma equipe que busca identificar a identidade e localização de agentes secretos russos e apesar de trabalhar diante de um computador, sem qualquer contato externo com os suspeitos, o risco pode ser maior do que ela é capaz de imaginar.

De um lado vemos uma profissional dedicada, mas insegura, e de outro conhecemos uma versão mais doce e preocupada de mãe. Vivian possui uma linda e grande família, seus filhos são sua maior dádiva e seu marido representa seu porto seguro, aquele para quem ela corre após um dia exaustivo de trabalho.

Estas duas faces da protagonista permitem que o leitor se conecte a ela e visualize melhor sua rotina, porém confesso que no quesito profissionalismo senti que ela deixou um pouco a desejar. Sempre imaginei um perfil diferente para quem se dedicasse à proteção nacional, alguém destemido, intenso e centrado, porém por diversas vezes ela se mostrou frágil e instável e isso se intensifica conforme seu trabalho passa a trazer resultados e as tão esperadas identidades dos agentes russos começam a aparecer.

Em determinado momento ela precisa escolher por qual caminho seguir, considerando as consequências e os riscos que tal decisão pode representar. Seria ela tão determinada ao ponto de proteger seu emprego e os Estados Unidos enquanto coloca seus pequenos filhos em um perigo constante?

Não espere encontrar algo profundo e que lhe permita criar inúmeras teorias. Como eu disse logo no início, há um caminho reto até a conclusão e poucas grandes revelações serão feitas, assim como os personagens são meras peças para o desenrolar da história, sem características marcantes ou personalidades distintas e fortes.

Para tudo há um motivo e neste caso não tenho do que reclamar, já que os fatos se encaixam conforme novos capítulos surgem. Alguns momentos são surpreendentes e podem deixar o leitor de queixo caído, mas são poucos. Em grande parte a obra promete entreter sem tirar o fôlego, dar motivos para chegar ao fim, mas sem despertar o lado mais investigativo de quem a está lendo.