Sinopse: Geralmente, os adolescentes de nove a quatorze anos (ou pré-adolescentes, que sejam!) sabem menos sobre amor e sexo, e todas as questões que esses temas envolvem, do que os adultos acreditam. Como é estar apaixonado? Como se beija na boca? Por que crescem pelos e espinhas pelo corpo durante a puberdade? O que é masturbação? Como nascem os bebês?Essas e muitas outras questões são explicadas neste guia, com bastante humor mas também com sólida base pedagógica,
rigor científico e delicadeza. Inspirado nas aventuras do personagem de histórias em quadrinhos Titeuf — sucesso absoluto na Europa, com onze livros publicados, que venderam mais de dezesseis milhões de exemplares — , Aparelho sexual e cia. traz o humor das tiras do personagem, que aparecem espalhadas pelas páginas do guia, complementando as explicações e deixando a leitura mais leve.
Autor(a): ZEP e Hélène Bruller | Editora: Seguinte | Páginas: 96 | Ano: 2007

Este livro ganhou espaço nas rodas de conversa e nas discussões pelas redes sociais após um candidato à presidência tê-lo mostrado como parte de um suposto "kit gay".

Sou movida pela curiosidade, então não poderia deixar de lê-lo para poder construir minha própria opinião a respeito. Não sou do tipo que compra ideias prontas e sai reproduzindo, ainda mais quando o assunto envolve livros (minha paixão nada secreta).


Quando iniciei a leitura logo lembrei das revistas adolescentes que eu lia, com aquelas dicas sobre namoro, beijo, romance e outras coisinhas que minhas amigas e eu tínhamos vergonha de perguntar para nossas mães. Confesso que não entendi muito bem o burburinho causado em cima desta obra, já vi coisas bem piores na minha adolescência.

Através de uma linguagem simples, descontraída e adequada ao público a que se dirige, o livro segue um bom caminho em direção à informação. Calma, não é um manual do Kama sutra, mas sim um dentre tantos outros materiais que visam proporcionar aos jovens o conhecimento necessário sobre seu corpo, o respeito ao do outro e a importância em reconhecer situações de abuso.


Isso mesmo, nesta obra há uma seção que explora de forma direta e sem enfeites sobre formas de se proteger, tanto de doenças quanto de pessoas más intencionadas.

Vivemos uma realidade onde os adolescentes estão rodeados de informações, mas não as absorvem por não parecem interessantes ou simplesmente por não chegarem a eles. Não sou do tipo que generaliza, então preciso sempre pensar naquele jovem que não tem um bom relacionamento com os pais, ou que passa horas na internet, mas nenhuma é realmente produtiva, ou pior, aquele que sofre abuso daqueles que deveriam lhe proteger.


Você, pessoa adulta e já com uma bagagem, pode não se interessar pela forma como o conhecimento é passado através destas páginas, mas é preciso considerar que talvez algumas pessoas menos experientes estejam realmente necessitando deste tipo de livro.

Não se trata de um manual completo e aprofundado, mas aborda de forma divertida as dúvidas que pipocam na cabeça do adolescente.




Sinopse: Uma trama de mistério e terror, ambientada nos anos 30, em plena Depressão americana, num cenário de desespero e sufoco: a Penitenciária de Cold Mountain. Stephen King foi buscar no lado mais sombrio de sua imaginação a história assombrosa de John Coffey, condenado à morte, e seu encontro fatal com o carcereiro Paul Edgecombe. Originalmente publicado em seis partes, com o título de O Corredor da Morte, o romance é agora lançado em volume único À Espera De Um Milagre. Nas telas, o diretor Frank Darabont recria a história magistral de King, com Tom Hanks interpretando o guarda Edgecombe.

Autor(a): Stephen King | Editora: Suma | Páginas: 400 | Ano: 2013 (2º edição)

Duas lindas menininhas desaparecem, elas deveriam estar apenas acampando no quintal de casa, algo comum e que aparentemente não representaria risco algum, não fosse o fato de uma pessoa cruel surgir e acabar com a alegria daquela família de forma dura e assustadora.

A busca por elas culmina em um momento de horror absoluto. As belas garotinhas estão mortas e um homem negro e enorme parece ser o responsável por todo sofrimento que elas tiveram em seus últimos instantes de vida. 

Este homem, John Coffey, aparenta ser de grande perigo, porém ao ingressar no corredor da morte sua personalidade e história são exploradas ao ponto de colocar uma dúvida na cabeça do leitor. Seria possível que uma pessoa com uma fala tão doce, pensamentos tão puros e uma inocência característica de uma criança cometeria tamanha crueldade?


"Olhei para ele, para o tamanhão dele, e me senti estranhamente comovido. Eles nos comoviam, sabe. Nós não os víamos nos piores momentos, executando seus horrores como demônios numa forja."

King construiu uma história digna de causar os mais distintos sentimentos. Em certos momentos me peguei com raiva de alguns personagens, torci para que um determinado guarda tivesse um destino desagradável e desejei que alguns detentos tivessem um lampejo de bondade e tranquilidade antes de seus respectivos fins. Pode soar estranho, mas consegui me apegar a alguns presos que se encontravam diante dos últimos dias de suas vidas. 

Todos personagens foram ricamente construídos, capazes de envolver o leitor por suas histórias de vida e proporcionando uma relação de proximidade, ao mesmo ponto em que se mostram capazes de repelir alguns sentimentos bons por parte de quem lê. 

Stephen King surpreende com sua capacidade de envolver o leitor até mesmo em suas histórias menos sombrias. Não digo que não tenha algo sobrenatural a ser observado, tão pouco que ele tenha deixado de explorar o lado mais cruel do ser humano, mas desta vez ele trouxe à tona uma narrativa mais fluida e com toques de bondade.

Apesar de não ser uma das obras do autor com mais descrições de maldade, esta história não deixa de ser pesada e de causar instantes de perda de fôlego. A narrativa traz pontos importantes que proporcionam reflexão, mas nem por isso perde o ar aterrorizante característico do autor, apenas o vemos de uma outra forma.







Sinopse: Ambientado na cidadezinha de Jerusalem's Lot, na Nova Inglaterra, o romance conta a história de três forasteiros. Ben Mears, um escritor que viveu alguns anos na cidade quando criança e está disposto a acertar contas com o próprio passado; Mark Petrie, um menino obcecado por monstros e filmes de terror; e o Senhor Barlow, uma figura misteriosa que decide abrir uma loja na cidade.Após a chegada desses forasteiros, fatos inexplicáveis vêm perturbar a rotina provinciana de Jerusalem's Lot: uma criança é encontrada morta; habitantes começam a desaparecer sem deixar vestígios ou sucumbem a uma estranha doença. A morte passa a envolver a pequena cidade com seu toque maléfico e Ben e Mark são obrigados a escolher o único caminho que resta aos sobreviventes da praga: fugir.
Mas isso não será tão simples, os destinos de Ben, Mark, Barlow e Jerusalem's Lot estão agora para sempre interligados. E é chegada a hora do inevitável acerto de contas.
Autor(a): Stephen King | Editora: Suma | Páginas: 464 | Ano:  2013 (2º edição)

Algumas cidades pequenas ganham espaço no mapa e se desenvolvem de forma a chamar atenção, outras vão tendo a população reduzida e quando se percebe já se tornou apenas um lugar vazio, repleto de histórias de pessoas que nem são mais lembradas. Esta segunda categoria acaba por ser chamada de cidade fantasma e Jerusalem's Lot segue por este caminho.

Ben Mears tem uma história com este pequeno município, também conhecido como 'Salem. Quando criança ele viveu lá e em meio a um desafio proposto por outros meninos de sua idade, acabou conhecendo o real significado de medo. Há um casa sombria, com uma história que por muitos foi esquecida, mas que atormenta os pesadelos do agora adulto, e escritor, Ben.

"Acho que aquela casa pode ser o monumento ao mal deixado por Hubert Marsten, uma caixa de ressonância psíquica. Ou um farol guiando o sobrenatural. Talvez guardando, durante todos esses anos, a essência do mal que Hubie deixou em seus alicerces velhos e decrépitos."

Ao retornar à 'Salem, com o intuito de vencer seu grande trauma e escrever um novo livro baseado na pequena cidade, o então escritor conhece uma nova paixão, faz amizades, mas também ingressa em um mistério capaz de tirar-lhe a vida.

Aquela casa que tanto o assombra continua a exalar algo ruim e ele não será o único a perceber isso. Um novo morador misterioso surge, muito simpático, atencioso e digno de conquistar a confiança de todas as pessoas, especialmente mulheres, mas há algo nele que o torna mais complexo do que é possível supor.

"Na última vez que a casa foi habitada, quatro crianças desapareceram num período de dez anos. Agora voltou a ser ocupada após 36 anos e Ralphie Glick desapareceu sem mais nem menos."

A tranquilidade da vizinhança abre espaço para desaparecimentos, mortes repentinas e sem explicação aparente e nem mesmo os cadáveres estão a salvo. Há algo maligno e aterrorizante pairando sobre 'Salem e Ben não medirá esforços para descobrir, mesmo que isso signifique dar adeus a todos que o acompanham.

Esta não é apenas mais uma história qualquer sobre vampiros, estamos falando de Stephen King, o autor mundialmente conhecido por suas descrições tão realistas ao ponto de transportar o leitor para a cena, então não espere algo superficial, tão pouco que busque encontrar o lado bom de tudo. É uma narrativa forte, intensa e que explora o lado mais sombrio dos contos vampirescos que já ouvimos. Nada de brilhar no sol!

"E, no pesado silêncio da casa, senado impotente na cama, o rosto entre as mãos, ele ouviu o riso alto e maligno de uma criança."

Não posso negar que em alguns momentos senti uma certa enrolação por parte do autor, chegou a bater um certo desânimo, porém com o passar dos capítulos pude compreender o que o motivou a detalhar determinados afazeres dos moradores da cidade, por exemplo. Então se detalhes em excesso não são o seu forte, não se preocupe, pois neste livro tudo se encaixa na hora certa.





Sinopse: Louis Creed, um jovem médico de Chicago, acredita que encontrou seu lugar naquela pequena cidade do Maine. A boa casa, o trabalho na universidade, a felicidade da esposa e dos filhos lhe trazem a certeza de que fez a melhor escolha. Num dos primeiros passeios familiares para explorar a região, conhecem um "simitério" no bosque próximo a sua casa. Ali, gerações e gerações de crianças enterraram seus animais de estimação.Para além dos pequenos túmulos, onde letras infantis registram seu primeiro contato com a morte, há, no entanto, um outro cemitério. Uma terra maligna que atrai pessoas com promessas sedutoras e onde forças estranhas são capazes de tornar real o que sempre pareceu impossível.
Autor(a): Stephen King | Editora: Suma | Páginas: 424 | Ano: 2013 (2º edição)

King é um autor que consegue provocar os mais diversos sentimentos em seus leitores, mas confesso que este livro me trouxe algo diferente, uma sensação de impotência que até então eu não havia sentido ao ler suas obras.

Antes de qualquer coisa preciso dizer que não assisti ao filme baseado nesta história, então tudo que li foi uma grande e grata novidade.

Em O cemitério o leitor conhecerá Louis, um homem dedicado à sua família e que se mudou, juntamente com a esposa e seus dois filhos pequenos, para uma cidadezinha mais afastada com o intuito de seguir sua carreira de médico. Uma cidade acolhedora e com vizinhos interessados em compartilhar suas histórias.

Rachel, esposa e mãe amorosa, possui um trauma adquirido na infância. Apesar de tudo o que já viveu não foi capaz de esquecer os detalhes do dia da morte de sua irmã mais velha.

Ellie é a elétrica e empolgante menininha da casa, sua inteligência e curiosidade são capazes de conquistar a atenção dos mais velhos, assim como seu irmão mais novo, Gage, conquista os corações de quem o conhece com sua doçura e alegria.

Tinha tudo para ser uma vida perfeita e feliz como em qualquer filme clássico de romance, porém a singela cidade esconde algo capaz de mudar a vida de quem desvenda seu mistério e o protagonista desta trama ultrapassará as barreiras que lhe afastam do perigo.


"A barreira não foi feita para ser violada. Não esqueça: há mais poder aqui do que o senhor imagina. Isto é um lugar antigo e estará sempre inquieto. Não esqueça!"

Tudo tem início quando a família acompanha Jud, um vizinho idoso que se tornou um grande amigo,  em uma caminhada para conhecer um pouco sobre o que há nas proximidades da residência, até que chegam ao "simitério" dos bichos. O que parecia ser apenas um cemitério tinha mais a esconder do que apenas lembranças. Louis acabaria descobrindo isso e trazendo para sua família um perigo inimaginável.

As lendas que compõem a história da cidade podem ser mais reais do que o cético doutor poderia imaginar, afinal, quem poderia acreditar na existência de alguma entidade ou força capaz de trazer o gatinho de Ellie de volta à vida?

"O gato voltou, como um gato de conto de fadas: tudo bem, era isso, um passe de mágica."

A leitura deste livro me transportou para uma cidadezinha do Maine e me aproximou dos personagens de uma forma que ainda não havia vivenciado com os livros do King. A forma como o autor os humanizou, mostrando suas fraquezas ao mesmo tempo lhes dando elementos que os deixavam fortes, me fizeram ver nesta história algo mais concreto e palpável. 

Claro que não fiquei imaginando que tudo era verdade, principalmente a parte mais sobrenatural que se esconde no cemitério, porém a ficção foi tão bem construída que até mesmo o que seria impossível de acontecer acabou me convencendo.

"Você arranjou a coisa, ela é sua, e mais cedo ou mais tarde acaba voltando às suas mãos, Louis Creed pensou."

Não vou me estender sobre a história, mas preciso dizer algo que considero importante sobre minha experiência com este livro. Por mais impactante que sejam as descrições do autor, que não poupa detalhes sobre nenhum momento de crueldade ou tragédia, me senti presa às páginas ao ponto de sentir um nó na garganta e uma momentânea falta de ar em determinados trechos, não por um medo imensurável, mas por ter me envolvido demais e ter deixado que o autor me colocasse diante das cenas como espectadora e não somente alguém que estaria apenas lendo.

Já fiz algumas considerações sobre as obras de Stephen King onde eu reclamava um pouco do seu excesso de descrições, mas desta vez tudo foi necessário e a cada novo detalhe eu me prendia ainda mais.

Um remake do filme baseado neste livro estreará no início do próximo ano, então ainda dá tempo de ler antes de assistir.



Sinopse: No segundo volume da série Scythe, a Ceifa está mais corrompida do que nunca, e cabe a Citra e Rowan descobrir como impedir que os ceifadores que não seguem os mandamentos da instituição acabem com o futuro da humanidade. Em um mundo perfeito em que a humanidade venceu a morte, tudo é regulado pela incorruptível Nimbo Cúmulo, uma evolução da nuvem de dados. Mas a perfeição não se aplica aos ceifadores, os humanos responsáveis por controlar o crescimento populacional. Quem é morto por eles não pode ser revivido, e seus critérios para matar parecem cada vez mais imorais. Até a chegada do ceifador Lúcifer, que promete eliminar todos os que não seguem os mandamentos da Ceifa. E como a Nimbo Cúmulo não pode interferir nas questões dos ceifadores, resta a ela observar. Enquanto isso, Citra e Rowan também estão preocupados com o destino da Ceifa. Um ano depois de terem sido escolhidos como aprendizes, os dois acreditam que podem melhorar a instituição de maneiras diferentes. Citra pretende inspirar jovens ceifadores ao matar com compaixão e piedade, enquanto Rowan assume uma nova identidade e passa a investigar ceifadores corruptos. Mas talvez as mudanças da Ceifa dependam mais da Nimbo Cúmulo do que deles. Será que a nuvem irá quebrar suas regras e intervir, ou apenas verá seu mundo perfeito desmoronar?
Autor(a): Neal Shusterman |  Editora: Seguinte | Páginas: 496 | Ano: 2018
 Este livro faz parte da série Scythe*

Não contém spoilers do livro anterior.

O ceifador foi uma das melhores leituras que fiz no último ano e aguardei ansiosamente pela continuação. Não vou mentir, eu acreditava que nenhuma sequência poderia manter o ritmo e o envolvimento do primeiro livro, então estava ansiosa e ao mesmo tempo com receio.

Os personagens que tanto me cativaram ressurgem ainda mais intensos, maduros e dispostos a colocar tudo em risco em nome de algo em que realmente acreditam. Citra é tão determinada, destemida e inteligente que suas ações jamais são feitas sem que ela tenha pesado as consequências, sua forma de agir e sua força causam incômodo em um grupo da Ceifa, já Rowan descobre um lado justiceiro que não imaginava ter, suas escolhas impactam diretamente na vida de outros ceifadores e isso não o abala, tão pouco o priva de lutar pelo seu objetivo.


- Ora essa, com certeza sabe o efeito que tem sobre a Ceifa desde que foi ordenada. Você incomoda a velha guarda e amedronta a nova ordem. Pega ceifadores que preferem ser deixados em sua própria petulância e os obriga a prestar atenção.

O treinamento para ceifador dado aos dois no primeiro livro os transformou completamente, e por mais distante que seus caminhos sigam, ainda assim é possível acompanhar e compreender suas motivações. Seus destinos podem ter muito em comum, mas nem por isso poderão seguir juntos por todo o trajeto. A função dos dois nesta história é clara e sem qualquer tipo de enrolação, logo no início é fácil perceber a importância dos personagens, bem como imaginar alguns perigos que encontrarão, mas não pense que isso torna a história previsível.

Uma chance de trinta e nove por centro de mudar o mundo é exponencialmente maior do que a maioria das pessoas sonharia em ter.

As grandes revelações que foram feitas no primeiro livro e que movimentaram a trama serviram como pontapé inicial para que nesta sequência seja possível se aprofundar nas motivações e intenções de alguns personagens, ser imerso em novas intrigas e se surpreender com o que há por trás de determinadas ações.

A narrativa que se mantém fluida, ágil e empolgante, agora abre espaço para a que a Nimbo-Cúmulo se manifeste. Por mais artificial que seja sua inteligência, ainda assim ela possui uma dose de sentimentos que nem mesmo ela e seus criadores poderiam explicar. Sua capacidade de decisão atrelada ao desejo de produzir apenas a melhor experiência aos seres humanos, acaba a tornando mais real e concreta, evidenciando suas motivações e mostrando que até mesmo ela pode possuir falhas.


Vi pessoas se transformarem na melhor versão de si próprias e outras se tornarem vítimas de suas falhas mais profundas.

Outro ponto interessante de A nuvem é a possibilidade de conhecer mais sobre a criação desta sociedade, sua organização, punições e as demais localidades, já que para proporcionar o melhor a cada sujeito a Nimbo precisa considerar suas diferenças, porém o mundo perfeito está prestes a ruir, tudo em que se acredita pode não ser tão real, tão pouco tão belo. Os seres humanos estão alheios às mudanças, mas serão os próximos a sentir o impacto causado pelos desvios de uma instituição em que todos confiam. A Nimbo pode não ser capaz de evitar que o caos de instaure, talvez ela até deseje isso de alguma forma.


Confiem em mim quando digo que tenho total noção de que há coisas - e pessoas - além do meu controle.

Uma ótima opção para quem gosta de personagens fortes, de uma narrativa sem rodeios e que apresente a todo instante reviravoltas e motivos suficientes para manter o leitor preso às páginas. Não notei o tempo passar, pois me vi envolvida de uma forma tão forte que não pude largar o livro até chegar ao fim da leitura.


*Resenha anterior da série Scythe: 

 ► O ceifador

Sinopse: O relato surpreendente de uma menina síria em meio aos horrores da guerra. Aos 3 anos de idade, Bana Alabed tinha uma infância feliz que foi interrompida abruptamente por uma guerra civil. Durante os quatro anos seguintes, Bana viveu em meio a bombardeios, destruição e medo.Sua provação angustiante culminou em um cerco brutal em que ela, seus pais e os dois irmãos mais novos ficaram presos em Aleppo, com pouco acesso a comida, água, medicamentos e outras necessidades básicas. Com o potencial revolucionário da Internet, Bana, em um gesto simples, mas inédito, usou o Twitterpara pedir paz e mobilizar pessoas ao redor do mundo pelo mesmo intuito.Contendo palavras da própria Bana e cartas comoventes de sua mãe, Fatemah, Querido Mundo não é apenas um relato envolvente de uma família ameaçada pela guerra — o livro oferece, também, uma perspectiva únicas obre uma das maiores crises humanitárias da história, vista pelos olhos de uma criança. Bana perdeu sua melhor amiga, a escola onde estudava e seu lar. Mas não perdeu a esperança — com relação a si mesma e às outras crianças ao redor do mundo, vítimas e refugiadas de guerra que são dignas de vidas melhores.
Autor(a): Bana Alabed | Editora: Best Seller | Páginas: 160 | Ano: 2018 

Sem dúvida alguma este livro traz uma história carregada de emoções e pronta para dar ao leitor um choque triste de realidade, ao mesmo tempo em que proporciona uma onda de esperança até no mais duro coração.

Bana é só uma criança como tantas outras, não almeja nada grandioso, seu plano de vida inclui viver feliz com sua família e amigos, assim como qualquer outra menina de sua idade. Apesar de ser tão nova a protagonista relata de forma clara, direta e comovente sua vida na Síria e os diversos perigos que foi obrigada a enfrentar.

Não chorei quando ouvi a bomba, mas chorei mais tarde quando Baba e mamãe decidiram que eu não poderia mais ir à escola.

Esta é uma história real e emocionante de uma criança que chegou a duvidar de que no final tudo daria certo. Seu sofrimento foi tanto que seus sonhos se perderam, sua inocência foi trocada pelo medo e sua alegria foi dando espaço às lágrimas que rolavam a cada perda.


Uma menina tão doce e diante de algo tão forte quanto a crueldade do ser humano. Bana não vai esconder, tão pouco irá amenizar a situação em se viu imersa. A vida de uma criança em meio à guerra, onde até mesmo a escola era vista como alvo, é angustiante e serve como lição. Não que ela tenha relatado tudo com o intuito de nos ensinar algo, o objetivo era apenas ser salva.

É difícil descrever o estrago que viver o tempo todo com medo de perder a vida causa em nós.

Depois de tantas noites mal dormidas, de tantas refeições não feitas e de todo medo em seu coração, a protagonista desta história real encontrou nas redes sociais uma porta de saída ao pedir ajuda e mostrar a todo o mundo como estava sendo difícil ter esperança naquele lugar. Ao perceber que havia conseguido alcançar algum público, juntamente com sua mãe a menina passou a compartilhar imagens das condições precárias e do rastro de destruição.

Depois de algum tempo, ficamos todos quietos, porque não havia nada que pudéssemos fazer a não ser ficar sentados e ser apedrejados pelo céu.


Não conhecia Bana antes de ler este livro, mas agora não consigo parar de pensar nela, em sua família e nos diversos outros refugiados. Esta menina conseguiu me dar motivos para duvidar do ser humano ao mesmo tempo em que me mostrou que é preciso ter fé em algo e que estender a mão pode ser um pequeno gesto que faz grande diferença.

Meu coração ficou partido e o nó na garganta insistiu em se fazer presente, não teria outra forma de ler as palavras de uma criança que sofreu tanto sem que houvesse algum tipo de comoção. 


Ou você poderia ser gentil com uma família refugiada e ver se eles precisam de ajuda para aprender coisas sobre seu novo país. Lembre-se de que eles estão com saudades de casa.


Apesar de dura, pesada e intensa a leitura transcorre de forma rápida e sem enrolações. A menina fez questão de ser o mais transparente e direta possível, o que facilitou na hora de digerir o terror que é uma guerra.




Sinopse: Vivian Miller é uma agente do departamento de contrainteligência da CIA, e sua tarefa é desvendar células infiltradas de inimigos russos em solo americano. A dedicada analista está muito próxima de receber a tão esperada promoção, depois de desenvolver um método revolucionário para ajudar na identificação de agentes secretos da Rússia. Ao conseguir acesso ao computador de um potencial agente russo, Vivian descobre uma pasta de conteúdo altamente confidencial: os inimigos estariam, de fato, vivendo em pleno solo dos Estados Unidos, passando-se por cidadãos comuns. Clique após clique, no entanto, Vivian se depara com uma verdade de consequências avassaladoras, capaz de colocar em xeque tudo o que ela mais ama. Entre a promessa de defender seu país e o desejo de proteger sua família, Vivian é uma mulher dividida. Terá, enfim, de decidir entre a lealdade e o amor? E, diante de uma escolha como essa, em quem ela pode confiar?
Autor(a): Karen Cleveland | Editora: Planeta | Páginas: 300 | Ano: 2018

Esta é uma narrativa sem enrolações, daquelas em que o leitor mergulha de cabeça e não se perde em histórias paralelas ou busca se aprofundar em detalhes da vida dos personagens. Há uma linha de chegada e a trama caminhará diretamente a ela, sem qualquer distração ou elementos novos que tirem o foco de Vivian e o grande fardo que ela se vê obrigada a carregar.

Seu trabalho exige competência, atenção e lealdade constante, mesmo se isso significar um grande problema às pessoas que mais ama. A protagonista faz parte de uma equipe que busca identificar a identidade e localização de agentes secretos russos e apesar de trabalhar diante de um computador, sem qualquer contato externo com os suspeitos, o risco pode ser maior do que ela é capaz de imaginar.

De um lado vemos uma profissional dedicada, mas insegura, e de outro conhecemos uma versão mais doce e preocupada de mãe. Vivian possui uma linda e grande família, seus filhos são sua maior dádiva e seu marido representa seu porto seguro, aquele para quem ela corre após um dia exaustivo de trabalho.

Estas duas faces da protagonista permitem que o leitor se conecte a ela e visualize melhor sua rotina, porém confesso que no quesito profissionalismo senti que ela deixou um pouco a desejar. Sempre imaginei um perfil diferente para quem se dedicasse à proteção nacional, alguém destemido, intenso e centrado, porém por diversas vezes ela se mostrou frágil e instável e isso se intensifica conforme seu trabalho passa a trazer resultados e as tão esperadas identidades dos agentes russos começam a aparecer.

Em determinado momento ela precisa escolher por qual caminho seguir, considerando as consequências e os riscos que tal decisão pode representar. Seria ela tão determinada ao ponto de proteger seu emprego e os Estados Unidos enquanto coloca seus pequenos filhos em um perigo constante?

Não espere encontrar algo profundo e que lhe permita criar inúmeras teorias. Como eu disse logo no início, há um caminho reto até a conclusão e poucas grandes revelações serão feitas, assim como os personagens são meras peças para o desenrolar da história, sem características marcantes ou personalidades distintas e fortes.

Para tudo há um motivo e neste caso não tenho do que reclamar, já que os fatos se encaixam conforme novos capítulos surgem. Alguns momentos são surpreendentes e podem deixar o leitor de queixo caído, mas são poucos. Em grande parte a obra promete entreter sem tirar o fôlego, dar motivos para chegar ao fim, mas sem despertar o lado mais investigativo de quem a está lendo.




Sinopse: Ao se declarar homossexual em um programa de TV depois do assassinato — brutal e com motivações homofóbicas — de um ex-namorado, Cris, jogador de futebol e ídolo de uma nação de torcedores fanáticos, vê sua vida pessoal e sua carreira saírem completamente de controle. Tem então de enfrentar a reação da diretoria e dos colegas de clube, a hesitação dos patrocinadores, a rejeição de grande parte da torcida e a crise familiar que se desencadeia a partir de sua declaração. A história de Cris é uma ficção, mas poderia acontecer de alguma forma, com o ídolo do seu time e talvez de uma seleção inesquecível. É aí que reside a força da narrativa de "O outro lado da bola", de Alvaro Campos e Alê Braga, com ilustrações de Jean Diaz. Em ano de Copa do Mundo, é difícil virar cada página sem pensar: esse é o mundo em que ainda vivemos. Mas o relógio está correndo, e ainda dá para virar esse jogo. O futebol, afinal, é sempre o melhor pretexto para se discutir as coisas da vida.
Autor(a): Alvaro Campos e Alê Braga | Ilustrador: Jean Diaz | Editora: Record | Páginas: 216 | Ano: 2018

Cris é um jogador de futebol idolatrado pelos torcedores do seu time, sua carreira muito bem administrada, seu talento, carisma e bom histórico o colocam em evidência como um grande profissional, bom marido e pai amoroso. 

Tudo estava indo muito bem, até que ele se sente na obrigação de revelar seu maior segredo, aquele que ele vem guardando há muitos anos, mas que precisa ser compartilhado com todos com o intuito de abrir espaço para uma discussão muito importante, a homofobia.

Em meio à uma sociedade machista e homofóbica, um homem é brutalmente assassinado apenas por estar andando com seu namorado, simples assim. Aposto que você já deve ter ouvido alguma triste notícia como esta, onde a intolerância acaba tirando vidas.

A vítima deste crime fez parte do passado do jogador, na verdade podemos dizer que ele foi seu grande amor nunca esquecido, porém para entrar para o grupo seleto de jogadores grandemente patrocinados, ele fez uma escolha que nunca lhe deixaria completamente feliz, sua esposa era uma das poucas pessoas que sabia sobre o seu segredo e sempre esteve ao seu lado por ter conhecimento de como isso era importante para ele.


Disposto a expor a crueldade do ser humano e a capacidade de fazer e desejar o mal a alguém que nem se conhece, Cris abre sua história e consequentemente muda a vida daqueles que são mais próximos.

Através de ilustrações incríveis e uma narrativa rápida, sem rodeios e muito realista esta Graphic Novel promete trazer para nossas rodas de conversa um assunto tão importante e atual. 

Talvez eu esperasse um pouco mais desta história que ao meu ver foi superficial e poderia ter explorado mais profundamente a realidade das pessoas que sofrem diariamente com o preconceito. Encerrei a leitura com a sensação de que a luta só valeria para aqueles que tivessem dinheiro e poder para barganhar.



Sinopse: Para proteger o irmão, Sloan foi ao inferno e fez dele seu lar. Ela está presa em um relacionamento com Asa Jackson, um perigoso traficante, e quanto mais os dias passam, mais parece impossível enxergar uma saída. Imersa em uma casa incontrolável que mais parece um quartel geffneral, rodeada por homens que ela teme e sem um minuto de silêncio, também parece impossível encontrar qualquer motivo para se sentir bem. Até Carter surgir em sua vida.
Sloan é a melhor coisa que já aconteceu a Asa. E se você perguntasse ao rapaz, ele diria que também é a melhor coisa que já aconteceu a Sloan. Apesar de a garota não aprovar seu arriscado estilo de vida, Asa faz o que é preciso para permanecer sempre um passo a frente em seu negócio e proteger sua garota. Até Carter surgir em sua vida.
A chegada de Carter pode afetar o frágil equilíbrio que Sloan lutou tanto para conquistar, mas também pode significar sua única saída de uma situação que está ficando insustentável.
Autor(a): Colleen Hoover | Editora: Record | Páginas: 384 | Ano: 2018

Sloan é uma mulher que aprendeu desde cedo que a vida poderia lhe reservar as piores experiências possíveis. Logo pequena ela se viu diante de uma enorme responsabilidade, garantir a sobrevivência de seus irmãos mais novos.

Com uma mãe dependente química, irmãos doentes e a própria vida para administrar, a protagonista precisou encarar de frente os mais intensos e pesados desafios, todos com o único intuito de prover os melhores cuidados aos seus irmãos.

Um trauma a acompanha em sua jornada e outros desafios surgirão para lhe fazer pensar que não há outra saída. Apesar de todos seus esforços, sua vontade de mudar e seu desejo por uma vida melhor, ela não consegue vislumbrar um futuro brilhante, tão pouco uma vida normal e feliz.

Bater de novo em sua porta e pedir ajuda foi a coisa mais difícil que já tive que fazer. Era como se correr de volta para os braços dele fosse o equivalente a renunciar ao meu respeito próprio.

Há muito abuso em sua história, medo, agressões nas mais variadas formas e mesmo assim ela se esforça para dar o seu melhor a quem ela realmente ama, seu irmão que precisa de cuidados médicos caros. Este é seu ponto fraco, sua maior fragilidade e ela não tentará esconder isso. 

Li algumas resenhas que declaravam um certo repúdio à protagonista, questionando suas motivações e duvidando de suas escolhas. Tais comentários me deixaram insegura e com receio de ler este livro, afinal como eu poderia me apegar a uma personagem que muitos alegavam não ter fundamento? Mas a minha curiosidade falou mais alto e eu agradeço muito por isso.

- Você já disse não a ele? Alguma vez pediu que e parasse e ele se recusou?
Sloan reflete por um instante e depois nega com a cabeça.
- Não, eu tinha muito medo para dizer não. Fingia estar de acordo toda vez.

Vi em Sloan muito mais do que uma personagem de ficção, encontrei nela a realidade de muitas mulheres que conheci e que eu sei que ainda vou conhecer. Caso você tenha a tendência de julgar o outro sem sentir sua dor e costuma usar a frase "no lugar dela eu faria diferente" sem nunca ter estendido a mão, então talvez esta não seja a melhor opção de leitura para você.

Em meio ao tráfico, estupros, pobreza e submissão, esta história pede uma boa dose de compaixão e compreensão, afinal cada um sabe até onde consegue ir e qual caminho é capaz de seguir. 

- Asa... Você tinha muito potencial. Mas passou cada dia da sua vida esperando que o mundo retribuísse os anos de merda que teve na infância. Foi nisso que você errou. Esse mundo não nos deve nada, Aceitamos o que recebemos e aproveitamos da melhor forma. Mas você pegou o que recebeu, cagou em cima e ainda esperou mais.

Esta não é uma história fácil de ser lida, principalmente aos leitores que não estão acostumados ou não se identificam com narrativas pesadas e carregadas de descrições fortes e cruéis. Nesta obra há cenas de estupro (não é hot), violência contra mulher, submissão para garantir sobrevivência, tráfico e algumas outras cenas que infelizmente ocorrem fora destas páginas. 

Tive uma vaga impressão de que a autora não sabia ao certo como terminar esta história tão intensa e sofrida. Mas nem mesmo esta escorregada na conclusão foi suficiente para diminuir o impacto que esta trama causou em mim.




Sinopse: Echo Stone acorda suando frio num quarto escuro e desconhecido, sem saber exatamente como foi parar ali. Tentando entender a situação, ela descobre que aquele lugar sombrio é a “Casa do Meio”, um orfanato que abriga crianças e adolescentes. Só tem um problema: Echo não é órfã, seus pais estão vivos! Mas ninguém parece se importar com suas explicações e o único disposto a ajudá-la a fugir dali é Cole. Mas quando a garota consegue voltar pra casa o problema fica ainda pior: uma fita amarela da polícia indica que um crime horrível e violento aconteceu - seu próprio assassinato! Echo está morta e não sabe como isso aconteceu. Desesperada para ter sua vida de volta, ela inicia uma busca para resolver esse enigma e, à medida que cresce a lista de suspeitos, ela descobre que não é a garota boazinha que julgava ser...
Autor(a): Temple Mathews | Editora: Jangada | Páginas: 336 | Ano: 2018

Echo é uma adolescente um pouco confusa, mas também não teria como esperar algo diferente da personagem. Ela acorda em um local totalmente desconhecido, rodeada por outras crianças e adolescentes estranhos e o motivo de estar ali é um mistério, afinal ela tem certeza de que seus pais estão vivos, logo não faz sentido algum estar naquele orfanato longe de sua família que sempre a amou muito.

Sua teimosia faz com que um dos moradores da casa lhe mostre a forma de sair de lá, porém isso não significa que Echo voltará para perto de seus pais, já que ao correr de volta para seu lar ela descobre que algo terrível aconteceu naquela casa. Seus pais choram, há sangue pelo chão e então ela percebe que foi assassinada.

- Ser assassinado é algo pavoroso. Aconteceu com todos nós, da Casa do Meio. A experiência é tão traumática que a consciência da sua alma se estilhaça como vidro, em milhões de pedacinhos.

Engana-se quem imagina que Echo ficará lamentando sua morte. Claro que em alguns momentos o leitor irá se deparar com uma carga emocional maior, afinal estamos falando do drama de uma menina que foi morta e que não descansará até descobrir quem teve coragem de fazer isso a ela, mas isso não significa que a protagonista se torne aquele tipo de personagem que sofre ao extremo e não evolui.

Aos poucos as peças começam a se encaixar, seus novos amigos a auxiliam em todo processo de descoberta e consequentemente ela passa a se libertar do que a prende no orfanato. 

Há suspense nestas páginas, mas não do tipo que proporciona aquela sensação de falta de ar, tão pouco há descrição de crueldade extrema ou qualquer outro elemento comumente encontrado em tramas investigativas onde muitas mortes aconteceram. Então caso você seja aquele tipo de leitor que se impressiona fácil e acaba se afastando de obras deste estilo, saiba que pode ler esta sem receio algum.

Quando soube do lançamento deste livro logo nutri enormes expectativas, mas confesso que esperava algo totalmente diferente do que acabei encontrando nestas páginas. O terror e a tensão deram espaço à uma investigação envolvente e que me deixou emocionalmente abalada. Aquela sensação de medo que eu esperava encontrar, foi substituída por uma vontade de querer consertar tudo que havia dado errado e consolar a pobre Echo.

Li em poucas horas, então posso dizer que a narrativa transcorre de forma descomplicada e leve, mesmo se tratando de uma temática um pouco mais pesada, afinal estamos falando de um orfanato repleto de jovens que foram assassinados e ainda não resolveram algumas pendências.

Sobre o final eu não falarei muito, mas preciso compartilhar um pouco da sensação de impotência que eu senti. Eu criei um final feliz na minha cabeça e não me preparei para a conclusão que viria, então não espere aquele "e viveram felizes para sempre", pois talvez você tenha seu coração compartido como eu tive. Não imagine um final ruim ou repleto de tristeza, mas compreenda que algumas coisas não podem ser modificadas e nem por isso apagam a beleza das últimas páginas.